Opinião: Cowboys não superam armadilha do calendário após viagem ao Brasil
Jarrett Bell analisa a sequência de três jogos em 12 dias, mas ressalta que as viagens não justificam a derrota para os Buccaneers.
O Dallas Cowboys pareceu cansado, sem intensidade e dominado na derrota por 24 a 16 para o Tampa Bay Buccaneers. Em coluna de opinião, Jarrett Bell aponta o peso de três partidas em 12 dias, incluindo voos de cerca de dez horas para o Brasil e de volta, mas afirma que o calendário não serve de desculpa.
O mérito foi dos Buccaneers, que chegaram determinados a conquistar a primeira vitória. Com Jalon Daniels no lugar do lesionado Baker Mayfield, Tampa Bay correu para 241 jardas, 165 delas com Bucky Irving, que teve um avanço de 72 jardas no começo do terceiro período.
A equipe forçou três turnovers, aproveitou os blitzes variados de Todd Bowles e recuperou um fumble no retorno de kickoff com seus times especiais, comandados por Danny Smith. Terminou com 39min21s de posse de bola e campanha de 1–4. Dallas caiu para 2–3.
Viagens e semana curta formaram uma sequência difícil
Os Cowboys enfrentaram o Baltimore Ravens no Brasil, onde sofreram uma queda decisiva no fim do jogo. Depois, viajaram para Houston, venceram com dificuldade o Houston Texans ainda sem vitórias e voltaram a campo em uma quinta-feira.
Para Bell, o risco já era visível quando a tabela foi divulgada em maio: longos voos, outra viagem e pouco tempo de recuperação. Jogos internacionais fazem parte da expansão global da NFL, e o Los Angeles Rams também sentiu esse peso ao ser dominado pelo San Francisco 49ers na Austrália na semana 1, depois de problemas no planejamento de viagem.
Mesmo assim, ninguém próximo aos Cowboys pareceu utilizar o calendário como justificativa. A avaliação do colunista é de que Dallas não foi bom o suficiente para escapar de uma armadilha que incluía um adversário fácil de subestimar.
Jerry Jones resumiu a reação como "extremamente, extremamente decepcionante".
Oportunidades existiram apesar dos erros
Mesmo com tackles perdidos, faltas, passes soltos e decisões ruins de Dak Prescott, Dallas ainda teve chance de vencer. A defesa se desgastou na campanha inicial de Tampa Bay, com 15 jogadas e 10min58s. Uma cobertura quebrada também deixou Tez Johnson livre para uma recepção de 64 jardas.
Bell criticou a decisão de Brian Schottenheimer de tentar dois pontos após Dallas reduzir uma desvantagem de 14 pontos com um touchdown. Como a tentativa falhou, outro touchdown exigiria uma conversão de dois pontos para empatar.
"Este jogo, a NFL, depende de concluir as partidas", disse Schottenheimer depois do confronto.
DaRon Bland não segurou uma bola com potencial de interceptação para touchdown. Jake Ferguson também deixou escapar o passe que acabou na segunda e última interceptação de Prescott. Foram chances decisivas desperdiçadas.
Colunista pede atenção ao retorno de viagens internacionais
Bell reconhece que quase toda equipe enfrenta alguma sequência incomum na era de jogos transmitidos em vários dias da semana. Ainda assim, defende que a NFL considere o desgaste das viagens globais ao organizar os compromissos seguintes.
Os Ravens saíram do Brasil e jogaram nos dois domingos seguintes, uma vez em casa e outra fora: três jogos em 21 dias. Os Rams voltaram da Austrália para uma partida em casa na segunda-feira da semana 2: duas partidas em 12 dias. Dallas teve três em 12 dias.
A próxima sequência será mais favorável. Os Cowboys terão dez dias antes de visitar o Green Bay Packers no Lambeau Field. Depois da derrota de quinta-feira, porém, a coluna projeta uma pausa longa em meio às cobranças.