Opinião: ataque conservador e erros de retorno custam caro aos Giants
Coluna questiona plano de Matt Nagy, falta de uso de Skattebo e dependência de D.J. Reader na derrota por 34 a 27 para Saints.
A primeira grande decepção em casa virou uma tradição recente do New York Giants. Em 2023 e 2024, veio na estreia; em 2025, ocorreu contra Kansas City na terceira semana, que também foi o primeiro jogo em casa.
Em 2026, o cenário parecia diferente: vitória emocionante sobre Dallas e triunfos apertados contra Titans e Cardinals em condições climáticas ruins. Com tempo bom contra o New Orleans Saints, os Giants abriram 10 a 0 e pareciam no controle.
Então Daniel Carlson acertou um field goal de 58 jardas com 1min16s restante no primeiro tempo. Charlie Jones perdeu a bola no kickoff seguinte, e os Saints marcaram 34 pontos consecutivos. A reação reduziu o resultado para 34 a 27 e deixou New York a uma jogada de end zone de buscar a prorrogação.
Na avaliação de Anthony Del Genio, quatro questões explicam a derrota.
Plano ofensivo limita Winston
O autor critica Matt Nagy por chamar corridas demais em primeira descida, geralmente entre os tackles, sem resultado. No jogo aéreo, Jameis Winston não tentou passes além de 20 jardas e fez apenas dois lançamentos intermediários para fora das marcas centrais, mesmo contra uma defesa de passe vulnerável.
A distribuição foi mais restrita do que aquela vista no sistema de Brian Daboll e Mike Kafka na temporada anterior. Além de Martin Emerson Jr., considerado pelo autor um bom cornerback, mas não excepcional, a secundária dos Saints não justificava tamanha cautela.
A crítica também envolve o desenho das rotas: muitos passes exigem recepções disputadas, poucas combinações criam conflitos para a defesa e há jogadas para o flat sem bloqueadores à frente. Faltam cruzamentos intermediários e combinações em diferentes profundidades.
Os passes longos apareceram com J.J. McCarthy, quando a desvantagem já exigia isso e os Saints recuavam para evitar grandes avanços. Antes, sua participação havia se limitado a mais uma opção de corrida e passe pouco produtiva.
Para o colunista, Winston não recebe uma chance justa de mostrar sua capacidade em um ataque tão conservador. Nabers somou 165 jardas em 12 recepções, muitas depois de o time ficar para trás, e Isaiah Likely teve seis para 99. Com eles, Mooney e Fields, seria possível produzir mais antes do último quarto.
Disciplina não deveria eliminar Skattebo do ataque
Del Genio reconhece a necessidade de cobrar Skattebo por quatro fumbles na temporada, incluindo o que custou uma chance de vitória em Washington. Entende, porém, que deixá-lo praticamente sem função durante todo o jogo prejudicou o próprio ataque.
Harris teve quatro corridas para duas jardas; Tracy, seis para 18, além de um touchdown terrestre e duas recepções para 27 jardas e outro touchdown; Singletary correu quatro vezes para 14 e recebeu um passe de 19.
Na opinião do autor, um quarto ou um primeiro tempo fora já transmitiria o recado. Depois de os Saints empatarem antes do intervalo, Skattebo poderia ter dado energia ao ataque. Participou de seis snaps, mas não tocou na bola.
Os running backs somaram apenas 34 jardas. Os bloqueios foram ruins, mas dados de rastreamento citados na coluna também apontam produção abaixo da expectativa: Singletary ganhou as 14 jardas previstas; Harris fez duas quando a projeção era 16; Tracy, 18 quando eram esperadas 35. Skattebo não teve tentativas.
Defesa terrestre depende de Reader
Os running backs dos Saints ganharam 143 jardas. Na percepção do autor, boa parte veio quando Reader estava fora ou longe do lado atacado. Ele terminou com sete tackles, cinco solo e dois assistidos. Shelby Harris também pareceu eficiente, com um solo e dois assistidos.
A defesa perde força sem Reader. Darius Alexander, com um tackle, ainda oferece limitações contra a corrida. Abrir vantagem suficiente para obrigar os adversários a abandonar o chão seria uma saída, mas, enquanto isso não acontecer, o problema tende a continuar.
Retornos e cobertura decepcionam
Stout correspondeu às expectativas, e Zvada não pareceu abalado pelos três field goals errados em Washington. As unidades de retorno, porém, foram ruins.
Além do fumble de Jones que permitiu o empate antes do intervalo, penalidades anularam retornos e comprometeram posição de campo. Os Giants receberam dez faltas para 73 jardas; os Saints, sete para 52.
O analista Dan Schneier também criticou a falta de disciplina, destacando uma penalidade desnecessária que custou 15 jardas no fim. Para um time comandado por John Harbaugh, que se destacou como coordenador de times especiais antes de virar técnico principal, o desempenho é especialmente frustrante.
Na visão do colunista, New York poderia visitar o Houston Texans em 5–1. Em vez disso, chega a 3–2–1.