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Opinião: análise dos Commanders cobra ajustes na defesa e na comissão

John Portis destaca colapso no segundo tempo, respostas insuficientes à blitz e bons desempenhos individuais no empate com os Giants.

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Jayden Daniels corre para um touchdown diante de Kayvon Thibodeaux em Landover, em 11 de outubro de 2026.
Jayden Daniels corre para um touchdown diante de Kayvon Thibodeaux em Landover, em 11 de outubro de 2026.Crédito: Scott Taetsch/Getty Images

O empate por 27 a 27 do Washington Commanders com o New York Giants expôs problemas que vão além do relógio nos segundos finais. Em sua análise da Semana 5, John Portis critica a defesa no segundo tempo, a falta de respostas ofensivas à pressão e o trabalho da comissão, mas também identifica jogadores capazes de produzir.

As propostas de mudança são opiniões do autor. O texto não anuncia demissões nem alterações já decididas pelos proprietários.

Defesa volta a cair depois do intervalo

Jameis Winston teve sete passes completos em 16 tentativas para 72 jardas e nenhum touchdown no primeiro tempo. No quarto período, porém, completou 13 de 17 para 141 jardas e dois touchdowns.

Portis critica chamadas de Daronte Jones que deixaram espaço no meio, incluindo uma quarta para sete em que Daron Payne recuou para a cobertura. A marcação de tight ends voltou a sofrer: Isaiah Likely terminou com 11 recepções para 94 jardas e dois touchdowns.

Os Commanders usaram cover zero 15 vezes, 12 depois do intervalo. Winston completou seis de dez passes para dois touchdowns contra essa cobertura, segundo o levantamento citado.

No NFL Pro, Washington aparece com blitz em 39% dos dropbacks, dois sacks e taxa de pressão de 33,9%. Winston terminou com 326 jardas e três touchdowns.

Embora a defesa tenha vencido a disputa de turnovers, Portis considera insuficiente o resultado: o time estava em último em pontuação permitida no segundo tempo e em defesa de red zone no recorte citado. Chutes perdidos e turnovers dos Giants impediram uma quarta partida seguida cedendo pelo menos 30 pontos.

Ataque não apresentou saídas rápidas suficientes

Dennard Wilson aumentou a pressão sobre Jayden Daniels. O levantamento citado pela coluna aponta blitz em 62% dos dropbacks de Washington, e Portis avalia que David Blough continuou chamando jogadas demoradas em vez de oferecer saídas rápidas.

O autor também critica a redução do uso do running back que identifica como Bill Merritt: foram 11 corridas e 22 snaps ofensivos, apesar da produção inicial. Esse nome é mantido conforme a análise, sem associação automática a outro atleta.

Somadas às dificuldades de Brandon Coleman, as escolhas deixaram o ataque previsível e sem pontos no momento decisivo. A falta de urgência entre a penúltima e a última jogada da prorrogação agravou o problema: o relato cita 55 segundos na sequência anterior.

Uma observação reproduzida na coluna lembra oportunidades nas linhas de 48 com 1min36s no quarto período, de 50 com cinco minutos na prorrogação e de 25 com 13 segundos no período extra, sem uma tentativa de field goal.

Há jogadores respondendo em campo

Portis considera Amik Robertson a melhor contratação de agente livre naquele começo de ano, por sua cobertura e qualidade de tackle, apesar de penalidades que o autor julga discutíveis.

Sam Cosmi voltou e ajudou a abrir o interior para uma corrida de touchdown de 33 jardas e o caminho para o touchdown longo de Daniels.

Defensor Recepções permitidas Jardas Touchdowns
Rasul Douglas 7 82 1
Mike Sainristil 4 69 1
Sonny Styles 4 46 1
Fabian Moreau 4 33 Não indicado
Amik Robertson 3 30 Não indicado

Os números acima são os dados de cobertura do NFL Pro reproduzidos pela análise; ausência de touchdown indicado não é convertida em um total inventado.

Terry McLaurin jogou aproximadamente metade dos snaps apesar da limitação física e liderou a equipe em jardas recebidas. Teve uma conversão de dois pontos e uma recepção com avanço de 22 jardas na prorrogação.

Styles somou 13 tackles, quatro individuais, e um para perda de jardas. Também se juntou a Payne para forçar o fumble de Cam Skattebo que manteve Washington na disputa na prorrogação.

Daniels produziu, mas o último lance foi um erro

Daniels terminou com passer rating de 91,9, 200 jardas aéreas, aproveitamento de 68%, 103 jardas terrestres e dois touchdowns em nove corridas. Seu QBR foi 80,6.

O autor reconhece a falha de não jogar a bola para fora no fim, mas aponta também que Chris Paul pisou no pé do quarterback. Na formação com três tight ends, o alvo previsto para fora, Ben Sinnott, estava coberto; os outros recebedores no meio não ofereciam a saída esperada, na leitura da coluna.

Portis entende que o erro individual precisa ser examinado junto com os problemas de chamada e execução.

Pedido de mudança permanece uma avaliação do colunista

Com campanha de 1-3-1, o time não obteve o resultado esperado ao contratar dois coordenadores estreantes. Jones melhorou os takeaways, mas continua sofrendo no placar; Trey Amos e Nick Cross estão lesionados, embora o autor também cobre responsabilidade pelas escolhas de pessoal.

Blough vinha mostrando evolução, mas ainda necessita de orientação. Portis defende maior envolvimento de Anthony Lynn e critica a supervisão de Dan Quinn, citando a conversão de dois pontos em Philadelphia, a quarta descida em Londres e a decisão de manter Daniels em uma derrota larga para Seattle na temporada anterior.

Também menciona as críticas à escolha anterior de Joe Whitt Jr. e o total de apenas três vitórias nos últimos 17 jogos sob Quinn. Para o autor, o clube precisa reformular a comissão, ainda que Adam Peters e os proprietários não decidam fazê-lo imediatamente.

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