Vikings x Saints: cinco perguntas sobre Shough, a defesa e os caminhos para vencer
Nic Jennings, do Canal Street Chronicles, analisa os Saints antes de enfrentar os Vikings: Tyler Shough, o início lento do ataque e as dificuldades contra corridas.
Antes do confronto entre Minnesota Vikings e New Orleans Saints na semana 5, Christopher Gates conversou com Nic Jennings, do Canal Street Chronicles, sobre o momento de New Orleans. As respostas abaixo apresentam a avaliação de Jennings sobre o elenco e os caminhos para a equipe competir no domingo.
1. Ainda há motivos para otimismo com os Saints?
Depois de uma temporada em que os quatro times da NFC South terminaram abaixo de 50% de aproveitamento, nenhuma equipe da divisão estava acima de 2-2 nas quatro primeiras semanas de 2026. Os Saints tinham 1-3, mas, com algumas jogadas diferentes, poderiam estar em 3-1.
Jennings disse continuar otimista e não enxergar perda de confiança. Para ele, havia pontos positivos, mas a equipe precisava começar as partidas mais rapidamente, evitar desvantagens iniciais, reduzir penalidades, estabelecer o jogo terrestre e jogar com maior disciplina defensiva.
Ele avaliava que ainda existiam muitos jogos vencíveis no calendário e que a divisão continuava aberta. A temporada estaria longe de terminar, desde que os Saints ganhassem consistência e aproveitassem as oportunidades.
2. Tyler Shough pode ser a solução de longo prazo?
Na opinião de Jennings, sim. Ele descreveu Tyler Shough como um dos três destaques mais constantes da equipe, ao lado de Chris Olave e Chase Young, e afirmou que os companheiros acreditavam no quarterback.
Shough havia mostrado potencial nos poucos jogos como titular em seu ano de calouro, trabalhado forte na offseason e superado expectativas. Jennings destacou a colocação da bola, a capacidade de explorar o campo com o braço, a calma no pocket e a habilidade para prolongar jogadas com as pernas. Também elogiou sua capacidade de decidir quando a equipe precisava.
Ainda havia espaço para evolução, especialmente no ritmo inicial do ataque. Jennings atribuía uma parcela maior desse problema a Kellen Moore, mas reconhecia que Shough também precisava ajudar a equipe a entrar em ritmo.
3. Como Minnesota pode atacar a defesa de New Orleans?
Os Saints haviam permitido mais pontos do que qualquer equipe nas quatro primeiras semanas. Já os Vikings tinham apenas um touchdown ofensivo nas três semanas anteriores. Para Jennings, Minnesota deveria insistir no jogo terrestre e envolver bastante T.J. Hockenson.
Ele apontou o interior da linha defensiva como uma fragilidade de New Orleans. Estabelecer as corridas cedo poderia abrir espaços para o passe.
Os Saints também tinham dificuldades contra tight ends capazes de ameaçar em profundidade. Jennings citou o grande jogo de Brock Bowers na semana 3 e a atuação de Hockenson contra Miami na semana anterior como razões para Minnesota testar esse confronto repetidamente.
4. Quem pode surpreender pelos Saints?
A escolha de Jennings foi Devaughn Vele. New Orleans havia investido uma escolha de quarta rodada para tirá-lo de Denver no ano anterior, e ele se tornou uma opção de recebedor no slot capaz de ganhar disputas pela bola, característica que a equipe procurava desde Michael Thomas.
Vele rapidamente virou um dos alvos preferidos de Shough e uma alternativa importante em terceiras descidas longas. Jennings também destacou sua eficiência e a de Juwan Johnson na red zone, além do controle corporal e da mobilidade do recebedor alto.
5. O que os Saints precisam para vencer?
Jennings afirmou que a equipe queria apagar a impressão deixada pela derrota contundente de segunda à noite. Se a defesa voltasse ao nível das duas primeiras semanas e New Orleans estabelecesse suas próprias corridas, ele acreditava que seria possível impor a primeira derrota aos Vikings.
A condição principal, porém, era começar bem. Os Saints não poderiam novamente abrir uma grande desvantagem e depender de uma recuperação.