Troca de Harrison Jr.: análise vê chance de reação dos Texans e riscos no custo
Garrett Wilson comemorou a mudança; Jori Epstein avalia reencontro com Stroud, reconstrução de Arizona e impacto na NFC West.
Garrett Wilson comemorou ao saber que Marvin Harrison Jr. deixaria o Arizona Cardinals para jogar no Houston Texans. Os dois foram companheiros em Ohio State, e Wilson acredita que o reencontro de Harrison com C.J. Stroud pode impulsionar a carreira do recebedor.
“Eu estava torcendo para que alguma coisa acontecesse com ele. E foi um lugar como Houston? Estou feliz por ele”, disse Wilson à Yahoo Sports. Os Cardinals enviaram Harrison e uma escolha de sétima rodada de 2027 em troca de seleções de segunda e sexta do mesmo draft.
Capital para Arizona, parceiro conhecido para Stroud
Na análise de Jori Epstein, Arizona conseguiu o preço que buscava, embora alguns executivos consultados não acreditassem que Harrison valesse uma escolha de segunda ou terceira rodada. O draft de 2027 é visto por esses avaliadores como especialmente atraente para reconstrução.
Com Stroud em Ohio State em 2022, Harrison somou 1.263 jardas e 14 touchdowns em 13 jogos. A familiaridade, a preparação e a capacidade de leitura da dupla sustentam a aposta de Houston.
Stroud completou 64,3% dos passes para 1.402 jardas, seis touchdowns e nenhuma interceptação nos cinco primeiros jogos, além de 71 jardas e um touchdown correndo. Os Texans, porém, estavam em 1–4 e tinham poucas opções: Tank Dell seguia afastado após uma grave lesão no joelho, Jayden Higgins sofreu rompimento do ligamento cruzado anterior no training camp e Nico Collins perdeu as Semanas 2 e 3.
Um recomeço para Harrison
Harrison encerrou a passagem por Arizona com 108 recepções, 1.578 jardas e 13 touchdowns em 33 jogos, 30 como titular. Em 2026, teve apenas 13 alvos, cinco recepções, 85 jardas e um touchdown em quatro partidas. Em 2025, enfrentou concussão, apendicite e duas lesões no calcanhar.
Wilson acredita que o ambiente e a confiança dos Texans podem ajudá-lo a transformar flashes de talento em constância. Executivos consultados também apontaram o entusiasmo de uma aquisição recente como possível vantagem em relação à pressão de ser uma escolha alta que ainda não correspondeu.
Reação histórica e custo da urgência
Desde 1979, apenas sete equipes começaram 0–3 e chegaram aos playoffs, segundo o levantamento citado na reportagem. Houston conseguiu isso duas vezes, incluindo a temporada anterior, encerrada em 12–5. Somente os Chargers de 1992 chegaram à pós-temporada após 0–4; o calendário atual de 17 jogos oferece uma oportunidade adicional.
Epstein ressalta que os Texans pagaram por urgência. DeMeco Ryans já havia retomado as chamadas defensivas de Matt Burke, e a vitória que limitou Tennessee a três pontos ainda não prova recuperação completa. A decisão sobre a opção de quinto ano de Harrison se aproxima em maio, enquanto uma escolha de segunda rodada ofereceria custo mais controlado.
Debate de avaliação e efeitos na NFC West
Harrison teve 2.613 jardas e 31 touchdowns na universidade, com duas temporadas de mais de 1.200 jardas e 14 touchdowns. Seu talento em campo levou Arizona a escolhê-lo em quarto lugar, apesar de ele não participar dos testes do combine. Alguns avaliadores agora questionam se a falta desses dados contribuiu para uma projeção alta demais; outros consideram a produção em jogos mais relevante.
A perda de Harrison também pode facilitar a vida de Seahawks, Rams e 49ers, que chegaram aos playoffs na temporada anterior e venceram ao menos um jogo cada. Para os demais clubes da NFC, isso pode aumentar a concorrência pelas vagas de wild card.
Em Arizona, Michael Wilson e Trey McBride perdem parte da atenção defensiva que Harrison atraía. Jeremiyah Love e Tyler Allgeier também podem enfrentar caixas mais congestionadas. Harrison participou de 74% dos snaps ofensivos nas quatro primeiras partidas. O capital de draft pode ajudar a reconstrução sob Mike LaFleur, mas a análise considera que o ataque de 2026 ficou mais limitado.