Patriots: lesões dos receivers e dúvidas na linha ofensiva pautam análise
Brian Hines analisa as opções dos Patriots entre os recebedores, o papel dos jovens jogadores e as dúvidas na proteção de Drake Maye.
Os Patriots vêm de uma vitória sobre os Bills e agora se preparam para receber os Raiders, que têm campanha de 3-1. Em sua coluna de perguntas e respostas, Brian Hines examina as lesões entre os recebedores e os ajustes na linha ofensiva de New England.
O time precisa buscar outro wide receiver?
A ausência de Mack Hollins não parece ser de longo prazo, e o retorno de A.J. Brown se aproxima. Por isso, Hines não vê necessidade imediata de uma contratação: se o clube considerasse essa medida indispensável, provavelmente já teria agido mais cedo na semana.
Romeo Doubs deve ocupar a função de receiver X, com Efton Chism no papel de Z. DeMario Douglas continua como opção no slot, enquanto Kyle Williams pode atuar em diferentes posições. Cameron Dorner e Kyle Dixon, do practice squad, também são alternativas para uma eventual promoção.
Por que Kyle Williams ainda produz pouco?
Para o autor, o problema não é falta de empenho. Williams corre suas rotas, bloqueia e recebe elogios da comissão técnica, embora muitas de suas tarefas sirvam para abrir espaço aos companheiros. Na função de X, por exemplo, pode atrair a cobertura sem ser o alvo principal.
Contra Pittsburgh, ele fez uma recepção importante no meio do campo em terceira descida e absorveu o contato. Também venceu a marcação em profundidade em duas jogadas nas quais Drake Maye não o encontrou: a que terminou em fumble e uma segunda descida no fim do confronto com Buffalo.
Hines gostaria de ver um repertório mais variado de rotas, como o que Williams executava na universidade. A presença dos veteranos limita esse espaço, mas suas habilidades têm valor e podem aparecer com mais frequência no domingo.
Chism pode seguir os passos de Julian Edelman?
O autor evita fazer essa comparação. Ele já gostava de Chism antes do draft e viu o jogador se destacar nos treinos, mas a condição de novato não escolhido e a concorrência com veteranos como Stefon Diggs, Hollins e Douglas restringiram suas oportunidades.
Chism precisava de espaço para mostrar serviço. As chances no fim da temporada passada e sua atuação no último domingo foram animadoras, e Hines espera ver mais dele.
Ben Brown deve continuar como right guard?
Brown cedeu três pressões contra os Bills. Em uma delas, não identificou uma troca de posições entre os defensores e foi empurrado para trás na jogada do strip sack. Houve ainda um contato nas mãos e no rosto que não foi marcado.
A atuação teve problemas, mas Hines não a considera desastrosa para um jogador em seus primeiros snaps relevantes como right guard. Mike Vrabel indicou que Brown deve seguir como titular, decisão que o colunista apoia neste momento.
Caleb Lomu pode se tornar uma opção na posição, mas está atrás de Matt Pryor e Walter Rouse nessa disputa. Não basta presumir que os jovens tackles Lomu, Bryant ou Crownover estejam prontos para uma mudança imediata.
Morgan Moses precisa ser substituído?
Moses foi melhor na proteção ao passe do que nos bloqueios para o jogo terrestre. Cedeu um tackle para perda de jardas e uma pressão, enfrentando principalmente Gregory Rousseau, enquanto convive com dores no pé.
Hines não vê motivo para uma troca imediata. Lomu ainda não parece pronto, e amostras limitadas de outros jogadores não garantem uma melhora.
O que esperar da volta de Harold Landry?
Landry liderou os Patriots em sacks em 2025, mas a recuperação do joelho torna incerto o impacto de seu retorno. O autor prefere não criar expectativas: qualquer produção que ele acrescentar será um ganho.
A linha ofensiva deve ser prioridade no próximo draft?
New England não tem sua escolha de primeira rodada de 2028. Além disso, já investiu escolhas de primeira rodada em tackles em dois drafts consecutivos, com Will Campbell e Lomu.
Hines não defenderia uma terceira escolha desse nível para tackle ou para o interior da linha. Em sua avaliação, reforçar o front seven defensivo deve ter prioridade.