Opinião: falha no relógio dos Commanders expõe responsabilidade coletiva
Jay Busbee analisa os papéis de Quinn, Daniels e Blough no empate com os Giants e critica a falta de urgência na última sequência da prorrogação.
O empate do Washington Commanders com o New York Giants deixou uma oportunidade de vitória escapar na prorrogação. Em coluna sobre o fim da partida, Jay Busbee considera a falha de gestão do relógio especialmente difícil de explicar e distribui a responsabilidade entre a comissão técnica e os jogadores de Washington.
Depois de quase 70 minutos de jogo, os Commanders ainda poderiam tentar um field goal. Na leitura do autor, a decisão deveria ter sido parar o relógio com um spike e buscar um chute de aproximadamente 41 jardas. Em vez disso, uma jogada curta terminou sem permitir nova organização antes de o tempo acabar.
A análise é uma avaliação crítica do episódio, não um anúncio de demissões ou de punições.
Dan Quinn responde pela preparação e pela decisão
Busbee coloca o técnico principal no centro da responsabilidade. Quinn assumiu a culpa depois da partida e disse que deveria ter orientado Jayden Daniels a simplesmente fazer o spike.
Para o colunista, a impressão de que os jogadores não estavam preparados para aquela situação também recai sobre o treinador. O texto contrasta o bom ano de 2024 com a queda posterior de desempenho da equipe e vê o empate como mais um momento frustrante.
Daniels precisava agir com mais urgência
O quarterback também é alvo da cobrança. Busbee critica a decisão de não jogar a bola para fora, a falta de velocidade na organização do ataque e o fato de Daniels ter terminado derrubado com o relógio correndo.
Na avaliação do autor, as explicações dadas depois do jogo não foram convincentes. O quarterback precisava reconhecer com mais clareza a situação e conduzir a equipe com urgência nos segundos finais.
A chamada de Blough e a reação de Magic Johnson
David Blough chama as jogadas ofensivas, enquanto Quinn toma as decisões de gestão da partida. Ainda assim, a opção de executar uma jogada em vez de parar imediatamente o relógio é, para Busbee, a principal falha da decisão na lateral do campo.
O colunista cita a reação de Magic Johnson, sócio minoritário dos Commanders, como demonstração da insatisfação. Johnson escreveu que estava incrédulo com a gestão do relógio e afirmou que bastava tentar o field goal para buscar a vitória. Essa foi a manifestação do proprietário, não uma garantia de que o chute seria convertido.
Recebedores e linha demoraram para se reorganizar
Embora os recebedores estivessem seguindo a chamada, o autor observa que correr mais de 15 jardas campo adentro dificultou o retorno rápido à linha de scrimmage.
A linha ofensiva também é criticada pela falta de pressa. A exceção apontada é Josh Conerly Jr., que aparece tentando acelerar Daniels e levar o quarterback de volta à posição para o snap.
Alexander, a reposição da bola e a arbitragem
Busbee comenta que Darius Alexander, defensor dos Giants, tocou a bola com o pé enquanto voltava à sua posição e o árbitro tentava colocá-la no local do próximo snap. O autor trata o episódio com ironia, como uma esperteza competitiva; não há no texto uma conclusão oficial de intenção ou uma punição anunciada.
A coluna também faz uma brincadeira sobre torcedores procurarem culpa nos árbitros. O próprio autor, porém, afirma que a arbitragem não fez nada de errado naquele desfecho. Sua crítica continua dirigida à execução de Washington.
Uma oportunidade que pesará durante a semana
Uma vitória levaria os Commanders a 2-3 e, no cenário descrito por Busbee, a um empate triplo pela segunda posição da NFC East. Em vez disso, a equipe ficou com a frustração de uma chance perdida.
O próximo desafio será o San Francisco 49ers, então com campanha de 5-0, em horário nobre. Busbee encerra com uma perspectiva pessimista sobre a dificuldade da partida, mas esse prognóstico continua sendo opinião anterior ao confronto.