Lions x Cardinals: Petzing, defesa irregular e pressão sobre Campbell
Ryan Mathews responde a cinco perguntas de Seth Cox e avalia o ataque de Detroit e os problemas de cobertura antes da Semana 5.
Drew Petzing reencontra os Cardinals à frente de um ataque dos Lions que já produz, mas ainda busca consistência e jogadas explosivas. Na entrevista de Seth Cox com Ryan Mathews, do Pride of Detroit, a defesa de Detroit aparece como a preocupação mais urgente.
Como avaliar o trabalho de Petzing?
Mathews vê evolução ofensiva após quatro partidas. Detroit está em quinto em pontos por jogo, com 29,8; sexto em jardas, com 389,3; e sétimo em EPA por jogada, com +0,10.
A estreia contra New Orleans foi irregular, mas o time transformou turnovers e campos curtos em touchdowns. Marcou 31 pontos em três semanas seguidas. Contra Carolina, porém, precisou aceitar field goals em viagens à red zone, onde entrara na Semana 4 convertendo 78,6% das oportunidades em touchdowns, sexto índice da liga.
O entrevistado acredita que falta destravar mais explosividade. Drops, passes imprecisos e falhas na proteção impediram corridas longas e conexões profundas, mesmo com tentativas de produzi-las.
Por que a defesa sofre tanto?
Mathews elogia a linha: Alim McNeill lidera os defensores do interior com 20 pressões, Aidan Hutchinson divide a liderança dos edge rushers com 29, e Tyleik Williams tem jogado bem contra a corrida.
O problema, em sua avaliação, está nos sete defensores atrás da linha. Detroit concede 109,3 jardas aéreas líquidas por jogo mesmo quando gera pressão, pior marca da NFL. Atlanta, penúltima, permite 65,3.
Contra Carolina, Bryce Young identificou blitzes e usou opções de passe para atacar os espaços abandonados. Os corners têm atuado mais afastados dos recebedores, apesar de a linha gerar pressão em 39,3% das jogadas, nono índice. O autor vê dificuldades de elenco e de utilização, citando a busca por Joey Porter Jr. e responsabilidades que exigiriam demais de Chuck Clark.
Campbell acredita em ajustes possíveis. Mathews demonstra ceticismo diante do que viu nas primeiras quatro semanas.
Detroit pode chegar aos 40 pontos?
Para isso, precisa converter as oportunidades de grandes ganhos e correr com regularidade desde o início. A defesa terrestre dos Cardinals é a segunda em EPA por corrida, com -0,24, e interrompe 17% das tentativas sem ganho ou com perda, empatada em 13º.
Campanhas longas ajudariam o ataque a permanecer em situações favoráveis e manteriam a própria defesa de Detroit fora do campo.
O emprego de Campbell está ameaçado?
Mathews não considera esse debate atual. Lembra a campanha 15–2 de duas temporadas atrás e o recuo para 9–8 no ano seguinte. Para ele, uma avaliação sobre o futuro do treinador depende do resultado da temporada, dos playoffs e da dimensão de um eventual fracasso.
Que tipo de partida esperar?
A pergunta final usa como referência uma linha de 4,5 pontos e total de 53,5, citados na entrevista original. Mathews espera pontuação elevada: não vê motivos para confiar que a defesa dos Lions limite o adversário a menos de 21 pontos e considera possível uma reação forte do ataque após as cobranças de Campbell.
Mesmo assim, pelo rendimento defensivo em 14 dos últimos 16 períodos, projeta um jogo decidido por uma posse. Trata-se do palpite do entrevistado, não de resultado ou garantia.