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Análise

Raiders: Burford, proteção a Mendoza e pass rush dominam perguntas da torcida

Mailbag analisa a linha ofensiva de Las Vegas, a produção de Crosby, as decisões de Spytek e o momento de trocar o quarterback.

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Spencer Burford com o uniforme dos Raiders antes de uma partida.
Spencer Burford com o uniforme dos Raiders antes de uma partida.Crédito: Michael Owens/Getty Images

Duas semanas mudaram o ambiente do Las Vegas Raiders. Depois de um início surpreendente, duas derrotas seguidas — incluindo a goleada sofrida em New England — ampliaram as dúvidas. Antes do confronto da Semana 6 com o Buffalo Bills, a coluna de perguntas do Silver And Black Pride voltou a concentrar atenção na linha ofensiva.

Spencer Burford ainda é a melhor opção como guard?

A primeira pergunta reúne várias preocupações: avaliações de que Burford continua sendo o melhor guard, o efeito da ajuda dos companheiros nas notas, a diferença entre bloquear para a corrida e proteger o passe, o potencial de Caleb Rogers e Trey Zuhn III e a necessidade de proteger Fernando Mendoza quando ele assumir.

O autor explica que costuma priorizar o bloqueio terrestre nos guards. As duas tarefas são necessárias, mas, em sua avaliação, proteger o passe é relativamente menos difícil nessa posição: o guard normalmente não define a proteção como o center, tem companheiros dos dois lados e enfrenta defensores com menos espaço para manobrar do que os edge rushers.

Por isso, aceitaria algumas limitações no passe em troca de um bloqueador terrestre de alto nível. Burford teve boas atuações nesse aspecto: notas de 73,9 contra os Saints e 81,0 contra os Chiefs na PFF. Na temporada, porém, sua nota é 56,6. O texto ressalta que essas notas servem para contextualizar, sem serem uma medida definitiva.

O problema maior está na proteção: são 18 pressões permitidas, o maior número entre os guards da liga no recorte citado, e nota 26,6, a quarta pior. Para o autor, ser razoável ou um pouco acima da média bloqueando corridas não compensa tamanha vulnerabilidade no passe.

A futura entrada de Mendoza muda ainda mais o peso da discussão. Colocar o quarterback que representa o futuro da franquia atrás de uma proteção tão frágil seria uma falha grave de planejamento. Nesse cenário, Zuhn pode merecer uma chance: oferece menos no jogo terrestre, mas protegia bem o passe como tackle na universidade.

Burford recebeu menos ajuda nas três primeiras semanas, mas isso mudou nas duas seguintes. Kolton Miller passou a permanecer mais próximo da linha de scrimmage antes de recuar em passes longos, tentando reduzir a velocidade do defensive tackle e ajudar o guard.

Jackson Powers-Johnson também é inconsistente, sobretudo na corrida, embora tenha sido sólido na proteção. Ambos poderiam ser substituídos, mas a coluna considera indispensável que Klint Kubiak ao menos teste outra opção como guard esquerdo.

O histórico de Burford também pesa: suas titularidades nos dois últimos anos em San Francisco ocorreram por lesões de outros jogadores. Em 2025, Ben Bartch começou as duas primeiras semanas como guard esquerdo; depois de sua lesão, os 49ers recorreram a Connor Colby antes de Burford. Familiaridade com o esquema, segundo o autor, não justificava garantir a vaga sem competição no training camp.

O que está acontecendo com Kolton Miller?

Depois de defender Miller na semana anterior por considerar que ele tivera apenas uma partida ruim, o colunista reconhece que surgiu outra atuação negativa. Aos 31 anos, o tackle esquerdo precisa melhorar, e a posição deve ser acompanhada também como possível necessidade para a offseason.

Ainda assim, a queda coincidiu com a necessidade de ajudar Burford. Contra os Saints, o guard permitiu seis pressões e recebeu nota 4,0 da PFF na proteção ao passe, sua pior marca da temporada.

Em um lance analisado por Marcus Johnson, Miller começa sem ganhar muita profundidade e estende o braço de dentro para limitar o espaço do defensive tackle, camisa 97. Do outro lado, DJ Glaze pode recuar imediatamente porque o center se desloca à direita para ajudar Powers-Johnson. Miller precisa esperar e depois acelerar o recuo, prejudicando o trabalho dos pés.

Na mesma jogada, Burford é superado e Kirk Cousins avança no pocket. O pass rusher da ponta retorna para dentro e Miller, sem enxergar a posição do quarterback, acaba cedendo o sack. A coluna não o isenta: manter o bloqueio e responder ao movimento interno fazem parte da função. O ponto é que sua tarefa ficou mais difícil pela atuação do companheiro.

