Três pontos da derrota dos Cowboys: pressão, chances perdidas e corrida fraca
Análise destaca falta de respostas ao blitz de Tampa Bay, oportunidades desperdiçadas no fim e um jogo terrestre limitado a 50 jardas.
A derrota do Dallas Cowboys para o Tampa Bay Buccaneers expôs problemas que vão além do placar. Na avaliação de Dyllan Rivers, o jogo deixou três lições sobre uma equipe que era amplamente apontada como favorita, mas foi dominada em casa por um adversário ainda sem vitórias.
1. Dallas não sustentou o bom começo
Os Cowboys marcaram um touchdown na primeira campanha, mas somaram apenas mais três pontos até restarem 5min26s no quarto período. Um ataque que se apresentava como o melhor da liga pareceu despreparado para os blitzes de Tampa Bay.
O plano dos Buccaneers era arriscar muita pressão contra Dak Prescott, apesar de o quarterback historicamente responder bem a esse recurso. A aposta funcionou: defensores chegaram livres repetidamente, o tempo das jogadas foi alterado, passes foram tocados e Prescott teve dificuldades para colocar a bola no lugar certo.
A defesa de Dallas vinha dando pequenos sinais de evolução, mas desmoronou no terceiro período. Tackles perdidos e chances de interceptação desperdiçadas se acumularam, especialmente no segundo tempo.
2. Faltou executar nas oportunidades decisivas
Mesmo depois de uma atuação ruim durante os primeiros 52 minutos, Dallas teve oportunidades claras de empatar. Uma parada perto da linha de gol foi seguida por uma campanha de 99 jardas para touchdown.
DaRon Bland antecipou um passe curto e teve uma chance de interceptação que poderia resultar em touchdown e reduzir o placar a 24 a 22, antes da tentativa de conversão. A bola, porém, passou por suas mãos.
Depois dessa falha, os Cowboys voltaram ao campo de Tampa Bay com outra oportunidade. Prescott parecia recuperar o ritmo, George Pickens fazia jogadas importantes, e KaVontae Turpin e Jonathan Mingo também participaram.
Em uma segunda descida para uma jarda, porém, um passe para Jake Ferguson escapou do tight end, subiu e foi interceptado. Para o autor, o problema central foi não concretizar as jogadas quando elas mais importavam.
3. A volta de Tyler Smith não resolveu a corrida
A posse inicial, com nove jogadas e 70 jardas, sugeriu um jogo terrestre renovado. Javonte Williams teve um avanço de 21 jardas e marcou em uma corrida de uma jarda.
Depois, a produção pelo chão praticamente desapareceu. Dallas terminou com apenas 50 jardas em 13 corridas e acabou abandonando esse recurso.
O lado esquerdo da linha ofensiva conseguiu alguns avanços, mas sem consistência. Corridas negativas deixaram o ataque em situações desfavoráveis, e os blitzes dos Buccaneers afetaram tanto o passe quanto a movimentação terrestre.
A expectativa da análise é de melhora conforme a linha se entrose com o retorno de Smith. Naquela noite, contudo, o setor esteve distante do nível de que o ataque precisa.