Previsões da NFL 2026: Rams e Bills lideravam os palpites para o Super Bowl
Seis analistas apontaram favoritos ao Super Bowl, MVP, técnico do ano, calouros de destaque e possíveis surpresas antes da temporada.
Los Angeles Rams e Buffalo Bills dominaram os palpites de seis analistas da BBC para o Super Bowl 61, em uma análise publicada em 8 de setembro, antes da abertura da temporada de 2026 da NFL.
As previsões também abrangiam MVP, técnico do ano, calouros, possíveis surpresas e as equipes com maior risco de terminar com a pior campanha. São avaliações feitas na pré-temporada, sujeitas ao desempenho dos times durante o campeonato.
A edição de 2025 havia mostrado a dificuldade de prever a liga: sete dos oito campeões de divisão foram diferentes de 2024. Baltimore Ravens e Kansas City Chiefs, apontados entre os favoritos, ficaram fora dos playoffs. Seattle Seahawks e New England Patriots chegaram à final, e Seattle conquistou seu primeiro título em 12 anos.
Quem chegaria ao Super Bowl?
Rob Staton: esperava outra disputa entre Rams e Seahawks na NFC, mas escolheu Los Angeles porque apenas duas equipes haviam repetido o título desde a virada do século. Pela AFC, apostou nos Bills, com Josh Allen chegando pela primeira vez à decisão.
Hugh Ferris: via pouca diferença entre os Bills de 2026 e suas versões recentes, além de uma contratação de treinador que considerava pouco empolgante. Ainda assim, escolheu Buffalo para chegar à final e perder para os Rams.
Haydn Parry: acreditava que o talento de Allen finalmente levaria os Bills ao Super Bowl. A promoção de Joe Brady a treinador principal poderia ser o fator que faltava. Na NFC, apontou os Rams e os escolheu como campeões.
Joe Bradshaw: lembrou que Los Angeles venceu em casa quando o Super Bowl foi no SoFi Stadium em 2022. Apostou na repetição, novamente contra Buffalo, e em uma derrota de Allen em sua primeira final.
David Brindle: escolheu o Denver Broncos, que poderia transformar a lesão de Bo Nix nos playoffs anteriores em motivação para avançar ao menos uma etapa. Pela NFC, também foi de Rams.
Ben Collins: apresentou alternativas depois de ver os palpites dos colegas. Imaginou o Los Angeles Chargers chegando ao Super Bowl em seu próprio estádio e o Detroit Lions, comandado pelo ex-quarterback dos Rams Jared Goff, conquistando o título.
Quem seria o MVP da NFL?
Rob Staton: escolheu Josh Allen. Com um treinador principal de perfil ofensivo, esperava que a estrutura da equipe favorecesse uma grande temporada do quarterback.
Hugh Ferris: apostou em Justin Herbert, dos Chargers. Embora quarterbacks de equipes de Jim Harbaugh nem sempre tenham oportunidades para números de MVP, a chegada de Mike McDaniel como coordenador ofensivo poderia mudar esse cenário.
Haydn Parry: escolheu Dak Prescott. Admitiu sua simpatia pelo Dallas Cowboys, mas destacou o talento e as opções do quarterback. Na sua avaliação, o ataque não havia sido o problema de Dallas em 2025; faltava melhorar a defesa.
Joe Bradshaw: também indicou Allen. Brady já conhecia o quarterback por ter sido coordenador ofensivo e, caso os Bills chegassem ao Super Bowl, Allen seria um candidato natural ao segundo prêmio.
David Brindle: saiu da posição de quarterback e escolheu Jahmyr Gibbs. Após renovar o contrato e a saída de David Montgomery, o running back poderia assumir um papel ainda maior no ataque dos Lions, vistos como candidatos na NFC.
Ben Collins: apostou em Joe Burrow, do Cincinnati Bengals. Com a defesa reformulada e um ataque forte, esperava que o quarterback permanecesse saudável para disputar o prêmio que buscava depois de vencer duas vezes o de Retorno do Ano.
Quem seria o técnico do ano?
Rob Staton: considerou Brady uma possibilidade caso Allen alcançasse o MVP, mas escolheu DeMeco Ryans, do Houston Texans, pela força que esperava da defesa.
Hugh Ferris: foi de Joe Brady. Uma chegada dos Bills ao Super Bowl premiaria o treinador em seu primeiro ano no cargo e contrariaria quem, como o próprio analista, havia questionado a escolha.
Haydn Parry: indicou John Harbaugh. A base inicial dos Giants era modesta, mas a torcida e o potencial de Jaxson Dart poderiam acelerar a recuperação.
Joe Bradshaw: apostou em Sean McVay, em meio a tantas mudanças de treinadores. Projetou que ele conduziria os Rams ao terceiro título de Super Bowl da franquia.
