Opinião: cinco exageros sobre os Bengals antes da semana de folga
Jason Garrison avalia papéis de Perine, Brown, Higgins, Lawrence e tight ends, sem tratar projeções como decisões da comissão.
O Cincinnati Bengals entra na folga com campanha de 3–2 e ainda perto da liderança da AFC North. Jason Garrison considera que o time precisa melhorar, mas contesta cinco conclusões precipitadas após a vitória por 31 a 24 sobre o Miami Dolphins.
O autor destaca o recorde de 22 field goals consecutivos de Evan McPherson e a reação de Jordan Battle, com duas interceptações e tackles mais seguros. Também aponta dificuldades para conter corridas pelas pontas depois de um início forte da defesa de Al Golden.
Perine deve tomar a função de Brown?
Samaje Perine correu 13 vezes contra 11 de Chase Brown em Miami, aproveitando a escolha de Zac Taylor pelo jogador que produzia melhor naquele momento. Isso não significa, para Garrison, que Brown deva perder espaço de forma definitiva.
Brown tem 24 recepções, contra sete de Perine, e participa mais do jogo aéreo em um ataque orientado pelo passe de Joe Burrow.
Lawrence não valeu a escolha de primeira rodada?
Garrison rejeita essa conclusão. Dexter Lawrence tinha nota 82,5 da PFF, segunda maior entre os jogadores de linha defensiva que participaram de pelo menos metade dos snaps de suas equipes, e era terceiro entre defensive tackles em hurries.
O autor também atribui parte da evolução de Barrett Carter e Demetrius Knight Jr. à capacidade de Lawrence de ocupar bloqueadores. Na avaliação dele, o defensor é parte da solução, não o problema.
Higgins virou o principal recebedor?
Tee Higgins e Ja’Marr Chase somavam 27 recepções cada, mas Higgins tinha 423 jardas contra 289 de Chase. Garrison considera Higgins um recebedor de nível elevado, mas entende que essa diferença estatística não substitui a capacidade singular de Chase nem redefine automaticamente a hierarquia do ataque.
Simmons corre risco imediato?
Os times especiais cometeram erros caros: na Semana 3, um punt mal controlado e uma falta no kicker custaram dez pontos; contra Miami, Lawrence foi punido por contato no snapper, prolongando uma campanha que terminou em touchdown.
Ainda assim, Garrison considera improvável uma mudança imediata. Darrin Simmons coordena o setor desde 2003 e é assistente do treinador principal desde 2020, em uma organização conhecida por manter seus profissionais. Essa é a projeção do autor, sem anúncio sobre o cargo.
Hudson é melhor que All?
A possível ampliação do papel de Tanner Hudson não prova que ele seja superior a Erick All. O autor vê uma questão de encaixe: Hudson conhece melhor o ataque baseado em shotgun usado nos últimos anos, enquanto All passou boa parte desse período se recuperando de lesão.
Depois de tentativas de jogar mais sob o center nas quatro primeiras rodadas, Cincinnati mudou a abordagem em Miami. Se mantiver essa tendência após a folga, Hudson pode ganhar oportunidades, mas a decisão ainda não foi anunciada.