Johnson também atribuiu responsabilidade a Cousins, que tinha Tre Tucker livre, deixou de lançar e fixou a atenção em Brock Bowers, acabando fora do alcance de field goal. O autor gostaria de observar Miller com outro jogador ao lado antes de fechar o diagnóstico.

Mudar Powers-Johnson de lado e correr mais em gap ajudaria?

A pergunta sugere deslocar Powers-Johnson para guard esquerdo, testar Evan Neal à direita e substituir parte das corridas em outside zone por conceitos de força e gap.

A resposta observa que a distribuição já é equilibrada: 60 corridas em zona e 57 em gap, segundo a Sumer Sports. Além disso, todos os titulares da linha têm nota melhor da PFF bloqueando corridas em zona. Pelos dados, as corridas em gap são o problema maior.

Mover Powers-Johnson para a esquerda deve estar em discussão, já que ele foi bem ali como novato. Caleb Rogers poderia assumir à direita, onde vem treinando. O autor duvida que Neal seja a solução, mas defende experimentar alternativas: o ataque terrestre não pode continuar tão pouco produtivo.

Falta encaixe, entrosamento ou trabalho da comissão?

O entrosamento também conta. Os três jogadores do interior nunca haviam atuado juntos antes de 2026. Embora Powers-Johnson e Glaze sejam da mesma classe de Draft, quase não jogaram lado a lado: JPJ atuou como guard esquerdo e center no primeiro ano e perdeu mais de metade da temporada seguinte.

Há, portanto, fundamento em pedir mais tempo de trabalho conjunto, especialmente porque as corridas em zona exigem coordenação. O problema é que o tempo para esperar também está diminuindo.

JJ Pegues pode resolver a pressão pelo interior da defesa?

A pergunta cita Pegues, possíveis jogadores de practice squad ou agentes livres e a produção limitada de Jonah Laulu, Thomas Booker IV e Adam Butler.

Booker tem a melhor taxa de vitórias em pass rush entre os defensive tackles dos Raiders: 8,5%, segundo a PFF. No entanto, soma apenas 63 snaps pressionando o passe, o segundo menor total entre os jogadores da posição que disputaram ao menos quatro partidas, e essa taxa é apenas a 48ª da liga entre defensive tackles.

Isso significa que o setor quase não gera pressão, mas também que simplesmente dar mais snaps a Booker não garante uma solução. Pegues, Brandon Cleveland e Tim Keenan III têm perfil mais voltado à corrida. Quem mais precisa evoluir é Tonka Hemingway, que dispõe das ferramentas e já mostrou lampejos, mas ainda não produz com regularidade.

John Spytek pode tentar encontrar uma oportunidade em outro practice squad ou entre agentes livres, embora a probabilidade de uma solução imediata seja pequena. Para a coluna, o problema provavelmente chegará à offseason e exigirá maior prioridade da direção.

Crosby produz pouco ou falta ajuda? Uma primeira rodada bastaria em uma troca?

Um leitor aponta que Maxx Crosby tem taxa de conversão de pressões em sacks de 6,7%, empatado na 58ª posição segundo a PFN, e pergunta se os Raiders deveriam aceitar uma escolha de primeira rodada.

A resposta separa o desempenho individual do resultado coletivo. Crosby tem dois sacks, mas sacks costumam surgir da combinação entre pressão e boa cobertura. O exemplo citado é o Denver Broncos, líder da liga em sacks nas duas temporadas anteriores com Patrick Surtain II, duas vezes All-Pro, na secundária.

Pressões e taxa de vitórias ajudam a isolar se o defensor está cumprindo sua tarefa. Na PFF, Crosby está empatado em quarto entre os edge rushers com 30 pressões e é o quarto em taxa de vitórias, com 20,9%, enfrentando ainda a segunda maior frequência de bloqueios duplos.

Ele produz apesar dos bloqueios auxiliares e dos ajustes de proteção. A cobertura instável nas últimas duas semanas permite respostas rápidas aos quarterbacks. A falta de pressão pelo meio também impede que o quarterback seja deslocado para a área de atuação dos jogadores de ponta, como ocorreu no lance analisado de Burford e Miller.

O sack é o resultado ideal, mas depende de mais fatores do que a atuação de Crosby. O autor só apoiaria uma troca por um retorno superior a uma única escolha de primeira rodada.

Por que Mike Washington Jr. não recebe mais oportunidades?

Washington não era um bom recebedor nem protetor do passe em Arkansas, e essas dificuldades continuaram na NFL. Isso ajuda a explicar por que Dylan Laube teve mais tempo de jogo na semana anterior.

O novato também teve uma atuação ruim contra os Chiefs. Marcus Johnson apontou uma leitura equivocada que poderia ter resultado em touchdown se executada corretamente. A coluna considera possível que Kubiak tenha reagido de forma excessiva ao reduzir sua participação contra New England.

