Opinião: erro no relógio aumenta a pressão sobre Dan Quinn
Mike Florio questiona a permanência do técnico dos Commanders após o empate e aponta desafio de recuperar o vestiário.
Dan Quinn continua no comando do Washington Commanders após a falha na administração do relógio que encerrou o jogo de domingo em empate. Não há demissão anunciada. Em uma coluna de opinião, Mike Florio argumenta que o erro amplia a pressão sobre o treinador e compromete sua capacidade de recuperar a equipe.
Washington está com uma vitória, três derrotas e um empate. Para o autor, uma eventual tentativa de chegar aos playoffs passa também por reconquistar a confiança do vestiário depois de um desfecho que ele compara, pela gravidade, ao episódio de Joe Pisarcik em 1978.
A repercussão não termina com o jogo
Florio considera que Quinn, Jayden Daniels e o coordenador ofensivo David Blough continuarão a responder perguntas sobre o lance. Na avaliação do colunista, Blough ainda recebeu menos críticas do que deveria por sua participação no episódio.
O assunto também deve acompanhar os Commanders na visita ao San Francisco 49ers, em Santa Clara, na segunda-feira seguinte. Depois desse jogo, Washington terá sua semana de folga.
O autor questiona se a direção dará a Quinn a oportunidade de reagir em San Francisco ou se uma nova atuação ruim poderá precipitar uma mudança. Sua posição é que, caso uma organização já tenha decidido trocar o treinador, adiar a medida apenas posterga a procura por um sucessor.
Recuperar a confiança é o principal desafio
Florio lembra que Quinn participou do Seattle Seahawks até o Super Bowl XLIX, cuja decisão de passar na linha de gol deixou efeitos duradouros para Pete Carroll e a equipe. A comparação busca ilustrar como um erro marcante pode continuar afetando um grupo.
O colunista também reconhece um precedente de recuperação: os Falcons de Quinn voltaram aos playoffs em 2017 depois da perda da vantagem de 28 a 3 no Super Bowl LI. A diferença, segundo ele, é que Atlanta teve uma offseason inteira para lidar com a derrota; os Commanders precisam voltar a jogar imediatamente.
Assumir a culpa é apenas o primeiro passo, sustenta Florio. Quinn terá de convencer os jogadores de que a falha não deveria ter ocorrido e, mesmo assim, de que a equipe continua bem conduzida.
O texto defende uma troca no comando como a mensagem mais forte de responsabilização. Essa é a conclusão do autor, e não uma decisão comunicada pelos Commanders.