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Isaiah Likely cresce nos Giants depois de aprender com Mark Andrews

Tight end soma 33 recepções e amplia papel no slot; parceria com Harbaugh e complementaridade com Nabers ajudam a explicar seu início em New York.

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Montagem reúne Isaiah Likely, dos Giants, e Mark Andrews, seu antigo companheiro nos Ravens.
Montagem reúne Isaiah Likely, dos Giants, e Mark Andrews, seu antigo companheiro nos Ravens.

John Harbaugh acompanha muitas horas de futebol universitário a cada período de preparação para o draft, mas as imagens de Isaiah Likely em Coastal Carolina continuam em sua memória.

“Quando ele estava sendo avaliado, ninguém conseguia defini-lo direito”, lembrou o treinador sobre o jogador escolhido no fim da quarta rodada. Likely fazia grandes jogadas e também impressionava nos bloqueios pelo perímetro, deslocando adversários com força.

Harbaugh e o tight end estão em seu primeiro ano nos Giants, mas no quinto de uma parceria que começou com quatro temporadas nos Ravens. Em Baltimore, Likely dividia a posição com o Pro Bowler Mark Andrews.

Renovação de Andrews abriu caminho para a saída

Os Ravens renovaram com Andrews por três anos e US$ 39,3 milhões em dezembro, encaminhando a saída de Likely na agência livre. Ele assinou com New York por três anos e US$ 40 milhões.

Likely afirma ter aprendido com o antigo companheiro como se preparar quando a defesa passa a tratá-lo como um alvo central, em vez de receber apenas oportunidades criadas pelo esquema.

Observar Andrews em vídeo e nos treinos o ajudou a reconhecer essa mudança de responsabilidade. “Quando senti que entendi, fiquei bem com isso”, disse.

Produção inicial sustenta a aposta

Com 33 recepções, Likely é o segundo da NFL entre os tight ends, a apenas nove de seu melhor total em uma temporada inteira.

Em cinco jogos pelos Giants, já se tornou o primeiro veterano contratado como agente livre pela equipe a ter mais de uma partida com pelo menos dois touchdowns recebidos desde Plaxico Burress, em 2005. Os outros atletas que atingiram a marca no intervalo chegaram pelo draft ou como calouros não escolhidos.

Likely explica que a transição da universidade para a liga exige mais estudo de disfarces defensivos. Na faculdade, um ataque pode se organizar para que seu principal alvo vença repetidamente uma rota. Na NFL, é preciso reconhecer melhor os espaços e as responsabilidades da cobertura.

A experiência com Andrews o ajudou a enxergar o campo como um quarterback, identificando recuos em zona e sentindo onde surgem as janelas. Quando o passador lê e conversa sobre o jogo da mesma maneira, disse, a diferença é grande.

O trabalho no slot ajuda Malik Nabers

Em vez de separar seus dois principais alvos apenas nas laterais, os Giants usam Likely para atrair a atenção dos safeties e reduzir a ajuda defensiva sobre Malik Nabers.

Segundo o Next Gen Stats citado pela reportagem, o tight end executou 77,2% de suas rotas no slot, sua maior taxa na carreira. Entre os jogadores da posição, apenas Mike Gesicki, dos Bengals, atua mais ali. Dessa região vieram 195 de suas 284 jardas.

Likely conta que disse a Nabers, desde sua chegada, que seu trabalho seria impedir a defesa de dobrar a marcação sobre o recebedor.

Para ele, optar por essa dobra e deixar os outros alvos em confrontos individuais seria uma demonstração de desrespeito ao restante do grupo. Quando o ataque obriga a defesa a distribuir a atenção, acredita que Nabers tem condições de produzir mais de 100 jardas, porque poucos cornerbacks conseguem acompanhá-lo sozinhos durante toda uma partida.

Bloqueio também faz parte de sua identidade

O treinador de tight ends Tim Kelly, que já foi coordenador ofensivo na NFL, assistiu a todas as jogadas de Likely nos Ravens antes da agência livre, mesmo com o conhecimento prévio de Harbaugh sobre o atleta.

Kelly viu a capacidade de fazer jogadas, bloquear em espaço e atacar os adversários no jogo terrestre. O interesse estava em descobrir o que ele poderia produzir com mais oportunidades, depois de atuar atrás de um grande jogador.

O treinador também destacou as recepções longe do corpo e o controle corporal, qualidades que aparecem tanto nos treinos quanto aos domingos.

Por isso, os Giants rejeitam a definição de Likely como um tight end apenas recebedor.

“Os bloqueios dele serão iguais aos de Theo Johnson, Chris Manhertz ou Pat Ricard? Não”, afirmou Kelly. “Mas todos têm habilidades próprias. O que ele tem é atenção aos detalhes e instintos incríveis.”

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