O placar também limitou as corridas: depois da primeira posse do terceiro quarto, os Raiders já perdiam por 28 a 7. A utilização de Washington contra Buffalo será um indicador de eventual ajuste da comissão.

Kubiak deveria criar mais espaço para os recebedores?

A pergunta questiona por que o sistema consegue liberar Bowers, mas não faz o mesmo com os wide receivers. O autor vê uma tendência de Kubiak a concentrar as soluções no principal talento ofensivo.

Em Seattle, em 2025, Jaxon Smith-Njigba liderou com 119 recepções e 1.793 jardas, enquanto nenhum outro jogador chegou a 55 recepções ou 600 jardas. Para a coluna, distribuir melhor as oportunidades é um ponto de evolução do responsável pelas chamadas.

Ainda assim, houve jogadas em que recebedores, sobretudo Tucker, ficaram livres. Cousins nem sempre teve tempo de lançar ou passou tempo demais olhando para Bowers. Sua tendência de buscar rapidamente passes de segurança também pode piorar a impressão sobre o grupo.

Existe uma carência de talento na posição que provavelmente precisará ser tratada na offseason. Mas esquema e quarterback contribuem para a baixa produção. Como Cousins é uma solução temporária, os ajustes de Kubiak são a questão mais duradoura.

O que explica a queda de Kwity Paye?

O leitor relembra seis tackles e dois sacks contra Miami na estreia, seguidos por dois tackles contra os Chargers, três contra os Saints, nenhum contra os Chiefs e um contra os Patriots.

A resposta descreve Paye como peça complementar, com habilidade e esforço para concluir jogadas criadas pelos principais defensores, como ocorreu na abertura. Ele não seria um jogador capaz de produzir de forma consistente sem essa ajuda — e esse perfil, na avaliação do autor, não justifica US$ 16 milhões anuais.

Chase Young e Alex Highsmith recebem apenas US$ 1 milhão a mais. Young é a principal referência de pressão em New Orleans e consegue produzir sozinho. Highsmith atua ao lado de T.J. Watt em Pittsburgh, mas também vence duelos individuais, encaixando-se melhor como segundo edge rusher.

Ainda há espaço para paciência antes da metade da temporada. Porém, a cada atuação discreta, a contratação de Paye se aproxima de ser considerada um erro pelo colunista.

Como avaliar o trabalho de John Spytek?

A pergunta critica as classes de Draft de 2025 e 2026, o grupo de recebedores e os agentes livres contratados. Outro leitor pede os melhores e piores movimentos e uma nota geral.

O autor dá nota C, equivalente a um trabalho mediano. Pete Carroll teve muita influência sobre o elenco de 2025, o que dificulta atribuir toda aquela temporada ao gerente geral. Construir uma equipe sustentável exige várias offseasons e classes de Draft, e Spytek ainda não completou dois anos em Las Vegas.

Isso não elimina as críticas. Várias escolhas do segundo dia não entram em campo, e Paye e Jalen Nailor produzem menos que o esperado. Não há, portanto, motivo para uma avaliação acima da média.

A coluna pede paciência à torcida. Sua interpretação é que Spytek pretendia iniciar uma reconstrução em 2025, mas o plano foi contido por Carroll e adiado. Um início de três vitórias mudou as expectativas, porém o elenco continua, nessa leitura, no primeiro ano de uma reconstrução de dois.

Entre os agentes livres, Nakobe Dean é apontado como o melhor movimento e Alex Cappa como o pior. No Draft, Darien Porter recebe a melhor avaliação, com Treydan Stukes logo atrás. Charles Grant é a escolha mais questionada: o autor ainda acredita no ex-jogador de William & Mary, mas apenas 59 snaps de uma escolha entre as 100 primeiras representam pouco retorno até aqui. Porter, mesmo em amostra pequena, é considerado o melhor cornerback do elenco nesta temporada.

Já é hora de trocar Cousins por Mendoza?

Depois da queda para três vitórias e duas derrotas, a cobrança pela troca aumentou. O autor ainda manteria Cousins por enquanto, mas prevê que uma derrota para Buffalo intensifique o debate.

O jogo seguinte é contra os Rams. Colocar Mendoza atrás de uma linha em dificuldades diante daquele pass rush pode ser uma escolha ruim. Com campanha de 3–3, a comissão ainda poderia se convencer de que permanece na disputa pelos playoffs.

A Semana 8, contra os Jets, parece o ponto mais adequado na projeção da coluna, especialmente se os Raiders perderem as duas próximas partidas. Uma campanha de 3–4, com quatro derrotas seguidas, enfraqueceria o argumento de que Cousins mantém vivas as chances de classificação.

A mudança poderia renovar temporariamente essas chances e, ao mesmo tempo, dar ao quarterback escolhido em primeiro lugar aproximadamente meia temporada de titularidades para desenvolver seu jogo.

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