Sirianni defende campanha final dos Eagles; Hurts questiona sua própria reação
Treinador assume erro no kickoff, mas mantém defesa das chamadas anteriores ao field goal. Coluna compara as falas após derrota para Jacksonville.
Nick Sirianni assumiu a responsabilidade pelo kickoff que abriu a chance da vitória do Jacksonville Jaguars, mas defendeu a condução da campanha anterior do Philadelphia Eagles. Mike Florio vê uma diferença entre essa posição e a reflexão de Jalen Hurts, que se perguntou depois do jogo se deveria ter interferido nas decisões.
Essa é a leitura do colunista sobre as declarações. As falas não representam anúncio de conflito interno ou mudança de comando.
A sequência deixou oito segundos para Jacksonville
Uma recepção de 17 jardas de Dallas Goedert deu aos Eagles uma primeira descida na linha de 34 dos Jaguars. Jacksonville pediu seu segundo tempo, e restavam 25 segundos.
Hurts lançou um passe incompleto, deixando 21 segundos. Depois encontrou Makai Lemon, que avançou sete jardas e saiu do campo sem conseguir cair dentro dos limites; restaram 17 segundos.
Uma corrida em terceira descida perdeu três jardas. Os Jaguars usaram o último pedido de tempo com 12 segundos restantes. Após o field goal de Jake Elliott, Philadelphia liderava por um ponto, mas Jacksonville ainda tinha oito segundos.
Hurts pondera se deveria ter falado
O quarterback disse que estava preparado para executar a chamada e não assumir aquela parte das decisões. Ao refletir depois, porém, perguntou a si mesmo se deveria ter dito algo ou pedido que todos reconsiderassem.
Hurts ressaltou o compromisso de seguir o plano e executar, reconhecendo que a situação não favoreceu Philadelphia. Florio interpreta a fala como um questionamento sobre sua reação durante a campanha.
Na segunda-feira, Sirianni reforçou a divisão de responsabilidades: “Jalen está jogando. Nós treinamos e chamamos as jogadas, e ele precisa executar o que chamamos naquele momento. Não estamos pedindo que faça as chamadas nessa situação; ele já tem bastante com o que se preocupar”.
Avançar também facilita o chute
Sirianni disse que os Eagles treinam aquele tipo de situação toda quarta-feira, combinando a necessidade de marcar pontos e controlar o relógio. Para ele, equipes às vezes deixam de avançar ao chegar perto da linha de 35, embora mais jardas facilitem o trabalho do kicker.
Se o chute não entrar, argumentou, a gestão do tempo perde importância. A corrida era uma opção, mas a postura defensiva de Jacksonville a tornava menos atraente; o resultado negativo na terceira descida exemplificou isso.
O técnico não considera adequado decidir previamente que só lançará na terceira tentativa, porque não sabe quantas jogadas serão necessárias para melhorar a posição. Disse acompanhar situações semelhantes de outras equipes e estudar a reação às defesas.
O ideal seria encerrar o jogo com o próprio field goal. Ainda assim, Sirianni considera reduzir o tempo para menos de 20 segundos um objetivo útil. Defendeu o que o ataque fez antes do chute convertido e manteve o arrependimento pela decisão seguinte, no kickoff, que afirmou ter custado a partida.
A saída de Lemon permanece no centro da análise
Florio observa que, se Lemon tivesse caído dentro de campo, Jacksonville usaria o último timeout. Philadelphia poderia correr, pedir tempo com três ou quatro segundos e buscar o chute como última jogada.
O autor deixa abertas as responsabilidades: execução de Lemon, chamada perto da lateral ou escolha de Hurts, que tinha outro alvo livre na linha de 32, próximo ao hash esquerdo.
Sirianni não demonstrou arrependimento pelas chamadas anteriores ao kickoff. Hurts expressou dúvida sobre o que poderia ter feito. O colunista considera essa diferença digna de acompanhamento em futuras discussões sobre gestão de jogo, sem concluir que exista uma ruptura entre os dois.