Vikings chegam à folga invictos, mas calendário e playoffs serão o teste
Coluna destaca Aaron Jones, evolução de Kyler Murray, defesa dominante e precisão de Will Reichard no começo de 5–0.
O Minnesota Vikings chegou a cinco vitórias e nenhuma derrota ao superar o New Orleans Saints por 23 a 13. Em coluna do Daily Norseman, o resultado é valorizado, embora o autor considere que a atuação poderia ter produzido um placar mais confortável, como 29 a 7 ou 33 a 7.
A folga na Semana 6, pouco atraente quando o calendário foi divulgado, agora parece bem-vinda. O elenco precisa recuperar jogadores antes de uma sequência de cinco adversários que, depois da Semana 5, somavam 17 vitórias e oito derrotas. O grupo inclui os fortes San Francisco 49ers e Buffalo Bills.
Aaron Jones sustentou o ataque
Com Jordan Mason ausente e o jogo aéreo ainda procurando ritmo, Aaron Jones Sr. assumiu grande responsabilidade, mesmo enfrentando problemas físicos.
Desde a estreia, passou de 100 jardas totais em todos os jogos, exceto na vitória sobre o Tampa Bay Buccaneers, quando teve 92. É o quinto da NFL em corridas e o sexto em jardas terrestres, com 410 — apenas uma a menos do que o total líquido de jardas de passe dos Vikings nas três primeiras semanas.
Aos 31 anos, seu ritmo projetaria quase 1.400 jardas terrestres na temporada. O retorno previsto de Mason deve reduzir essa carga, mas a coluna considera que Minnesota não estaria invicto sem a contribuição de Jones.
Kyler Murray aponta evolução
Depois de um excelente último quarto contra Miami, Murray apresentou diante dos Saints seu primeiro jogo completo no nível esperado: 24 passes completos em 30 tentativas, 229 jardas, um touchdown e passer rating de 109,6.
As 51 jardas corridas em situações importantes também prolongaram campanhas. Para o autor, foi a combinação imaginada quando o quarterback chegou na offseason. As lesões atrasaram o processo, mas a tendência recente é positiva; continuar evoluindo ampliaria muito o potencial da equipe.
Defesa de Brian Flores pode alcançar um patamar especial
Com cerca de 30% da temporada disputada, os Vikings permitem 12,8 pontos por partida. Sem o touchdown dos Saints em recuperação de fumble, a média cai para 11,6.
As métricas avançadas citadas pela coluna colocam Minnesota em primeiro em EPA permitido por jogada, pontos por campanha adversária, taxa de conversão cedida na red zone, frequência de pressão e frequência de sacks.
Os números tradicionais também impressionam: primeiro em passer rating permitido, percentual de passes completos permitido e saldo de turnovers; segundo em bolas recuperadas; terceiro em sacks; e sétimo em jardas permitidas por tentativa de passe.
O autor ressalta como é difícil dominar defensivamente na NFL atual, depois de mudanças de regras favoráveis ao ataque e das limitações do teto salarial. Ainda evita chamar a unidade de histórica, mas considera que repetir esse nível contra Lions, Bills, Packers e 49ers justificaria comparações com a Legion of Boom de Seattle e com os Purple People Eaters dos próprios Vikings.
Will Reichard está perfeito
Em um trecho de entusiasmo bem-humorado, a coluna compara o carisma e a confiança de Reichard a ícones como Elvis e os Beatles. O ponto esportivo é sua produção impecável: 15 field goals em 15 tentativas, incluindo cinco de pelo menos 50 jardas, e oito extra points em oito chutes.
São 53 pontos, quase metade dos 109 marcados pelo time. O autor chega a defendê-lo, em tom de torcida, como MVP do começo da temporada. Lembra que apenas um kicker ganhou o prêmio da NFL: Mark Moseley, em 1982, em uma temporada encurtada por greve, na qual ele chegou a errar um field goal.
A perfeição também desperta as memórias dolorosas da torcida com chutes em momentos decisivos. O autor brinca que talvez não fosse tão ruim um erro sem consequência, por exemplo com grande vantagem sobre os Jets na Semana 17, para não chegar aos playoffs carregando o peso de uma sequência intacta.
O caminho restante será mais difícil
O calendário restante tem aproveitamento agregado de 56,8% dos adversários, o mais difícil da NFL no levantamento citado. As campanhas somadas de 9–1 de 49ers e Bills contribuem, mas também restam dois jogos com os Lions e uma visita ao Lambeau Field.
A boa notícia é a distribuição dos locais: sete das 12 partidas restantes serão no U.S. Bank Stadium, e o confronto com os 49ers ocorrerá em campo neutro.
Com um ataque potencialmente mais saudável, Murray em evolução e uma defesa em alto nível, o autor vê motivos para grandes expectativas, independentemente da dificuldade dos adversários.
O desfecho precisa mudar
Começar com 5–0 é excelente, mas não altera a cobrança principal: sucesso nos playoffs. Em 2016, a mesma largada terminou em 8–8 e ausência da pós-temporada. Em 2024, transformou-se em 14–3, mas acabou em outra frustração nos playoffs.
A coluna afirma que nem mesmo uma campanha de 15–2 bastaria sem um final diferente. No 50º aniversário da última participação da franquia no Super Bowl, Kevin O'Connell e uma torcida que acumula decepções precisam transformar o bom começo em algo duradouro.