Opinião: falhas dos Rams expõem investimento baixo em times especiais
Michael David Smith questiona foco em trocas de coordenadores e compara uso de vagas de elenco com o modelo dos Seahawks.
Trocar o coordenador não resolve sozinho os problemas de times especiais do Los Angeles Rams, argumenta Michael David Smith. Após mais uma derrota na prorrogação, o autor questiona quanto Sean McVay e Les Snead têm destinado do elenco e dos recursos para o setor.
Um alerta que veio de 2025
Na Semana 16 da temporada passada, os Rams lideravam o Seattle Seahawks por 30 a 14 no último quarto quando Rashid Shaheed devolveu um punt de 58 jardas para touchdown. Seattle reagiu e venceu por 38 a 37 na prorrogação.
O resultado pesou na conquista da NFC West e no mando da final de conferência. Smith lembra que, se os Rams tivessem vencido, os times terminariam com campanhas iguais e Los Angeles levaria o desempate. Depois daquela derrota, McVay dispensou Chase Blackburn, coordenador do setor.
Cinco medidas de prioridade
Smith cita uma análise de Mike Sando, do The Athletic, sobre cinco fatores: quantidade de jogadores cuja principal função é nos times especiais; uso das vagas de profundidade; proporção do trabalho dos reservas dedicada ao setor; atletas ativos com poucos snaps; e frequência de participação de titulares nas jogadas especiais.
Os Rams ficaram perto do fim da liga nas cinco medidas. Os Seahawks destinaram mais recursos de elenco em todas elas.
Para Smith, o coordenador precisa trabalhar com os atletas escolhidos pela organização. Uma política que concentra trocas de escolhas de draft em grandes nomes do ataque e da defesa pode deixar os times especiais com menos opções adequadas.
Shaheed e Stuard ilustram a diferença
Seattle enviou escolhas de quarta e quinta rodadas aos Saints por Shaheed no prazo de trocas de 2025. Smith considera o investimento decisivo para a temporada, mas a hipótese de que os Rams poderiam ter sido campeões se fizessem a mesma troca é especulativa.
Los Angeles tentou melhorar ao contratar Grant Stuard principalmente por sua contribuição nos times especiais. O linebacker participou dos cinco jogos de 2026 sem snaps defensivos, atuando apenas no setor.
A coluna reconhece a tentativa, mas considera a resposta insuficiente. Após os erros contra Buffalo, Smith defende uma avaliação da estratégia de montagem do elenco, além da cobrança sobre o responsável pelos chutes e coberturas.