Opinião: Colts acumulam dúvidas no ataque, na defesa e na gestão do jogo
Análise de Clydesdales reúne críticas aos linebackers, tackles, bloqueios e decisões de Shane Steichen após enfrentar Pittsburgh.
O Indianapolis Colts saiu do confronto com o Pittsburgh Steelers com mais perguntas do que respostas. Em uma análise de opinião, Clydesdales reúne observações sobre o elenco, a execução e as decisões dos treinadores, com críticas que vão dos linebackers ao comando de Shane Steichen.
Rotação de linebackers e tackles
O autor questiona o uso de Davis-Gaither, Carlies, Ajiake, Boettcher e Allen em um sistema que normalmente emprega dois linebackers. Embora reconheça que os jogadores ainda aprendem a defesa, considera que a rotação não se traduz em instinto e execução consistentes.
Ele lembra que apoiou a saída de Franklin, mas esperava a permanência de Pratt para dar experiência ao grupo. A avaliação é de que a posição continua sendo uma fragilidade.
A recepção de 80 jardas de Jaylen Warren exemplifica, para Clydesdales, os problemas nos tackles. Boettcher perdeu uma tentativa, enquanto a secundária não conseguiu superar os bloqueios de DK Metcalf e interromper o avanço. Ângulos ruins, tentativas com os braços e contato sem envolver o adversário aparecem repetidamente na crítica.
Bloqueios e decisões de Daniel Jones
O autor considera que a proteção do passe foi suficiente, mas vê problemas no bloqueio para as corridas. Questiona por que Jonathan Taylor não consegue superar 100 jardas em uma partida desde o jogo em Londres na temporada anterior e sugere que, em algumas situações, o running back ataque a abertura mais rapidamente em vez de esperar o bloqueio se desenvolver.
Mesmo com um pocket mais limpo, Daniel Jones fez lançamentos recuando. Clydesdales reconhece que essa habilidade é necessária em certos lances, mas considera que o quarterback precisa se firmar melhor e transferir o peso para o passe quando houver espaço. O texto não propõe uma disputa pela titularidade; cobra uma avaliação da execução e da confiança de Jones.
Tight ends precisam participar mais
O autor percebeu uso frequente de tight ends, mas poucas bolas para Mo e Ogletree: duas recepções para o primeiro e uma para o segundo. Defende que, se estiverem em campo, recebam mais alvos, especialmente num ataque que já utiliza muitas rotas curtas.
Se a função for somente bloquear, argumenta, faria mais sentido usar Tenuta. Se os tight ends forem indispensáveis apenas para garantir proteção, isso indicaria outro problema estrutural.
A defesa não transmite confiança
Clydesdales volta a criticar o trabalho do coordenador Lou Anarumo e concorda com a opinião de Andrew Aziz favorável à sua saída. Trata-se da posição dos autores, sem mudança de comando anunciada.
A cobrança central é que a defesa consiga forçar um punt quando coloca o adversário em uma primeira descida para 20 jardas. O autor não vê segurança mesmo em situações tão favoráveis. Em cinco jogos, Indianapolis interceptou um passe e recuperou um fumble.
Três críticas a Steichen
Na escolha das jogadas, Clydesdales vê pouca agressividade. A crítica não é simplesmente deixar de arriscar uma quarta descida, mas desenhar terceiras descidas sem receivers além da linha necessária para renovar a posse, contentando-se com a distância de field goal.
O autor também pede mais participação de Burkes. Considera que sua capacidade de superar cornerbacks em profundidade pode obrigar os safeties a respeitar o passe longo. Usa como referência as oportunidades dadas a Alec Pierce quando calouro: 12 jogos como titular e 78 alvos, mesmo com várias rotas profundas sem recepção.
Por fim, questiona o ritmo do ataque quando o time perdia por duas posses, com pouco mais de seis minutos restantes. Após um ganho na primeira descida, a reunião do ataque consumiu tempo. Para o autor, Steichen deveria dar a Jones mais liberdade para acelerar e conduzir campanhas sem huddle.
Clydesdales cita Philip Rivers como exemplo de um quarterback que já demonstrou capacidade de comandar um ataque mesmo com preparação limitada, pouca mobilidade e restrições no braço.
O papel de Ballard
O autor não isenta Chris Ballard. Sua avaliação é que o general manager será responsabilizado se os treinadores e jogadores que escolheu não produzirem o necessário.
Como provocação sobre a dificuldade de desenvolver talentos, questiona se negociar escolhas de draft por jogadores já estabelecidos seria um caminho melhor. Reconhece, porém, que o controle contratual e o custo são vantagens dos calouros. É uma reflexão sobre a construção do elenco, sem proposta de negociação anunciada pelo clube.