Seahawks: análise aponta falhas de proteção e turnovers contra os 49ers
Estudo do All-22 destaca JSN e Byron Murphy II, mas cobra decisões mais rápidas de Darnold e ajustes de Brian Fleury.
O Seattle Seahawks perdeu por 32 a 29 para o San Francisco 49ers em uma partida na qual suas quatro perdas de posse renderam 21 pontos ao adversário. Na análise do All-22 de Alexandre Castro, o talento de Seattle manteve a equipe no jogo, mas erros de execução impediram que isso se transformasse em vitória.
JSN e Murphy sustentaram os melhores momentos
Jaxon Smith-Njigba recebeu cinco passes para 102 jardas e um touchdown, aproximadamente 52% das 195 jardas aéreas do time. Após cinco jogos, soma 37 recepções, 583 jardas e sete touchdowns. Castro destaca suas saídas contra a marcação, a leitura dos espaços entre os níveis da defesa e a produção após a recepção, inclusive depois de machucar o tornozelo.
Cooper Kupp contribuiu com bloqueios e rotas que ajudaram a liberar o companheiro. A preocupação é a dependência de JSN: Tory Horton não recebeu alvos, Rashid Shaheed teve apenas duas recepções e Elijah Arroyo recebeu só seu segundo alvo na temporada.
Na defesa, Byron Murphy II registrou seis tackles, dois sacks e sete pressões, igualando sua melhor marca de pressões em uma partida. Os 49ers não haviam permitido sacks nos quatro primeiros jogos. Com Leonard Williams longe da melhor condição física, Murphy venceu com movimentação lateral, trabalho de mãos e esforço prolongado, além de resistir a bloqueios duplos contra a corrida.
Linha ofensiva e quarterback dividiram os problemas
Mesmo sem Nick Bosa, San Francisco derrubou Sam Darnold cinco vezes. Castro identifica falhas de coordenação entre Abe Lucas e Beau Stephens, pressão pelo interior e pouco deslocamento dos defensores nos bloqueios terrestres. Uma falta de holding de Jalen Sundell anulou uma das corridas mais promissoras.
No fumble de George Holani devolvido para touchdown antes do intervalo, o autor também questiona a escolha de uma corrida de zona aberta e a execução dos bloqueios. Para ele, a responsabilidade vai além do jogador que perdeu a bola.
Darnold completou 18 de 29 passes para 195 jardas, um touchdown e duas interceptações. Segundo o levantamento da ESPN citado na análise, seu tempo médio para lançar desde a volta na Semana 3 é de 3,25 segundos, o maior entre 31 quarterbacks qualificados; na temporada anterior, era de 2,86 segundos.
O estudo aponta demora para passar de uma leitura a outra, lançamentos arriscados após escapar da pressão e oportunidades perdidas com Kupp e JSN. A proteção contribuiu para os problemas, mas Castro avalia que decisões mais rápidas também poderiam reduzir os danos.
Defesa e chamadas precisam de ajustes
Seattle permitiu 502 jardas terrestres em cinco partidas, média de 100,4, ante 91 por jogo na temporada anterior. Na campanha decisiva dos 49ers, foram 37 jardas corridas. A pressão pelas pontas também foi irregular, enquanto Murphy respondeu por dois dos três sacks do time.
Mike Evans terminou com sete recepções, 113 jardas e um touchdown. Castro considera que a comissão precisava alterar a cobertura que deixava Josh Jobe em confronto desfavorável com o veterano.
No ataque, Brian Fleury recebe crédito por conceitos que liberaram JSN, mas é cobrado pela distribuição de alvos, pelo jogo terrestre e pelas terceiras descidas. Seattle converteu apenas 29,8% delas na temporada, 31ª marca da liga. Com os Seahawks em 3–2 e San Francisco em 5–0, a análise trata proteção, decisões e consistência como prioridades para a sequência.