Lions x Cardinals: quatro caminhos para Detroit buscar a vitória
Erik Schlitt aponta Jameson Williams, o passe de Jared Goff, a defesa terrestre e o pass rush como fatores centrais para os Lions na semana 5.
Os Lions, com 2-2, e os Cardinals, com 1-3, se enfrentam na semana 5 tentando voltar a vencer. Erik Schlitt analisa quatro caminhos para Detroit levar a melhor.
“Nova semana, novo adversário, Arizona”, disse Dan Campbell. “Esses caras estão jogando duro. O técnico Mike LaFleur está fazendo um ótimo trabalho. Eles estiveram competitivos em todos esses jogos. Vamos receber o melhor desse time. Estarão prontos. Procuram uma vitória, e nós também.”
A prévia original é patrocinada pela FanDuel Sportsbook e cita Detroit com cotação de +2700 para vencer o Super Bowl e favoritismo de 5,5 pontos no confronto. Esses valores são os apresentados pelo autor no momento da publicação.
1. Jameson Williams pode destravar o ataque
O treinador de receivers Scottie Montgomery foi direto sobre as oportunidades perdidas por Williams nas quatro primeiras partidas.
“Todo alvo que ele teve naquele jogo deveria ter sido uma recepção”, afirmou. “Se bate no pé, nas pontas dos dedos, se você salta e a bola toca em você, precisa pegá-la. Ele entende isso. Mas é exatamente o que digo: você não pode ser tudo ou nada nesta liga.”
Williams, que tem cinco drops em quatro jogos, reconheceu a crítica. Em conversa com Will Burchfield, da 97.1 The Ticket, disse: “Se eu fosse dar uma nota, provavelmente seria um dos piores começos da minha carreira”.
Depois de não alcançar 50 jardas recebidas nas três primeiras partidas, recebeu seis de oito alvos para 102 contra os Panthers na semana anterior. O coordenador Drew Petzing vê possibilidade de crescimento.
“A primeira coisa que vou avaliar é esforço, cumprimento das tarefas, energia e intensidade. Acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”, disse. “Reagiu e fez algumas grandes jogadas. Estou satisfeito com onde ele está e sempre vou perguntar: você pode nos dar mais? Fazer mais jogadas? Ter um papel maior? E acho que ele quer isso.”
A estrutura de zona dos Cardinals, inspirada no estilo de Vic Fangio, utiliza dois safeties recuados e muitas coberturas Cover 3, 4 e 6. Pode dificultar passes profundos, mas exige boa execução e fica vulnerável quando as responsabilidades são cumpridas incorretamente.
Williams mostrou contra Carolina que faz mais do que apenas esticar a defesa. Schlitt espera que Detroit o envolva cedo para desafiar os safeties, disputar bolas longas e responder às críticas. Se funcionar, poderá abrir espaço por baixo para Amon-Ra St. Brown, Sam LaPorta e Jahmyr Gibbs.
2. Goff pode explorar as zonas de Arizona
Jared Goff lançou para 412 jardas e um touchdown contra os Panthers, incluindo passes de 49 jardas para Williams e 57 para Isaac TeSlaa. Na avaliação do autor, as zonas dos Cardinals deixam ainda mais espaço.
| Indicador da defesa aérea dos Cardinals | Resultado |
|---|---|
| DVOA contra o passe | 31º |
| Jardas cedidas por jogada de passe | 9,1, 32º |
| EPA cedido por jogada de passe | 0,29, 30º |
| Posição em passes explosivos permitidos | 32º |
| Pressões produzidas | 37, 32º |
Como comparação, os Lions têm 75 pressões, segundo maior total. Arizona é mais sólido contra a corrida, com o décimo DVOA defensivo terrestre.
Schlitt projeta que Detroit se afaste de uma divisão equilibrada entre corridas e passes e mantenha a bola com Goff. O quarterback é terceiro em jardas aéreas, quinto em passer rating, terceiro em EPA contra zona e segundo na nota de passe da PFF, nos números citados na análise.
3. A secundária precisa ajudar contra a corrida
Mesmo com Jeremiyah Love, terceira escolha geral do draft, e Tyler Allgeier, Arizona tem produção terrestre mediana.
| Indicador terrestre dos Cardinals | Resultado |
|---|---|
| DVOA | 13º |
| Jardas por jogo | 100,5, 21º |
| Jardas por tentativa | 3,9, 21º |
| EPA por corrida | -0,05, 14º |
Parte disso vem de jogar atrás no placar e precisar lançar. O principal problema, segundo Schlitt, é a ausência de explosão. Sem ameaça profunda consistente, as defesas aproximam os jogadores da linha. Arizona tem o menor volume de jogadas explosivas da NFL e está em 29º nas corridas de pelo menos dez jardas, com seis.
O vídeo dos jogos, porém, mostra perigo nas corridas de outside zone. Os Cardinals têm jogadores capazes de chegar às extremidades, e os linebackers e defensive backs dos Lions precisam ajudar — uma área em que Detroit tem sofrido.
Fechar essas corridas desde o início e marcar pontos no ataque pode obrigar Arizona a depender do passe para acompanhar o placar.
4. O pass rush precisa decidir
O maior desequilíbrio pode estar entre a pressão de Detroit e a proteção de Arizona. Os Lions estão perto do topo em várias medidas:
| Indicador de pass rush dos Lions | Resultado |
|---|---|
| Pressões produzidas | 75, 2º |
| Taxa de pressões | 39,3%, 8º |
| Taxa de pressões rápidas | 39,3%, 1º |
| Taxa de pressões sem blitz | 27%, 1º |
| Tempo até a pressão | 2,6 segundos, 12º |
| Sacks | 15, 1º no recorte apresentado |
| Taxa de sacks | 7,9%, 6º |
“Temos de nos alimentar do que eles fazem. Eu disse àqueles caras: vou me apoiar em vocês, por causa das evidências já demonstradas”, afirmou Kelvin Sheppard. “Estão jogando em nível de elite. Quando você tem caras atuando assim na frente, deveríamos estar aproveitando muito isso.”
A linha dos Cardinals cedeu 53 pressões, 16º total, e apenas sete sacks, décimo menor número. Agora pode ficar sem dois titulares.
Paris Johnson foi colocado na injured reserve após romper o bíceps no último jogo. Isaiah Adams não treinou durante a semana por uma lesão no tornozelo e corre o risco de ficar fora.
Jacoby Brissett evita sacks, mas não tem jogado bem sob pressão. Segundo o SumerSports, seu EPA pressionado é 29º entre quarterbacks qualificados, e contra blitz aparece em 40º no recorte citado.
Schlitt espera que Detroit compacte o campo com o desenho da secundária, limite as corridas pelas laterais e permita que os pass rushers façam a diferença.