Números dos Packers mostram passe eficiente e pressão sem excesso de blitz
Análise de Dusty Evely destaca Love contra a blitz, Watson, Golden e uso predominante de nickel na vitória sobre Chicago.
O Green Bay Packers venceu o Chicago Bears por 31 a 7 com um jogo aéreo eficiente e uma defesa que conseguiu pressionar usando menos blitzes. Dusty Evely analisou os dados da SumerSports para explicar a atuação.
Formações pesadas ajudam o passe
O uso da formação com um running back, um tight end e três recebedores voltou a subir depois da redução na semana anterior. O passe teve EPA positivo em todos os agrupamentos utilizados, enquanto a corrida continuou com resultado negativo nessa métrica.
Nas formações com um ou dois tight ends, o EPA por corrida foi de -0,09. Com dois tight ends, a taxa de sucesso terrestre chegou a 50%; no passe, foi de 70%. O agrupamento com três tight ends teve sucesso em 50% dos passes.
Love executa rápido e explora profundidade
Jordan Love levou em média 2,54 segundos para lançar. Contra blitzes, completou oito de dez passes para 130 jardas e EPA de +0,60 por jogada. Sem blitz, foram 17 de 21 para 237 jardas e +0,43.
Green Bay passou em 55,9% das jogadas. A proporção foi de 52,6% no primeiro quarto, 77,8% no segundo, 75% no terceiro e 26,7% no último. O time só concentrou a corrida com 8min26s restantes, já vencendo por 31 a 7.
Christian Watson recebeu seis de oito alvos para 143 jardas e dois touchdowns, com EPA de +1,29 por recepção. Matthew Golden recebeu seis de sete para 123 jardas e +1,08. Tucker Kraft aproveitou seus cinco alvos para 64 jardas, 38 depois da recepção, com EPA de +0,62.
Defesa recua mais e ainda pressiona
Dani Dennis-Sutton teve pressão em 25% das oportunidades e em 50% quando participou de stunts, movimentos coordenados da linha defensiva.
Os Packers usaram nickel em 85,3% dos snaps, formação de base em 13,2% e dime em 1,5%. A taxa de blitz caiu para 14,9% dos dropbacks, 15,2 pontos percentuais abaixo da média da NFL.
Mesmo assim, o time pressionou em 40,4% das jogadas de passe. A taxa de pressão rápida foi de 17%, abaixo da média; Evely atribui parte do resultado ao quarterback precisar segurar a bola. Tyson Bagent levou 2,67 segundos para lançar, e Case Keenum, 2,92.
O autor aprova a combinação de ataque mais agressivo nos períodos intermediários e controle do relógio depois de construir a vantagem.