Pouco espaço salarial limita novas trocas dos Rams, aponta análise
Los Angeles tinha cerca de US$ 1,058 milhão disponível no teto e já havia cedido escolhas relevantes nas negociações por Garrett e McDuffie.
A um mês do prazo final de trocas da NFL, o Los Angeles Rams tinha pouca margem para novas aquisições após uma offseason cara. Segundo os dados do Over the Cap citados por Kenneth Arthur em 8 de outubro, a equipe dispunha de US$ 1,058 milhão no teto salarial de 2026, o menor valor da liga.
O Carolina Panthers era o único outro time com menos de US$ 3 milhões disponíveis. Na análise do autor, uma nova contratação de veterano por Les Snead seria surpreendente sem uma movimentação significativa para abrir espaço.
Contratos que poderiam ser ajustados
Os Rams tinham jogadores com salários-base elevados que ofereciam possibilidades de manobra:
| Jogador | Salário-base citado |
|---|---|
| Davante Adams | US$ 18 milhões |
| Matthew Stafford | US$ 16 milhões |
| A.J. Jackson | US$ 18,9 milhões |
| Kevin Dotson | US$ 8 milhões |
| Kyren Williams | US$ 5,5 milhões |
Quatro desses cinco contratos poderiam ser reestruturados. Dotson era a exceção por ter a agência livre prevista para 2027; nesse caso, a alternativa seria uma extensão.
Arthur questionava se valeria aumentar o compromisso futuro com Adams, Stafford, Jackson e Williams. Sua opinião era contrária, e ele também colocava em dúvida quais reforços justificariam o custo.
Recebedores e Daron Payne entre as possibilidades especuladas
Marvin Harrison Jr. seria uma aquisição de grande repercussão, mas atuava por um rival de divisão. O autor considerava seu desempenho insuficiente para a expectativa de uma escolha alta de primeira rodada e avaliava que torcedores e imprensa poderiam superestimá-lo por sua posição no draft. Admitia, porém, que o recebedor talvez fosse útil a Stafford.
Sobre os rumores, Harrison disse: “Não dou atenção. Estou focado apenas em Detroit e em ajudar os Cardinals a vencer jogos neste momento”.
Brian Thomas Jr. também era citado, mas Arthur via seu desempenho desde a temporada de calouro como mediano ou abaixo disso. Com apenas 105 jardas recebidas naquele ano, o autor questionava se ele esperaria uma extensão do clube que o adquirisse.
A análise lembrava o caso de Jerry Jeudy, negociado com o Cleveland Browns, como exemplo de um jogador de primeira rodada que poderia levar uma equipe a pagar mais do que o rendimento justificava. A PFF havia listado 15 possíveis alvos de trocas, incluindo os dois recebedores.
Mesmo ainda em contratos de calouro, ambos exigiriam que os Rams liberassem espaço salarial. A PFF também mencionava o defensive tackle Daron Payne, posição de possível necessidade em Los Angeles. Arthur questionava sua disponibilidade e avaliava sua carreira como discreta desde a temporada de Pro Bowl em 2022.
Em publicação citada na análise, Evan Sidery apontava que o Washington Commanders dificilmente renovaria com Payne, futuro agente livre, e poderia conseguir uma escolha de segunda ou terceira rodada de 2027. Isso era uma projeção de mercado, sem negociação confirmada.
Escolhas de draft já comprometidas
A troca por Myles Garrett havia custado aos Rams a primeira rodada de 2027, a segunda de 2028 e uma terceira de 2029 que poderia se transformar em primeira.
Snead também cedeu uma escolha de terceira rodada de 2027 por Trent McDuffie. A sétima rodada do ano seguinte já havia sido negociada no caso de Tre’Davious White.
Assim, os Rams não tinham três de suas escolhas originais de 2027 e, segundo o Over the Cap, não receberiam escolhas compensatórias naquele draft.
Arthur questionava com quais recursos Los Angeles poderia buscar um linebacker ou recebedor e se uma única peça faria a diferença caso as aquisições já realizadas não fossem suficientes. Na sua avaliação, necessidades evidentes poderiam ter sido atendidas na primeira rodada, e a ajuda provavelmente não viria no prazo de trocas.