Análise: Seahawks expõem problemas na corrida e dependência de Smith-Njigba
Frank Schwab avalia sinais de preocupação em Seattle e outras cinco equipes após a semana 5, sem tratar recuperação ou trocas como decisões confirmadas.
O Seattle Seahawks segue entre as equipes fortes da NFL, mas seu início de 3–2 apresenta mais problemas do que a campanha do título da temporada anterior. Em análise para o Yahoo Sports, Frank Schwab destaca a baixa eficiência terrestre, a concentração do jogo aéreo e os turnovers como sinais de alerta.
Depois de perder a estreia em 2025, Seattle venceu 17 de seus 19 jogos seguintes. Em 2026, já acumula duas derrotas até meados de outubro. Para Schwab, perder para o San Francisco 49ers de 5–0 não é um desastre, mas a forma como o ataque funciona merece atenção.
Corrida não compensa a saída de Walker
Seattle aparece em 30º em EPA por corrida, métrica que avalia o efeito esperado das jogadas sobre a pontuação. O autor critica a decisão de deixar Kenneth Walker III sair na free agency, enquanto o running back se destaca no Kansas City Chiefs.
Zach Charbonnet pode ajudar quando retornar, mas vem de uma ruptura de ligamento cruzado anterior. Schwab não considera que sua volta, por si só, garanta a recuperação de um jogo terrestre que era parte central da identidade da equipe campeã.
Ataque aéreo depende de um jogador
Jaxon Smith-Njigba tem 50 alvos, 37 recepções e 583 jardas. Nenhum outro jogador de Seattle ultrapassa 20 alvos ou 129 jardas recebidas. Os outros wide receivers somam apenas 24 recepções, menos que Smith-Njigba sozinho.
Sem a corrida funcionando e com poucas alternativas confiáveis pelo passe, a pressão sobre Sam Darnold aumenta. O quarterback já lançou cinco interceptações, apesar de ter perdido quase duas partidas por lesão.
A defesa continua em nível elevado, mas os erros ofensivos a colocam em situações difíceis. Schwab vê alarmes ligados, embora mantenha confiança na capacidade de Mike Macdonald de encontrar ajustes.
Rams ainda sofrem nos times especiais
Os problemas que já haviam pesado nas derrotas para Seattle na temporada anterior reapareceram contra Buffalo. Um field goal perdido no tempo regulamentar e outro bloqueado na prorrogação ajudaram a decidir a partida.
Sean McVay afirmou que a unidade de extra points e field goals esteve longe do nível necessário e custou a vitória. Os times especiais dos Rams aparecem em último lugar em DVOA no recorte citado.
Schwab argumenta que uma eventual troca de kicker não resolveria todos os problemas. Para ele, a unidade continuará sendo uma dificuldade que a comissão precisa administrar.
Commanders precisam reagir ao empate
Washington está em 1–3–1 após desperdiçar uma oportunidade de field goal decisivo contra os Giants. Dan Quinn disse não acreditar que o episódio faça os jogadores perderem confiança na comissão e ressaltou a resiliência da equipe.
Schwab considera que a NFC East ainda oferece possibilidades, mas questiona se o impacto do erro de gestão do relógio pode afetar os jogos seguintes. Trata-se de uma preocupação do autor, não de uma reação confirmada do elenco.
Parker recebe ajuda em Dallas
A contratação de Mike Pettine como assistente defensivo sênior e a mudança de Christian Parker para a cabine mostram a busca dos Cowboys por respostas. A defesa aparece em 31º em jardas permitidas.
Parker e Pettine trabalharam juntos no Green Bay Packers. Segundo o histórico citado, Parker já havia tentado convencê-lo a sair da aposentadoria quando assumiu Dallas. Schwab não afirma que Pettine tenha chegado para tomar o cargo, mas prevê especulação enquanto o desempenho não melhorar.
Proteção de Herbert preocupa
Os Chargers começaram o último jogo com quatro calouros na linha ofensiva, nenhum selecionado na primeira rodada, ao lado do veterano Cole Strange. Justin Herbert sofreu cinco sacks.
Com Rashawn Slater na lista de lesionados e Joe Alt lidando com um problema no pescoço, Schwab vê dificuldade para proteger o principal jogador ofensivo. A crítica se dirige à estrutura de proteção, além do desempenho abaixo do esperado do quarterback.
Nova lesão de Penix pesa para Atlanta
Michael Penix Jr. havia melhorado o ataque dos Falcons em seus três jogos de volta após cirurgia no joelho, mas sofreu uma lesão nas costelas no domingo. Tua Tagovailoa precisou assumir na prorrogação e foi interceptado em seu segundo passe no período.
Penix pode retornar já na semana 6, segundo o cenário apresentado pela reportagem. O histórico de lesões, incluindo três rupturas de ligamento cruzado anterior, porém, leva Schwab a questionar a disponibilidade contínua do quarterback e como isso pode influenciar decisões futuras sobre contrato.
Os seis casos são avaliações de risco após cinco semanas. Os próximos resultados e as atualizações sobre os jogadores definirão quais equipes conseguirão responder aos problemas apontados.