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Opinião: Giants precisam usar o passe para abrir espaço às corridas

Chris Pflum aponta previsibilidade nas primeiras descidas e defende formações mais abertas e melhor rotação dos running backs.

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Jameis Winston lança pelos Giants.
Jameis Winston lança pelos Giants.Crédito: Getty Images

O New York Giants está em 3–1–1 e tem duas vitórias e um empate desde que Jameis Winston assumiu como titular após a lesão de Jaxson Dart. Para Chris Pflum, os resultados apertados mostram que o ataque precisa mudar a forma de construir suas campanhas.

O autor reconhece a adaptação do sistema ao novo quarterback e três partidas seguidas sob chuva. Ainda assim, considera que insistir na corrida como fundamento principal está tornando o time previsível. Nos três jogos sem Dart, os running backs tiveram média de 3,49 jardas por carregada, nenhum touchdown e três fumbles.

Diferenças entre corrida e passe

Contra Tennessee, séries iniciadas com corrida tiveram taxa de sucesso de 55%. O EPA das corridas foi de −0,15 por jogada, caindo a −0,17 nas primeiras e segundas descidas; nas terceiras e quartas, ficou em +0,26.

Diante de Arizona, corridas nas primeiras descidas tiveram EPA de −0,37 e apenas 19% de sucesso. Nas descidas finais, o EPA terrestre foi de −0,54.

Contra Washington, todas as corridas tiveram EPA de −0,40. Nas primeiras e segundas descidas, o índice foi −0,52, também com 19% de sucesso; nas terceiras e quartas, +0,14. O passe, por sua vez, teve +0,29 no total, +0,04 nas primeiras descidas e +0,99 nas finais.

Os Giants passaram de 36 corridas e 27 jogadas de passe contra Tennessee para 30 e 37 contra Arizona, e 25 e 65 contra Washington, quando precisaram reagir. Ainda assim, a taxa de passe em situações neutras é 48,7%, quarta menor da liga. Nas jogadas de dropback, o EPA de +0,141 ocupa o 12º lugar.

Formações revelam a intenção

Patrick Ricard esteve em campo em 22 jogadas contra os Commanders, duas anuladas por faltas. Nas 20 restantes, houve 12 corridas, dez entre os tackles.

Pflum destaca uma formação com Ricard, Aaron Stinnie, Chris Manhertz e Malachi Fields que sinalizava corrida. No ponto do ataque, New York ficou com sete bloqueadores para oito defensores. A movimentação de Ricard e o deslocamento de Sisi Mauigoa acabaram acompanhados pela defesa, enquanto Jon Runyan Jr. teve dificuldade para chegar ao segundo nível.

Em contraste, as corridas de 19 e nove jardas de Cam Skattebo ocorreram com formações mais abertas e três wide receivers, obrigando Washington a cobrir mais espaço. Skattebo correu 13 vezes e Najee Harris, cinco; a maior parte das tentativas veio em conjuntos pesados e compactos.

Usar o passe sem abandonar a força

Pflum não propõe lançar 40 vezes em todos os jogos. Sugere aproximar a taxa de passe em situações neutras da média da liga, perto de 53%, para aproveitar Winston e tirar defensores da área próxima à bola.

O autor considera que Winston foi eficiente contra Arizona mesmo com as interceptações e cita seu EPA total contra Washington no percentil 93 entre atuações de quarterbacks desde 2010.

Substituir bloqueadores por opções como Isaiah Likely e Theo Johnson em determinadas formações permitiria ameaçar a defesa pelo passe sem abrir mão de jogadores físicos. Play-actions poderiam explorar a reação dos linebackers às corridas e criar espaço para Skattebo, Likely, Fields ou Johnson.

Rotação menos previsível

Mauigoa e Runyan têm capacidade de atuar em bloqueios em movimento; formações com dois running backs ou dois tight ends também podem combinar força e ameaças de recepção.

Pflum pede mais uso de Tyrone Tracy Jr., que considera o corredor mais dinâmico e versátil. Sua participação contra Washington, porém, indicou passe em oito snaps e corrida em apenas três. O autor suspeita que o trabalho como retornador contribua para limitar o uso ofensivo, sem apresentar isso como decisão confirmada da comissão.

A proposta é distribuir melhor os corredores e aproveitar também a proteção de passe de Skattebo. Para Pflum, o time não deveria esperar uma desvantagem grande para liberar um ataque mais aberto e deixar que o passe ajude a corrida.

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