Raiders avaliam mudanças na linha ofensiva após nova derrota
Burford aparece como principal candidato a perder espaço; proteção a Cousins e falta de caminhos para Jeanty ampliam cobrança sobre o grupo.
Os Raiders têm média de apenas 3,0 jardas por corrida e dificuldade para proteger Kirk Cousins. Depois da derrota por 45 a 17 para os Patriots, Klint Kubiak afirmou que precisa examinar todas as possibilidades para melhorar a linha ofensiva.
Ashton Jeanty conquistou 240 de suas 291 jardas terrestres após o contato: 82,5% do total. Cousins foi pressionado em 41% dos dropbacks nos últimos dois jogos. Os números mostram como o bloqueio compromete tanto o passe quanto a corrida.
“Precisamos olhar tudo”, disse Kubiak, segundo Sam Warren, do The Athletic. O treinador afirmou que o problema se repete há semanas, assumiu a responsabilidade da comissão por corrigi-lo e indicou que outros jogadores podem receber oportunidades.
Burford é o nome mais vulnerável
Na avaliação da reportagem, Spencer Burford é o candidato mais provável a perder a posição. Ele permitiu 18 pressões, o maior número entre os guards, e recebeu nota 56,6 no bloqueio terrestre, empatado em 56º entre 81 atletas com pelo menos 85 snaps.
Jackson Powers-Johnson também não tem apresentado a consistência esperada em seu terceiro ano. Foram nove pressões permitidas em quatro jogos, e sua nota 43,8 no bloqueio de corrida é a quinta pior da posição. Caleb Rogers já o havia pressionado na disputa durante o período de preparação.
Kolton Miller cedeu 12 pressões nos últimos dois jogos. Tyler Linderbaum, jogador mais bem pago do interior da linha ofensiva, tem nota geral 63,1, a 19ª entre os centers. O rendimento dos dois decepciona em relação às expectativas, mas o autor considera improvável que percam seus postos.
O jogador que mais se aproxima do desempenho esperado é DJ Glaze. Escolhido na terceira rodada de 2024, ele tem nota 62,8 no bloqueio terrestre e permitiu sete pressões.
Rogers merece outra oportunidade?
Rogers teve dificuldades em sua única partida como titular, substituindo Powers-Johnson contra Kansas City. A análise ressalta que uma atuação isolada é uma amostra pequena e que os atuais guards tampouco estão jogando bem.
Embora Kubiak tenha mencionado Rogers como opção pelo lado direito, ele também atuou na esquerda na pré-temporada. Tanto Powers-Johnson quanto Burford têm experiência nos dois lados, o que oferece flexibilidade para uma mudança.
Outras alternativas são pouco testadas
Trey Zuhn III trabalhou em mais de uma posição durante a preparação. O calouro soma apenas 12 snaps na temporada regular, usado como tight end adicional em formações pesadas. Pode ser uma opção como guard ou mesmo na ponta esquerda, posição em que atuava na universidade.
Uma lesão no joelho o afastou na semana anterior. Na quarta-feira, ele treinou de forma limitada.
Charles Grant, em seu segundo ano, tem experiência ainda menor: sua única participação relevante em uma partida da NFL ocorreu na Semana 18 da temporada passada, contra os Chiefs.
A escolha, portanto, envolve equilibrar a pouca experiência dos reservas com a necessidade de interromper a sequência de falhas. Kubiak deixou claro que manter tudo como está não é uma decisão automática.