Opinião: decisão no kickoff aumenta cobrança sobre Sirianni nos Eagles
John Stolnis critica escolha que permitiu retorno decisivo de Abdullah e cobra vantagem estratégica da comissão.
A derrota do Philadelphia Eagles por 19 a 17 para o Jacksonville Jaguars colocou as decisões de Nick Sirianni sob nova cobrança. John Stolnis considera que um elenco afetado por lesões precisa receber mais ajuda da comissão técnica, especialmente nos momentos decisivos.
“Não tomei a decisão certa e perdi aquele jogo para nós. Foi isso que disse aos jogadores”, reconheceu Sirianni após a partida em Londres.
O risco do kickoff retornável
Jake Elliott colocou Philadelphia à frente por 17 a 16 com oito segundos restantes. Sirianni e Michael Clay optaram por um kickoff na zona de retorno, tentando consumir tempo antes de uma possível tentativa de Cam Little.
Ameer Abdullah recebeu na linha de cinco e avançou 53 jardas, deixando Little em posição para acertar o field goal de 57 a um segundo do fim. Stolnis lembra que a cobertura já havia cedido um retorno para touchdown anulado por penalidades e estava desfalcada, com jogadores obrigados a assumir funções em outras unidades.
O autor não atribui a derrota exclusivamente a Sirianni: lesões e dificuldades ofensivas no segundo tempo também pesaram. Ainda assim, vê o touchback como a opção mais segura naquela situação.
Diferença em relação a Baltimore e Dallas
Stolnis compara o lance ao jogo em que Dallas empatou com menos de dez segundos e Baltimore venceu após o touchback, um passe de 27 jardas de Lamar Jackson para Zay Flowers e um field goal.
A diferença central, segundo o autor, é que os Ravens ainda tinham um tempo pedido. Jacksonville não tinha nenhum e precisaria avançar e sair pela lateral para parar o relógio. Essa distinção deveria ter pesado na decisão.
Comissão precisa oferecer vantagem
O autor aponta que o touchback na linha de 35 e a eficiência crescente dos kickers em tentativas longas tornam essas escolhas mais difíceis. Mesmo assim, considera que administrar o jogo é a principal responsabilidade de um treinador que não chama o ataque ou a defesa.
Stolnis reconhece que nem toda decisão correta terá execução bem-sucedida. Seu problema é a repetição de erros num time sem a mesma margem de talento dos anos anteriores. Para ele, assumir responsabilidade é necessário, mas precisa ser acompanhado por decisões que aumentem a chance de vitória. Caso isso não melhore, a permanência de Sirianni ficará mais difícil de defender.