Quinn explica demora na prorrogação e diz que falha não pode se repetir
Técnico detalha substituições, relógio e reunião após empate com os Giants. Washington perdeu tempo antes do snap e não conseguiu tentar o field goal.
Dan Quinn continuou furioso um dia depois do empate por 27 a 27 do Washington Commanders com o New York Giants. Na entrevista de segunda-feira, 12 de outubro, o treinador detalhou a sequência que deixou a equipe sem uma tentativa de field goal no fim da prorrogação e afirmou que a falha não pode se repetir.
No domingo, 11 de outubro, Quinn jogou o headset no chão depois de ver o tempo acabar. Washington não tinha mais pedidos de tempo e não conseguiu colocar a unidade de chute em campo.
“Estou furioso com nossa execução nos momentos cruciais do jogo. Trabalhamos muito nisso, e não pareceu. Estou irritado”, afirmou.
O atraso começou na jogada anterior
Jayden Daniels recebeu o snap com 12 segundos restantes. Não lançou para fora nem fez o spike para parar o relógio; acabou derrubado, e os Commanders não conseguiram se alinhar novamente a tempo.
Quinn explicou que queria chutar mais perto da linha de gol em uma partida que teve quatro chutes desperdiçados. Por isso, buscar mais jardas havia entrado no plano, mas o problema começou antes da corrida final do quarterback.
Rachaad White ganhou duas jardas na jogada anterior, cujo snap aconteceu com 55 segundos restantes. O coordenador ofensivo de primeiro ano David Blough chamou o lance seguinte, e a equipe trocou o pacote de jogadores. Daniels então deixou o relógio da jogada se aproximar de zero antes do snap.
“Demorou tempo demais a partir dali. Foi uma falha. Isso não pode acontecer. Nossa execução simplesmente esteve errada”, disse Quinn.
A alternativa era manter os mesmos jogadores
O treinador não culpou a chamada ofensiva em si. Ao rever a situação, disse que não teria permitido a substituição para um pacote diferente. A equipe deveria ter voltado rapidamente à bola, preservando tempo para um spike posterior, se necessário.
“Começa comigo, sem dúvida”, afirmou.
A reunião de segunda-feira pela manhã foi dedicada a esclarecer a confusão que levou àquele desfecho. Quinn considerou o episódio a maior demonstração de que havia muitos problemas a corrigir.
Segundo ele, três dias de treino incluem situações de gestão do relógio para o ataque; o total chega a quatro ao incluir as reuniões sobre o tema. “Não transformo tudo em catástrofe, mas também quero garantir que não estejamos minimizando as coisas”, explicou.
Funções reorganizadas após a saída de Gardi
Dave Gardi, que ajudava na gestão das partidas, agora é vice-presidente executivo do Tennessee Titans. Como desempenhava várias funções além das responsabilidades em dia de jogo, Washington dividiu seu trabalho e contratou duas pessoas para substituí-lo.
O relato não atribui a saída de Gardi como causa comprovada da falha, mas oferece esse contexto sobre a organização da comissão.
Conversas com os proprietários e cobrança pelo jogo completo
A manifestação de Magic Johnson, sócio minoritário dos Commanders, nas redes sociais gerou especulação sobre o futuro de Quinn. O técnico disse conversar regularmente com Josh Harris, proprietário principal, e estar confortável com sua situação atual.
Segundo Quinn, as conversas são francas sobre os pontos que precisam ser corrigidos, mesmo nos momentos difíceis. “É um processo normal para nós. Acredite, ninguém está satisfeito com esse resultado e com a situação em que estamos”, afirmou.
O treinador também lembrou que Washington desperdiçou uma vantagem de 14 pontos no quarto período. Na sua avaliação, faltaram jogadas para fechar o confronto nas três fases, e a cobrança não pode se limitar aos segundos finais.
Na reunião com o elenco, Quinn apresentou o plano de preparação para enfrentar o San Francisco 49ers no Monday Night Football. Aos torcedores frustrados, deixou uma mensagem: “Estou tão irritado quanto eles”.