David Brindle: escolheu Sean Payton para ganhar seu segundo prêmio, 20 anos depois do primeiro com New Orleans, pelo trabalho e pelas decisões tomadas em Denver.
Ben Collins: foi de Dan Campbell. Depois de uma temporada prejudicada por lesões na defesa, esperava que o técnico recolocasse Detroit no caminho das vitórias.
Quais calouros mereciam atenção?
Rob Staton: esperava impacto imediato de Rueben Bain em Tampa Bay e oportunidades para Jadarian Price em Seattle. Também gostava de De’Zhaun Stribling, escolhido pelo San Francisco 49ers, mas apontou Caleb Downs, safety de Dallas, como sua principal aposta.
Hugh Ferris: escolheu Stribling. Um recebedor ausente, outro fora da temporada e dúvidas físicas sobre Mike Evans e George Kittle, em recuperação de uma ruptura do tendão de Aquiles, abriam espaço no ataque dos 49ers. Deebo Samuel também estava de volta.
Haydn Parry: destacou Carnell Tate, quarta escolha geral de Tennessee. Os relatórios antes do Draft ressaltavam maturidade, inteligência, segurança nas recepções e alcance para disputar a bola.
Joe Bradshaw: também foi de Stribling, escolhido na abertura da segunda rodada. O histórico de lesões de San Francisco e boas atuações na pré-temporada poderiam garantir bastante trabalho ao novato.
David Brindle: apostou em Jadarian Price. Com a saída de Kenneth Walker e Zach Charbonnet ainda em recuperação de uma ruptura do ligamento cruzado anterior, o calouro começaria como principal running back dos Seahawks.
Ben Collins: destacou Sonny Styles, cujo atletismo chamou a atenção no processo do Draft. O linebacker poderia ter impacto no Washington Commanders e se tornar uma das lideranças da equipe.
Quais times poderiam surpreender?
Rob Staton: esperava sinais de crescimento no Las Vegas Raiders, sem projetar uma campanha extraordinária. Destacou o trabalho de Klint Kubiak como coordenador ofensivo em Seattle e sua possível adaptação ao comando da equipe.
Hugh Ferris: apostou em melhora dos dois times de Nova York. O Draft do New York Jets e a chegada de Harbaugh aos Giants poderiam tirá-los do fundo da liga, ainda que apenas para um patamar mediano.
Haydn Parry: queria acompanhar Fernando Mendoza após seu sucesso em Indiana. O quarterback teria de lidar com grandes expectativas nos Raiders, que dificilmente poderiam repetir uma campanha tão ruim quanto a anterior.
Joe Bradshaw: escolheu os Chargers, mesmo depois de duas temporadas seguidas com 11 vitórias. O time vinha falhando nos playoffs, mas estava novamente saudável e McDaniel parecia uma boa combinação para Herbert.
David Brindle: indicou os Bengals, que tinham ficado fora dos playoffs com campanha de 6–11. Se o grupo permanecesse saudável, sobretudo Burrow, que perdera grande parte de 2025 por uma lesão no dedão do pé, poderia chegar ao Super Bowl.
Ben Collins: destacou o Atlanta Falcons. Kevin Stefanski, duas vezes técnico do ano em Cleveland, tinha uma equipe mais estável e um running back capaz de correr e receber em Bijan Robinson. Resolver a posição de quarterback poderia recolocar Atlanta na disputa por playoffs.
Quem poderia terminar com a pior campanha?
Rob Staton: escolheu os Browns, criticando a situação de Deshaun Watson e a perda de Myles Garrett como referência defensiva.
Hugh Ferris: repetiu a aposta em Cleveland, embora tivesse errado no ano anterior. Via a escolha de Watson como titular como mais um capítulo de uma negociação e de um contrato que considerava entre os piores da história da NFL.
Haydn Parry: apontou os Dolphins, em reconstrução, numa possível disputa com o Arizona Cardinals pela parte de baixo da classificação.
Joe Bradshaw: também indicou Cleveland. Além da saída de Garrett, destacou as dúvidas na posição de quarterback e as vaias a Watson na pré-temporada. Na sua avaliação, a melhor perspectiva seria uma escolha alta no Draft de 2027.
David Brindle: escolheu Miami depois de uma intertemporada tumultuada, com a saída de Jaylen Waddle e outros jogadores, dando início à reconstrução.
Ben Collins: afirmou torcer pelo tight end britânico Seydou Traore em seu ano de estreia, mas previa dificuldades para os Dolphins. O elenco havia perdido Tua Tagovailoa e Tyreek Hill, enquanto Malik Willis iniciaria pela primeira vez uma temporada como quarterback titular.