Rams: Nacua e defesa recebem elogios, mas Stafford e ataque são cobrados
JB Scott avalia destaques da derrota para Cardinals e questiona se Los Angeles precisa ampliar avaliação de Ty Simpson.
O Los Angeles Rams caiu para 2–4 ao perder por 18 a 16 para o Arizona Cardinals, adversário que entrou na rodada com apenas uma vitória em cinco jogos. Na opinião de JB Scott, o time voltou a inventar maneiras de perder.
O ataque não passou de nove pontos até os minutos finais. A defesa manteve Arizona fora da end zone, mas falhas ofensivas e dos times especiais ofereceram posição de campo para seis field goals. O prejuízo acumulado já ameaça as ambições da temporada.
Destaques positivos
Puka Nacua
Não foi sua atuação mais explosiva, mas Nacua terminou com seis recepções para 80 jardas, cerca de 36% das 222 jardas aéreas de Los Angeles. Nenhum outro recebedor passou de 39.
Fora o esforço de Colby Parkinson para cruzar a linha do gol, Nacua concentrou boa parte da produção nas últimas campanhas. Transformou um passe curto em avanço importante quebrando tackles e depois recebeu outra bola longa.
Os Rams não podem pedir que ele seja todo o ataque aéreo. Isso não é sustentável.
Aaron Donald
Donald apareceu principalmente contra a corrida, fazendo o primeiro contato na linha de scrimmage ou atrás dela. Arizona dependeu muito de screens, e essas paradas colocaram Jacoby Brissett em descidas longas, ajudando a defesa a sair de campo.
Josh Wallace
Para o autor, vale discutir se Wallace merece jogar no lugar de Jaylen Watson, do lado oposto a Trent McDuffie, quando todos estiverem disponíveis. Ele considera Wallace o melhor dos dois nas últimas duas semanas.
Atacado frequentemente, inclusive em screens, Wallace cedeu pouco espaço e foi firme nos tackles e desvios. Depois de uma estreia ruim em 2026, ganhou o direito de continuar em campo.
Quentin Lake
Após enfrentar dificuldades enquanto jogava lesionado na semana anterior, Lake voltou a parecer o jogador habitual. Interceptou Brissett no primeiro quarto, preparando os primeiros pontos de Los Angeles, e somou sete tackles solo e três assistidos.
Destaques negativos
Matthew Stafford
Os adversários das duas últimas semanas deveriam permitir uma leitura mais otimista do jogo aéreo, mas Stafford continua colocando a bola em risco, mesmo quando isso não vira perda de posse nas estatísticas.
A lesão do kicker agravou os problemas na red zone. Na leitura do colunista, a pouca mobilidade do quarterback também aumenta a dificuldade de situações curtas, nas quais uma ameaça de corrida poderia ajudar.
Scott vê cautela excessiva em Sean McVay: o time deixou o relógio acabar antes do intervalo e chamou screens consecutivos em terceira e quarta descidas com chance de assumir a liderança. Para ele, isso sugere falta de confiança no quarterback.
Com campanha de 2–4 e sem rendimento de playoffs, o autor defende discutir se é hora de observar Ty Simpson. É uma proposta de avaliação para o futuro, não uma mudança anunciada pelos Rams.
Tyler Higbee
Higbee foi importante nas três semanas anteriores enquanto Terrance Ferguson e Parkinson enfrentavam lesões. Ainda assim, um veterano e líder do vestiário não pode perder um fumble em uma campanha que busca a liderança no último quarto.
A jogada não decidiu sozinha a derrota, mas foi cara.
Nova incerteza no kicker
Grupe acertou um field goal de 44 jardas no primeiro quarto, sugerindo que a troca de Harrison Mevis poderia funcionar. Depois, machucou o joelho tentando interromper um retorno de kickoff e saiu da partida.
A procura por estabilidade na posição deve continuar.