Opinião: análise dos Commanders cobra ajustes na defesa e na comissão
John Portis destaca colapso no segundo tempo, respostas insuficientes à blitz e bons desempenhos individuais no empate com os Giants.
O empate por 27 a 27 do Washington Commanders com o New York Giants expôs problemas que vão além do relógio nos segundos finais. Em sua análise da Semana 5, John Portis critica a defesa no segundo tempo, a falta de respostas ofensivas à pressão e o trabalho da comissão, mas também identifica jogadores capazes de produzir.
As propostas de mudança são opiniões do autor. O texto não anuncia demissões nem alterações já decididas pelos proprietários.
Defesa volta a cair depois do intervalo
Jameis Winston teve sete passes completos em 16 tentativas para 72 jardas e nenhum touchdown no primeiro tempo. No quarto período, porém, completou 13 de 17 para 141 jardas e dois touchdowns.
Portis critica chamadas de Daronte Jones que deixaram espaço no meio, incluindo uma quarta para sete em que Daron Payne recuou para a cobertura. A marcação de tight ends voltou a sofrer: Isaiah Likely terminou com 11 recepções para 94 jardas e dois touchdowns.
Os Commanders usaram cover zero 15 vezes, 12 depois do intervalo. Winston completou seis de dez passes para dois touchdowns contra essa cobertura, segundo o levantamento citado.
No NFL Pro, Washington aparece com blitz em 39% dos dropbacks, dois sacks e taxa de pressão de 33,9%. Winston terminou com 326 jardas e três touchdowns.
Embora a defesa tenha vencido a disputa de turnovers, Portis considera insuficiente o resultado: o time estava em último em pontuação permitida no segundo tempo e em defesa de red zone no recorte citado. Chutes perdidos e turnovers dos Giants impediram uma quarta partida seguida cedendo pelo menos 30 pontos.
Ataque não apresentou saídas rápidas suficientes
Dennard Wilson aumentou a pressão sobre Jayden Daniels. O levantamento citado pela coluna aponta blitz em 62% dos dropbacks de Washington, e Portis avalia que David Blough continuou chamando jogadas demoradas em vez de oferecer saídas rápidas.
O autor também critica a redução do uso do running back que identifica como Bill Merritt: foram 11 corridas e 22 snaps ofensivos, apesar da produção inicial. Esse nome é mantido conforme a análise, sem associação automática a outro atleta.
Somadas às dificuldades de Brandon Coleman, as escolhas deixaram o ataque previsível e sem pontos no momento decisivo. A falta de urgência entre a penúltima e a última jogada da prorrogação agravou o problema: o relato cita 55 segundos na sequência anterior.
Uma observação reproduzida na coluna lembra oportunidades nas linhas de 48 com 1min36s no quarto período, de 50 com cinco minutos na prorrogação e de 25 com 13 segundos no período extra, sem uma tentativa de field goal.
Há jogadores respondendo em campo
Portis considera Amik Robertson a melhor contratação de agente livre naquele começo de ano, por sua cobertura e qualidade de tackle, apesar de penalidades que o autor julga discutíveis.
Sam Cosmi voltou e ajudou a abrir o interior para uma corrida de touchdown de 33 jardas e o caminho para o touchdown longo de Daniels.
| Defensor | Recepções permitidas | Jardas | Touchdowns |
|---|---|---|---|
| Rasul Douglas | 7 | 82 | 1 |
| Mike Sainristil | 4 | 69 | 1 |
| Sonny Styles | 4 | 46 | 1 |
| Fabian Moreau | 4 | 33 | Não indicado |
| Amik Robertson | 3 | 30 | Não indicado |
Os números acima são os dados de cobertura do NFL Pro reproduzidos pela análise; ausência de touchdown indicado não é convertida em um total inventado.
Terry McLaurin jogou aproximadamente metade dos snaps apesar da limitação física e liderou a equipe em jardas recebidas. Teve uma conversão de dois pontos e uma recepção com avanço de 22 jardas na prorrogação.
Styles somou 13 tackles, quatro individuais, e um para perda de jardas. Também se juntou a Payne para forçar o fumble de Cam Skattebo que manteve Washington na disputa na prorrogação.
Daniels produziu, mas o último lance foi um erro
Daniels terminou com passer rating de 91,9, 200 jardas aéreas, aproveitamento de 68%, 103 jardas terrestres e dois touchdowns em nove corridas. Seu QBR foi 80,6.
O autor reconhece a falha de não jogar a bola para fora no fim, mas aponta também que Chris Paul pisou no pé do quarterback. Na formação com três tight ends, o alvo previsto para fora, Ben Sinnott, estava coberto; os outros recebedores no meio não ofereciam a saída esperada, na leitura da coluna.
Portis entende que o erro individual precisa ser examinado junto com os problemas de chamada e execução.
Pedido de mudança permanece uma avaliação do colunista
Com campanha de 1-3-1, o time não obteve o resultado esperado ao contratar dois coordenadores estreantes. Jones melhorou os takeaways, mas continua sofrendo no placar; Trey Amos e Nick Cross estão lesionados, embora o autor também cobre responsabilidade pelas escolhas de pessoal.
Blough vinha mostrando evolução, mas ainda necessita de orientação. Portis defende maior envolvimento de Anthony Lynn e critica a supervisão de Dan Quinn, citando a conversão de dois pontos em Philadelphia, a quarta descida em Londres e a decisão de manter Daniels em uma derrota larga para Seattle na temporada anterior.
Também menciona as críticas à escolha anterior de Joe Whitt Jr. e o total de apenas três vitórias nos últimos 17 jogos sob Quinn. Para o autor, o clube precisa reformular a comissão, ainda que Adam Peters e os proprietários não decidam fazê-lo imediatamente.