Análise: calendário oferece aos Rams chance de reagir após início de 2–3
James Dator vê espaço para recuperação, mas aponta turnovers de Stafford e defesa terrestre como obstáculos.
O Los Angeles Rams está em 2–3, na terceira posição da NFC West e atrás do San Francisco 49ers de 5–0. Apesar do começo abaixo das expectativas, James Dator argumenta que a temporada ainda está longe de perdida e que o calendário oferece uma oportunidade de recuperação.
Em análise para o SB Nation, o autor vê melhora nas duas partidas mais recentes, com Matthew Stafford mais confortável e Puka Nacua novamente disponível. A possível volta de Myles Garrett, com cenário mais otimista em torno da semana 9, também pode ajudar, mas ainda depende da recuperação do defensor.
Cinco jogos para mudar a trajetória
A sequência apresentada pela reportagem inclui Cardinals em casa, Raiders fora, Chargers em casa, Commanders fora e novamente Cardinals, desta vez fora.
O autor cita campanha combinada de 6–18–1 entre os cinco adversários desse recorte e considera Las Vegas o desafio mais provável. Uma eventual mudança dos Raiders para dar mais experiência a Fernando Mendoza, porém, permanece uma hipótese.
Se vencer os cinco confrontos, Los Angeles chegará a 7–3 e poderá voltar à disputa na divisão e por uma vaga de wild card. Dator apresenta isso como uma possibilidade criada pelo calendário, sem tratar os resultados como garantidos.
Stafford ainda precisa reduzir erros
O quarterback lançou seis interceptações em cinco partidas, contra oito em 17 jogos na temporada anterior. Segundo a análise, sua precisão caiu mesmo com passes, em média, menos profundos.
Os sinais de evolução recentes não eliminam essas oscilações. Sem Garrett, a defesa tem menos margem para compensar erros e posses entregues ao adversário.
Defesa contra a corrida continua vulnerável
Os Rams permitem 4,6 jardas por tentativa terrestre, o 24º desempenho da liga. A dificuldade para interromper a corrida contribui para campanhas adversárias prolongadas.
Los Angeles cede 24 pontos por partida, em 20º, e marca média de 23,8. Para Dator, essa combinação ajuda a explicar por que um elenco reforçado na linha defensiva e na secundária ainda não correspondeu à expectativa de dominar os confrontos.
O autor destaca que equipes anteriores de McVay encontravam maneiras de compensar deficiências de elenco. Em 2026, com reforços como Trent McDuffie, a execução ainda precisa alcançar o potencial disponível.
A conclusão é que o retorno de Garrett pode oferecer um impulso, mas a recuperação também exige mais segurança ofensiva e consistência defensiva. O calendário abre a oportunidade; o time ainda precisa aproveitá-la.