Jets x Patriots: retornos, mobilidade de Maye e jogo coletivo são as chaves
Coluna destaca três caminhos para New York buscar uma surpresa e a primeira vitória divisional sob Aaron Glenn.
A vitória sobre o Cleveland Browns encerrou três derrotas seguidas e devolveu entusiasmo ao New York Jets. Em coluna do Gang Green Nation, o duelo com o New England Patriots é apresentado como o mais importante da temporada até aqui: uma chance de voltar a 50% de aproveitamento, vencer um rival da divisão e emendar triunfos apenas pela segunda vez na era Aaron Glenn.
Os Jets ainda não perderam para adversários da AFC nesta temporada, mas Glenn não venceu um confronto divisional desde que assumiu. A expectativa de muitos torcedores era mudar isso contra um Miami Dolphins considerado frágil; surpreender os Patriots, finalistas do Super Bowl de 2025, seria um resultado ainda mais expressivo.
New England chega de duas vitórias, embora tenha apresentado vulnerabilidades. A linha citada pela coluna coloca os Jets como azarões por sete pontos. O autor aponta três fatores capazes de mudar essa projeção.
Retornos importantes dos dois lados
Christian Gonzalez volta depois de dois jogos fora e deve acompanhar Garrett Wilson, principal ameaça dos Jets. A questão é como Frank Reich responderá à provável cobertura individual.
New York, por sua vez, recupera Omar Cooper Jr. após quatro partidas de ausência por uma entorse no tornozelo. Ele fez uma única recepção contra os Titans na estreia e, ainda assim, terminou com mais jardas após a recepção do que qualquer outro jogador naquele jogo. A amostra é pequena demais para definir seu teto ou sua participação, o que aumenta a curiosidade sobre o retorno.
Adonai Mitchell continua ausente, mas Wilson, Cooper, Kenyon Sadiq e Mason Taylor oferecem opções a Reich e Geno Smith no cenário considerado pela análise. Isaiah Williams, Tim Patrick e Jelani Woods também podem contribuir com as oportunidades certas. Um quarterback paciente e disposto a distribuir a bola amplia essas possibilidades.
Os Patriots também podem recuperar A.J. Brown. No momento em que a coluna foi escrita, sua presença ainda não estava confirmada: ele treinava de forma limitada desde a abertura da janela após a lesão da Semana 1, enquanto Cooper participava integralmente. A volta de Brown altera o planejamento das duas defesas.
Gonzalez oferece a New England uma referência de cobertura. O autor lembra, porém, que Mitchell conseguiu criar dificuldades para ele em um jogo de horário nobre no ano anterior, embora quatro passes derrubados tenham reduzido o impacto estatístico. Ver Wilson, em sua melhor temporada até aqui na avaliação da coluna, nesse confronto direto é um dos atrativos.
Conter a mobilidade de Drake Maye
Na semana anterior, a preocupação era com as corridas de Deshaun Watson. Os Jets o derrubaram oito vezes, mas ele também correu bem e registrou sua maior média de jardas por tentativa na temporada.
Sem a chuva e as dificuldades daquele jogo, o confronto com Maye deve oferecer uma leitura mais clara da defesa contra quarterbacks móveis. Watson entrou na partida anterior como o segundo quarterback que mais corria em frequência; Maye chega como o terceiro. Além das corridas desenhadas, suas escapadas em situações difíceis podem prolongar campanhas.
Isso não elimina os problemas que ele teve no começo de 2026. Maye sofria três sacks por jogo antes da sequência de duas vitórias, na qual foi derrubado apenas uma vez em cada partida. Suas sete interceptações em cinco jogos estão empatadas no maior total da NFL, mas apenas uma veio desde a derrota para os Jaguars na Semana 3.
O desafio dos Jets é forçá-lo a voltar à hesitação das primeiras semanas. Para isso, precisam superar dois conhecidos: Morgan Moses e Alijah Vera-Tucker, ex-jogadores de New York agora na linha dos Patriots. O autor expressa a frustração de ver Vera-Tucker deixar o clube após anos de defesa de seu potencial em meio às lesões e passar a um dos maiores rivais.
O tackle novato Caleb Lomu também pode ter dificuldades contra David Bailey, atual jogador defensivo da semana na AFC. Esse duelo, somado à familiaridade de Will McDonald com Moses nos treinos de outras temporadas, alimenta a esperança de pressionar Maye sem permitir que escape do pocket.
Fazer ataque, defesa e times especiais trabalharem juntos
A terceira chave é o futebol complementar: uma unidade cria a oportunidade e a seguinte a aproveita. A coluna lembra a frequência com que os Jets desperdiçaram boas jogadas da defesa ou dos times especiais, mas vê um sinal diferente na vitória mais recente.
Com quatro minutos restantes, a defesa forçou uma sequência de três jogadas e punt. Corey Bojorquez deixou a bola escapar, dando aos Jets uma posse a 23 jardas da end zone. Em vez de desperdiçar a chance com turnover, outra sequência curta ou field goal perdido, New York chegou ao touchdown em uma corrida de 22 jardas de Braelon Allen e venceu.
Reproduzir essa coordenação é essencial contra um time de Mike Vrabel, treinador que o autor considera forte nesse aspecto, assim como Bill Belichick foi em sua passagem por New England. Glenn precisa competir também nessa dimensão.
Há ainda uma pergunta sobre Jason Sanders. Com a saída de Blake Grupe para os Rams, ele é o único kicker do grupo. A coluna se pergunta se a disputa interna ajudou a motivar seu bom desempenho e se conseguirá mantê-lo sem essa pressão imediata.
A esperança do autor é ver uma atuação coesa, com defesa e times especiais criando impulso e o ataque transformando as oportunidades em pontos. Os três fatores, em sua avaliação, podem tornar o duelo mais equilibrado do que a linha de sete pontos sugere.