Jake Ferguson preocupa os Cowboys com drops, fumbles e falhas no bloqueio
Análise aponta queda de consistência do tight end após renovação de quatro anos e US$ 52 milhões.
Jake Ferguson consolidou-se como uma peça importante do Dallas Cowboys desde que assumiu a titularidade em 2023. Ganhou a confiança de Dak Prescott, permitiu a transição após a saída de Dalton Schultz e, em seus quatro primeiros anos na liga, teve duas temporadas de Pro Bowl.
Agora, porém, erros repetidos colocam sua consistência em discussão. Na análise de Dan Rogers, a energia e o potencial do tight end já não compensam tão facilmente os problemas de recepção, proteção da bola e bloqueio.
Em julho, Ferguson assinou uma extensão de quatro anos e US$ 52 milhões, que o mantém sob contrato até 2029. O investimento torna ainda mais relevante a necessidade de corrigir as falhas.
Drops em momentos decisivos
Após cinco partidas, o tight end apresenta uma taxa de drops de 9,5%, elevada para alguém que recebe muitos passes curtos e intermediários. O exemplo mais doloroso veio na quinta-feira contra o Tampa Bay Buccaneers: a bola atingiu seu rosto, ficou no ar e acabou interceptada, encerrando uma tentativa de reação de Dallas.
Rogers contrasta esse lance com a segurança que Ferguson demonstrava em recepções disputadas nos anos anteriores. A preocupação é que a perda de concentração apareça justamente em situações de maior importância.
Segurança da bola e bloqueios
Nos últimos três anos, Ferguson sofreu oito fumbles, o maior total entre tight ends nesse período, segundo o levantamento apresentado pelo autor. A frequência corresponde a um fumble a cada 19,6 vezes em que toca na bola.
O hábito de carregá-la afastada do corpo facilita as tentativas dos defensores de arrancá-la. Contra o Baltimore Ravens, um fumble em um shovel pass — um passe curto lançado por baixo — interrompeu uma campanha promissora. Embora o lance tenha gerado discussão sobre a possibilidade de passe incompleto, Rogers entende que a proteção da bola precisa melhorar.
O autor também critica a eficácia dos bloqueios de ajuda na proteção do passe e o cumprimento das atribuições no jogo terrestre. Em sua avaliação, Ferguson vem sendo batido com frequência nessas situações.
Possíveis mudanças nas responsabilidades
Dallas escolheu Luke Schoonmaker na segunda rodada do draft de 2023, mas ele não correspondeu às expectativas. Também renovou com Brevyn Spann-Ford, valorizado pelos bloqueios e pelo trabalho nos times especiais.
Não há uma mudança de função anunciada para Ferguson. A conclusão de Rogers é que, se os erros continuarem, os Cowboys terão de avaliar a distribuição das responsabilidades na posição ao longo da temporada.