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Opinião: contrato de Willis não encerra opções dos Dolphins, diz análise

Chris Early defende aposta no quarterback, distingue gasto real de impacto no teto salarial e cobra ajustes no ataque e nos times especiais.

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Malik Willis antes de Dolphins x Bengals em Miami Gardens.
Malik Willis antes de Dolphins x Bengals em Miami Gardens.Crédito: Carmen Mandato/Getty Images

O início de 0–5 do Miami Dolphins aumentou a cobrança sobre Malik Willis, mas Chris Early considera que a aposta no quarterback ainda foi justificável. Em sua coluna após a derrota para o Cincinnati Bengals, o autor separa o desempenho em campo da avaliação sobre a construção do elenco e o contrato.

Early lembra que Jon-Eric Sullivan prometeu adicionar concorrência à posição pelo draft com frequência. Em 2026, as alternativas mais altas eram limitadas: apenas dois quarterbacks saíram na primeira rodada, e a possibilidade de selecionar Ty Simpson na escolha 12 teria exigido uma decisão diferente. Carson Beck foi escolhido na 65, antes da próxima oportunidade de Miami; Drew Allar poderia ter sido selecionado na 75, usada em Caleb Douglas.

Para o autor, veteranos como Tyrod Taylor e Kirk Cousins não ofereciam o mesmo horizonte de desenvolvimento. A familiaridade com Willis em Green Bay e seu potencial explicavam a escolha, enquanto relatos do training camp indicavam dificuldades ainda maiores de Quinn Ewers.

Dinheiro pago e teto salarial não são a mesma coisa

Early utiliza os dados contratuais citados na coluna para explicar a diferença entre desembolso e impacto contábil. O acordo de Willis é de três anos e US$ 67,5 milhões, com US$ 45 milhões garantidos e média anual de US$ 22,5 milhões.

O bônus de assinatura de US$ 22,285 milhões foi distribuído no teto por cinco anos, incluindo dois anos anuláveis usados para fins contábeis. Isso representa US$ 4,457 milhões por ano. Com salário de US$ 1,215 milhão e bônus de treinos de US$ 10,2 mil, o impacto de 2026 apresentado pelo autor é US$ 5,6822 milhões, abaixo do dinheiro efetivamente pago ao jogador.

Para 2027, a coluna aponta salário garantido de US$ 21,5 milhões e impacto de US$ 25,957 milhões no teto. Early cita uma projeção de espaço salarial de US$ 110,315175 milhões para Miami, terceira maior da liga naquele levantamento, já considerando Willis, valores residuais de Tua Tagovailoa e Bradley Chubb e um ano anulável de Austin Jackson.

São números e projeções do recorte usado pelo autor, sujeitos a alterações de elenco e de teto. Early reconhece que não contratar Willis teria poupado mais de US$ 25 milhões em 2027 e possivelmente pouco mais de US$ 13 milhões de impacto residual em 2028, mas entende que a equipe preservou flexibilidade suficiente.

O autor compara a lógica à antiga aposta em Josh Rosen: aceitar o risco de um quarterback jovem com potencial, sem comprometer uma escolha de draft neste caso. Ainda assim, reconhece que novas atuações ruins podem abrir espaço para Kyle McCord. Não há anúncio de troca de titular.

Defesa enfrenta estrelas, mas não resolve tudo

Early esperava mais dificuldades contra Ja’Marr Chase e Tee Higgins. Antes do touchdown de 45 jardas, Chase tinha cinco recepções para 32 jardas; Higgins terminou com duas para 22. Jason Marshall Jr. estava próximo no touchdown, mas o autor considera a jogada um exemplo da capacidade excepcional de Chase.

Joe Burrow terminou com 190 jardas, quatro touchdowns e média de 5,9 por tentativa, encontrando também tight ends e running backs. Miami cedeu 117 jardas em 31 corridas, conteve Chase Brown em três jardas por carregada, mas permitiu 68 jardas a Samaje Perine.

Os Dolphins não forçaram nenhuma campanha de três jogadas e punt. As únicas posses de Cincinnati com no máximo três snaps foram o touchdown inicial e os dois ajoelhamentos finais. Miami conseguiu um turnover, mas nenhum sack.

Corredores, retornos e recebedores

Early considera Ollie Gordon II o melhor corredor do time no momento e sugere avaliar o mercado para Jaylen Wright. A contratação de Kaytron Allen, com aproximadamente 1,80 m e 100 kg, reforça sua leitura de preferência por corredores mais físicos. Isso é interpretação do autor, não confirmação de troca ou mudança de filosofia.

Nos times especiais, a coluna cobra Chris Tabor e melhores tackles. Bradley Pinion recebe elogios pelos punts de 57 e 59 jardas; o segundo, chutado da linha de 29 de Miami, deixou os Bengals na própria linha de 17 após uma devolução de cinco jardas.

Malik Washington ganhou elogios por criar separação, mesmo com pouca recompensa estatística. Early sugere utilizá-lo mais no backfield. Também aprova os cinco alvos para Greg Dulcich e pede que Bobby Slowik reserve lançamentos profundos para recebedores de maior porte, como Douglas e Chris Bell.

O autor vê potencial em Bell, mas identifica falta de sintonia com Willis. Propõe toques desenhados, reversões e maior uso no slot para explorar tamanho, velocidade e avanço após a recepção.

Draft continua sendo hipótese

Early defende Jeremiah Smith como possível alvo de alto nível e é cauteloso com as projeções dos quarterbacks da próxima classe. Cita Arch Manning, Darian Mensah, Austin Simmons e Drew Mestemaker, mas não vê uma escolha garantida de sucesso.

A conclusão da coluna é que Willis ainda merece a oportunidade, embora a margem de esperança esteja diminuindo. Uma eventual escolha de quarterback no futuro dependerá da evolução dos jogadores e da posição de Miami no draft; não é uma decisão anunciada.

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