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Sean Payton reassume chamadas do ataque dos Broncos e mantém apoio a Davis Webb

Técnico anunciou mudança após quatro jogos de ataque irregular e disse que o coordenador seguirá envolvido no plano de jogo.

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Sean Payton antes do jogo dos Broncos contra os 49ers no Levi’s Stadium, em 4 de outubro de 2026.
Sean Payton antes do jogo dos Broncos contra os 49ers no Levi’s Stadium, em 4 de outubro de 2026.Crédito: Thearon W. Henderson/Getty Images

Sean Payton anunciou na quinta-feira, 8 de outubro, que voltaria a chamar as jogadas ofensivas do Denver Broncos. A mudança ocorreu depois de quatro jogos em que o ataque comandado pelo coordenador Davis Webb apresentou produção irregular e pouco eficiente diante de defesas fortes e treinadores experientes.

Na análise de Tim Lynch, Payton também buscou proteger seu jovem auxiliar da pressão externa. Em vez de atribuir a ele a culpa, elogiou seu potencial e reconheceu o peso de retirar essa responsabilidade. Com uma janela de disputa aberta em 2026, a intenção era recuperar a sintonia de Bo Nix e do ataque com um treinador experiente à frente das chamadas.

Lynch projetava que Webb poderia voltar à função no futuro, em Denver ou em outro clube. A mudança não garantia uma melhora automática: alterações desse tipo frequentemente vêm acompanhadas de cobranças ao coordenador e nem sempre produzem resultados significativos.

Payton diz que responsabilidade é coletiva

“Faremos uma mudança no ataque. Eu vou chamar as jogadas”, anunciou Payton. Ele disse ter conversado com Webb e afirmou reconhecer quando trabalha com alguém que se tornará técnico principal. “Ele vai ser um deles.”

Payton comparou a decisão à avaliação de qualquer posição do elenco: right tackle, recebedor de slot ou running back. Reforçou que o problema era do grupo e que sua reunião com os jogadores buscava corrigir os detalhes que impediam a continuidade das campanhas. Webb permaneceria totalmente envolvido no plano de jogo e ficaria na lateral do campo ao seu lado.

Decisão tomada na segunda-feira

O técnico explicou que se reuniu com os atletas e com Webb na segunda. Todos estavam decepcionados com a unidade ofensiva. Embora Denver estivesse com campanha de 2 a 2, a percepção era de que o grupo podia produzir mais. Ele elogiou tanto a reação do coordenador na conversa quanto sua postura durante a semana.

Questionado sobre a necessidade de melhorar a comunicação no dia do jogo ou a preparação ao longo da semana, Payton disse que havia muitos aspectos envolvidos. Um deles era recuperar o equilíbrio com o jogo terrestre.

Também apontou uma diferença de autonomia: um coordenador pode sentir que precisa obter aprovação para determinadas decisões, enquanto o técnico principal já se considera autorizado a tomá-las. A proposta era simplificar parte do trabalho e voltar a executar algumas coisas muito bem.

Por que Webb havia recebido as chamadas

Payton disse que delegou a função porque acreditava que isso ajudaria os Broncos, não simplesmente por acompanhar a tendência de jovens treinadores chamando jogadas na NFL. Em resposta à referência a essa geração, brincou que ainda se considerava um deles.

Afirmou que via características especiais em Webb e que, ao observar o conjunto como técnico principal, julgava que a divisão de funções beneficiaria a equipe.

Sobre possíveis diferenças entre as chamadas de Webb e as que faria, destacou que se tratava do ataque dos Broncos. Ao dar autonomia a alguém, esperava ideias que talvez não surgissem de sua própria abordagem. A necessidade, naquele momento, era melhorar a unidade.

Perguntado se retirar as chamadas era uma decisão mais difícil do que entregá-las inicialmente, respondeu: “Sim. Sim, absolutamente”.

Lembranças da mudança nos Giants em 2002

Payton recordou quando Jim Fassel assumiu as chamadas do New York Giants em 2002. Disse que foi um revés profissional duro, mas ressaltou que o contexto era diferente. Ele havia acabado de perder a mãe durante a semana de folga e, envolvido com os problemas da carreira, só percebeu alguns anos depois que não tivera espaço para viver o luto.

