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Opinião: jovens dos Jets evoluem, mas comissão precisa oferecer mais ajuda

Connor Hughes vê talento emergente em Cooper, Bailey e Sadiq, porém cobra ajustes táticos após derrota por 26 a 19 para Patriots.

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Connor Hughes durante cobertura esportiva.
Connor Hughes durante cobertura esportiva.

O New York Jets tem um núcleo jovem em evolução. David Bailey e Kenyon Sadiq parecem futuros destaques, e Omar Cooper Jr. teve uma grande atuação contra o New England Patriots. As limitações, porém, continuam.

Na análise de Connor Hughes, os Jets conseguem vencer adversários menos talentosos, mas ainda precisam de vantagem tática para superar os mais fortes. A derrota por 26 a 19 em Foxborough voltou a mostrar que essa ajuda não está chegando.

Aaron Glenn atribuiu o resultado à capacidade de fechar o jogo e aos detalhes defensivos. A organização acredita ter uma estrutura para desenvolver os jovens e a cultura em 2026, antes de dar um salto com reforços: são três escolhas de primeira rodada em 2027 e US$ 86,83 milhões de espaço no teto salarial citados na reportagem.

Isso ajuda a explicar por que Glenn não precisa temer uma demissão a cada derrota. Quando Woody Johnson dispensou Robert Saleh durante 2024, o treinador precisava convencê-lo de que merecia ficar. Com Glenn, a lógica descrita pelo autor é inversa: seria necessária evidência muito forte para removê-lo de um posto em que o proprietário deseja mantê-lo.

Ataque depende demais da execução individual

Os Patriots não são o mesmo time da campanha de Super Bowl anterior, mas reagiram ao início de 1–2 com vitórias sobre Bills e Raiders. Eram favoritos por sete pontos, mas Hughes considera defensável dizer que os Jets poderiam ter vencido com melhor trabalho da comissão.

Braelon Allen discordou da ideia de falha no plano: afirmou que as chamadas, a mentalidade e a abordagem eram corretas e faltou executar.

Cooper recebeu seis passes para 103 jardas e um touchdown. Allen somou 104 jardas totais e mostrou que pode disputar espaço mesmo quando Breece Hall estiver recuperado.

Para o colunista, fizeram isso apesar de Frank Reich. Com exceção do duelo contra a fraca defesa de Detroit, o coordenador não vem oferecendo criatividade suficiente.

No primeiro tempo, uma corrida de Allen no shotgun em quarta para duas contra uma frente congestionada terminou em perda por descidas. Na campanha seguinte, uma tentativa de quarterback sneak em quarta para cerca de uma jarda e meia também fracassou.

Garrett Wilson chegou ao último quarto com apenas dois alvos. Allen, principal arma no primeiro tempo, recebeu somente cinco corridas em todo o segundo. Hughes critica um sistema que depende de cada jogador vencer seu duelo sem desenhar vantagens ou confrontos favoráveis.

“É frustrante porque perdemos e quero ajudar o time”, disse Wilson, que terminou com quatro recepções para 44 jardas. “Sei que o jogo pode mudar a qualquer momento. Tento continuar fazendo meu papel, esperando o momento em que queiram me chamar.”

Defesa não aproveita linha adversária remendada

Will Campbell já entrou limitado fisicamente, e os Patriots perderam Morgan Moses, Alijah Vera-Tucker e Ben Brown durante a partida. Mesmo assim, os Jets não conseguiram nenhum sack.

Bailey tem cinco sacks na temporada, mas o restante da pressão é uma preocupação. Will McDonald decepciona, Joseph Ossai estava inativo e Kingsley Enagbare tem pouco impacto.

Glenn chama sua capacidade de desenhar jogadas de seu “superpoder”. Para Hughes, se quatro jogadores não conseguem chegar, seria necessário buscar blitzes menos previsíveis contra Drake Maye, que entrou na rodada com sete interceptações, maior número da liga.

No touchdown de 42 jardas para Romeo Doubs, os Jets enviaram apenas três e recuaram Bailey para cobertura. O calouro classificou a jogada como uma falha de comunicação.

Houve outra divergência entre Demario Davis e Dane Belton no touchdown de Hunter Henry no último quarto. Mais tarde, Henry ficou livre em uma rota cruzada curta numa terceira para 13 e avançou para a primeira descida, frustrando uma das últimas chances de reação.

“Tenho de fazer um trabalho melhor preparando nossos jogadores defensivamente”, admitiu Glenn.

Problemas nos dois minutos se repetem

Desde a chegada de Glenn, o autor registra desvantagem de 97 a 6 nos dois minutos finais do tempo regulamentar. A gestão das situações rápidas voltou a preocupar no domingo.

Depois de um field goal dos Patriots com 1min49s no primeiro tempo, os Jets gastaram apenas 17 segundos antes de devolver a bola. New England avançou 71 jardas em sete jogadas e marcou um touchdown, completando uma sequência de dez pontos.

No intervalo, Glenn disse à CBS que os Jets receberiam a bola para começar o segundo tempo. Quem a recebeu, porém, foram os Patriots.

O técnico reconheceu a necessidade de melhorar dos dois lados: manter a posse para pressionar a defesa adversária e conseguir paradas quando houver oportunidade.

Os Jets perderam por quatro e por sete pontos em diferentes momentos da segunda metade e tiveram chances de mudar o jogo. Faltaram decisões melhores, percepção situacional e firmeza nos momentos decisivos.

O talento deve continuar crescendo. Para a evolução se transformar em resultados, jogadores e proprietário precisam acreditar que a comissão os coloca nas melhores condições. Hughes atribui mais responsabilidade imediata a Reich do que a Glenn, mas considera legítimas as dúvidas sobre o trabalho.

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