Três caminhos para os Patriots vencerem os Raiders na Semana 5
Análise destaca proteção da bola, confronto com Maxx Crosby e necessidade de tirar Kirk Cousins e Brock Bowers do ritmo.
O New England Patriots tenta transformar a vitória sobre o Buffalo Bills em sua primeira sequência positiva de 2026. Para Bernd Buchmasser, três aspectos serão centrais no duelo com o Las Vegas Raiders: proteger a bola, neutralizar a pressão e dificultar as conexões de Kirk Cousins com seus tight ends.
Uma vitória levaria New England a 3-2. Os Raiders chegam com 3-1 e uma defesa que tem criado oportunidades decisivas.
Não oferecer posses extras
Las Vegas lidera o recorte da análise com nove recuperações de posse: quatro interceptações e cinco fumbles recuperados. Os Patriots perderam a bola dez vezes, empatados na pior marca da liga.
Drake Maye cometeu dois turnovers em Buffalo, mas a coluna considera que foram mais compreensíveis do que as decisões ruins das três primeiras semanas: um sack com fumble e uma interceptação após um desvio desfavorável.
Isso pode indicar evolução no processo de decisão, embora as consequências no placar continuem relevantes. Contra um adversário capaz de aproveitar campos curtos, a segurança da bola será ainda mais importante.
Reduzir a influência do pass rush
Maxx Crosby segue entre os defensores mais disruptivos da NFL. Malcolm Koonce e Kwity Paye também podem desequilibrar a proteção de Will Campbell e Morgan Moses.
Ajuda de tight ends e running backs nos bloqueios, assim como marcações duplas, são alternativas. Josh McDaniels também pode tentar deslocar o foco para o interior da linha, onde atuam Tonka Hemingway, Folorunso Fatukasi e Adam Butler.
A defesa dos Raiders aparece em sexto em EPA cedido por corrida, com -0,183, mas em 31º em jardas por tentativa, permitindo 5,2. A análise relaciona parte dessa diferença aos turnovers, que pesam nas métricas de pontos esperados. Se New England mantiver a posse, pode encontrar espaço pelo chão.
Interromper o ritmo de Cousins
Brock Bowers é considerado o motor do ataque, apesar de estar em terceiro em recepções, com 16, e em segundo em jardas, com 202, e touchdowns, com dois. Mike Vrabel destacou sua velocidade, precisão nas rotas e capacidade de receber como um jogador de slot maior.
Cousins depende de leitura e lançamentos no tempo correto. Aos 38 anos, não tem a mesma capacidade de prolongar jogadas e improvisar. Sem um recebedor que imponha ameaça profunda constante, o ataque utiliza bastante Bowers e Michael Mayer em passes mais curtos.
Nenhuma equipe usa mais formações com dois tight ends. Para os Patriots, a tarefa é executar bem as zonas e evitar expor seus defensores a confrontos desfavoráveis.
New England limitou bem Dalton Kincaid e Dawson Knox em Buffalo. Repetir esse nível contra os tight ends de Las Vegas pode ser decisivo.