Opinião: decisões das comissões marcam semana sem vitórias na NFC East
Dave Mangels critica escolhas de Giants, Eagles, Cowboys e Commanders após uma rodada em que nenhum dos quatro times da divisão venceu.
A NFC East terminou a rodada sem uma vitória, mesmo com New York Giants e Washington Commanders se enfrentando. Na leitura crítica de Dave Mangels, decisões dos treinadores ajudaram a definir uma semana ruim para os quatro clubes da divisão.
O autor aponta que uma combinação de duas derrotas e um empate envolvendo Commanders, Dallas Cowboys, Philadelphia Eagles e Giants não ocorria desde 1962. Sua coluna concentra a cobrança nas escolhas das comissões, com avaliações contundentes e projeções que devem ser entendidas como opinião.
Giants: Harbaugh deveria ter buscado dois pontos
Os Giants ficaram 14 pontos atrás quando Washington converteu uma tentativa de dois pontos com 11min05s restantes. Conseguiram reagir e chegaram a 27 a 26 com 1min43s no relógio, mas escolheram o ponto extra para empatar.
Mangels critica John Harbaugh por adotar a opção mais conservadora. Em sua avaliação, equipes agressivas deveriam considerar a conversão de dois pontos já no primeiro touchdown quando estão 14 pontos atrás, e o treinador deixou passar duas oportunidades de buscar essa vantagem estratégica.
Como comparação, cita o técnico Will Stein, de Kentucky. Nas duas semanas anteriores, sua equipe marcou na primeira série da prorrogação para chegar a 34 a 33 e tentou dois pontos para vencer imediatamente. Conseguiu em ambas as ocasiões, incluindo a vitória surpreendente sobre LSU naquela rodada.
Os Giants, com o quarterback reserva, tinham a chance de assumir a liderança fora de casa contra um rival de divisão. Washington não marcou mais no tempo regulamentar, mas, na prorrogação, o kicker de New York perdeu um field goal e o running back sofreu um fumble.
Para o autor, a postura conservadora não combina com a mudança de mentalidade esperada de Harbaugh. Os Giants encerraram a rodada em 3-1-1, com 1-0-1 dentro da divisão.
Eagles: o problema começou antes do último kickoff
A decisão de Nick Sirianni de chutar o kickoff curto para o Jacksonville Jaguars já recebeu muitas críticas. Mangels ressalta que as lesões antes e durante a partida, além das expulsões, tornavam a equipe de cobertura ainda mais vulnerável.
Ele também questiona a campanha anterior ao field goal que colocou Philadelphia na frente. Depois do segundo pedido de tempo dos Jaguars, por que lançar em vez de correr e forçar o uso do último timeout? Por que chamar uma jogada de leitura única que terminaria com o recebedor saindo do campo e parando o relógio?
Na opinião do colunista, o objetivo deveria ter sido deixar Jake Elliott chutando com apenas um segundo, em vez de oferecer essa oportunidade a Cam Little. Ele considera que a combinação de execução ruim e decisões equivocadas explica a frustração dos Eagles, que ficaram em 2-3, com 1-0 na divisão.
Cowboys: ritmo do ataque amplia o desgaste defensivo
Mangels não identifica uma única sequência tão decisiva de Brian Schottenheimer naquela semana, mas vê um problema de planejamento acumulado na temporada. O autor contrasta a qualidade do ataque de Dallas com a fragilidade de sua defesa e considera que o treinador não adapta o ritmo ofensivo a essa diferença.
Na quinta-feira, Tampa Bay teve 39min21s de posse contra 20min39s dos Cowboys. Dallas fez 21 passes e nove corridas no primeiro tempo, depois oito passes e três corridas no terceiro quarto. Dak Prescott terminou com 42 tentativas de passe.
Os Cowboys ocupavam a 30ª posição em tempo de posse. Para o autor, essa combinação deixa uma defesa já vulnerável ainda mais desgastada.
No segundo tempo, Dallas permitia o pior passer rating adversário e a quinta maior média de jardas por corrida. Apenas o Chicago Bears cedia mais jardas por jogada nesse recorte, e só o Miami Dolphins tinha menos sacks depois do intervalo.
Mangels encerra essa parte com uma crítica pessoal à trajetória familiar de Schottenheimer, apontando a distância entre sua abordagem e a de seu pai. A cobrança esportiva permanece ligada ao equilíbrio entre ataque, posse de bola e proteção da defesa. Os Cowboys estavam em 2-3, com 1-1 na NFC East.
Commanders: cobrança máxima sobre Quinn
A gestão dos segundos finais da prorrogação leva Mangels a defender, em tom contundente, a demissão de Dan Quinn. Ele compara a decisão que tomaria como proprietário a dispensar um técnico antes de deixar o aeroporto.
O colunista também prevê um confronto difícil com o San Francisco 49ers e vê a semana de folga posterior como um momento possível para mudança. Essas são posições e projeções do autor: não há anúncio de demissão nem resultado do próximo jogo.
Washington terminou a rodada com campanha de 1-3-1 e 0-2-1 contra adversários da divisão.