O ataque havia se desequilibrado. Os Giants tinham ido ao Super Bowl na temporada de 2000 e, após a mudança, melhoraram e chegaram aos playoffs. Payton disse ter aprendido lições naquele período; pouco depois foi para Dallas e, três anos mais tarde, recebeu a oportunidade em New Orleans.

Sobre Webb, repetiu que sua reação estava sendo excelente. A única semelhança que queria traçar era ter vivido a experiência e poder utilizá-la na comunicação com o coordenador. O ambiente de grande exposição na imprensa em Nova York o tornava especialmente atento à forma de conduzir a mudança.

Comunicação direta com Bo Nix

Payton disse que falaria diretamente com Nix durante os jogos. Uma etapa intermediária na transmissão da chamada poderia consumir cerca de quatro segundos. A mecânica de comunicação seria rápida.

A terminologia não era uma grande preocupação. O técnico poderia aprender as adaptações feitas pelo grupo, e os jogadores também poderiam se ajustar a nomes de chamadas ou formações que ele preferisse.

Não previa mudanças importantes nas reuniões ou na agenda. Algumas práticas poderiam ser ajustadas, mas o foco continuava nos pequenos detalhes que todos precisavam examinar. Também mencionou a importância de dormir adequadamente e manter as condições necessárias para executar o trabalho.

Sequência de jogadas e percepção do ataque

Payton não apontou uma única falha de sequência ou de leitura do jogo. Disse que a decisão também se apoiava em sua experiência e na percepção de onde a equipe estava e para onde precisava ir.

Observar outra pessoa chamar as jogadas oferecera, em alguns momentos, uma perspectiva diferente na avaliação do próprio ataque. Usou como exemplo uma média de 67 escolhas em uma partida: seria impossível esperar que todos os treinadores decidissem da mesma forma. Mesmo entre 32 responsáveis por chamadas, a sequência seria diferente.

Mudança é voltada ao conjunto, não apenas ao quarterback

Payton explicou que não faria sentido anunciar uma escalação inicial sempre acompanhada de “por enquanto”. Ele havia acreditado na divisão anterior e agora considerava necessária uma mudança. Quando um jornalista sugeriu que as coisas não estavam funcionando, respondeu: “Você disse isso”.

Negou que a decisão se resumisse a recolocar Nix no caminho certo. O quarterback era consequência de muitos aspectos da posição. Uma melhora poderia ser um resultado da mudança, mas outros fatores precisavam criar condições para isso.

Também reconheceu que a decisão era difícil quando questionado se quatro partidas contra adversários fortes seriam suficientes para avaliar o trabalho.

Sem prazo definido para a nova divisão

Sobre o caráter temporário da decisão, Payton disse estar concentrado naquela semana. Reforçou que teria de avaliar seu próprio desempenho e continuar fazendo o melhor para o time.

A decisão final foi dele, embora houvesse pessoas com quem conversasse. Segundo o técnico, a reação do elenco incluía decepção por sentir que havia falhado com um companheiro. Ele voltou a defender o talento raro de Webb e o futuro que ainda tinha pela frente.

Uma abordagem diferente da de Bill Parcells

Payton também foi questionado sobre Bill Parcells, com quem trabalhou em Dallas. Disse que aquele era outro contexto e descreveu Parcells como muito emocional. As reações após as chamadas, com suspiros e reclamações, faziam parte de sua forma de demonstrar envolvimento.

O motivo de preocupação seria justamente a ausência de ligação emocional com o trabalho do auxiliar. Payton disse ter aprendido isso cedo e insistiu que não queria comparar situações diferentes.

Ele considerou realizar a mudança discretamente, mas avaliou que isso seria difícil em 2026. Diante dos relatos que já circulavam entre os jornalistas, anunciar a decisão era a maneira mais simples. Webb conversaria com a imprensa no dia seguinte, e Payton reiterou que julgava a alteração correta para o clube.

Outros pontos citados na análise

Entre as observações adicionais, Lynch incluiu uma publicação de Joe Mahoney que classificava Ben Powers como o elo mais fraco da linha ofensiva de Denver naquele início de ano, com a pior temporada de proteção ao passe de sua carreira até ali. O texto também encaminhava o leitor a dados de tendências ofensivas e defensivas e de jogadores com ao menos dez pressões, sem reproduzir esses levantamentos completos.

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