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Virginia Tech chega à metade da temporada sob cobrança por ajustes

John Schneider aponta caminhos no passe intermediário e na linha defensiva, mas critica secundária e escolhas ofensivas.

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Torcida e céu nublado no estádio antes de um jogo dos Virginia Tech Hokies.
Torcida e céu nublado no estádio antes de um jogo dos Virginia Tech Hokies.Crédito: John Schneider - SB Nation

Depois da derrota para California, o Virginia Tech Hokies chega à metade da temporada com a necessidade de rever prioridades. Na análise de John Schneider, as perdas para Pitt e Cal, programas em trajetórias comparáveis, enfraqueceram as ambições maiores e colocaram o foco em buscar uma campanha positiva e uma vaga em bowl.

O autor considera que ainda existem bases para reagir nas seis partidas restantes. Para isso, pede mudanças no planejamento, no uso das qualidades do elenco e na velocidade dos ajustes durante os jogos.

A derrota para Cal expõe os limites atuais

Problemas mecânicos na viagem contribuíram para uma chegada tardia e desgastante a Berkeley. Em campo, o ataque não aproveitou uma parada inicial da defesa e passou boa parte do jogo com dificuldade para avançar além da linha de 40 jardas de Cal.

Schneider rejeita a ideia de que bastaria corrigir um ou dois lances para transformar a equipe numa candidata invicta. Também considera encerradas, na sua avaliação, as expectativas de uma surpresa no College Football Playoff ou de um título da ACC.

O calendário restante é difícil, e as falhas dos dois lados da bola impedem, para o autor, tratar a classificação a um bowl como garantida.

O que funciona: passe intermediário e recebedores

Ethan Grunkemeyer oferece uma saída para as dificuldades ofensivas, com opções além de Luke Reynolds. Schneider elogia Ayden Greene, Que’Sean Brown, Davion Brown e Marlion Jackson, além da capacidade dos dois running backs de receber passes.

O grupo de tight ends inclui Reynolds e Benji Gosnell, e Ja’Ricous Hairston também contribuiu com pontuação. O ataque já mostrou que pode avançar rapidamente, especialmente quando apresenta à defesa uma escolha real entre corrida e passe.

O autor pede que Howle aproveite melhor a habilidade de Grunkemeyer num pocket em movimento e explore as bordas da zona intermediária. As recepções de Greene e Que’Sean Brown são exemplos de jogadas que prolongam campanhas sem depender exclusivamente de passes muito longos.

Com a linha ofensiva lesionada e pouco eficiente nos bloqueios de corrida, lançar além da frente defensiva pode abrir espaços para Hawkins e Overton em corridas por fora e contra o sentido inicial dos bloqueios.

A linha defensiva precisa de mais ajuda na pressão

Virginia Tech tem tamanho e força para conter corridas perto da linha de scrimmage, mas a pressão natural com quatro jogadores é irregular. Schneider critica o uso frequente de apenas três pass rushers para ampliar a cobertura quando a secundária já enfrenta dificuldades.

O autor defende uma frente com quatro jogadores na linha e a participação adicional de um linebacker ou edge rusher, conforme a situação. Também pede pressão pelo espaço entre center e guards em descidas em que o adversário precisa passar.

Sua leitura é que, contra Pitt e Cal, houve momentos em que pressionar mais o quarterback seria melhor do que recuar em uma cobertura preventiva e dar tempo para o passe se desenvolver.

Hawkins e Overton precisam de oportunidades melhores

Schneider considera Marcellous Hawkins Jr. e Jeffrey Overton Jr. uma dupla forte de corredores e recebedores, mas ressalta que o rendimento terrestre depende principalmente dos bloqueios.

A linha está desfalcada, utiliza reservas em posições importantes e também lida com lesões entre eles, como a de Brodie Meadows. Nesse cenário, não consegue garantir sequer um deslocamento consistente de duas jardas contra a defesa.

O autor critica a insistência em corridas internas pelo espaço entre center e guard, especialmente com entregas demoradas da bola em shotgun ou pistol. Muitas primeiras descidas acabam consumidas em jogadas de pouco ganho.

Sua proposta é priorizar passes rápidos de cinco a oito jardas, rotas cruzadas de tight ends e slants pelo slot. Isso obrigaria os linebackers a respeitar o passe curto além da linha e poderia abrir condições melhores para corridas externas e counters.

Para Schneider, buscar equilíbrio pode significar lançar mais no restante da temporada. Ele rejeita a sequência de correr sem eficiência e só passar sob pressão numa terceira descida longa.

Screens pelas laterais não resolvem o problema

Bubble screens, passes abertos para running backs e screens para receivers, recebidos atrás da linha, têm produzido pouco na avaliação do autor, especialmente contra cobertura individual.

São jogadas que dependem de o defensor se deslocar e abrir espaço. Se ele mantém a marcação, o passe chega lentamente e deixa o recebedor sem margem para ganhar jardas depois da recepção.

Schneider diferencia essas jogadas dos screens tradicionais, em que o quarterback atrai a pressão e solta a bola sobre os defensores para um running back. Sua cobrança é que a equipe use velocidade e mova a bola adiante, em vez de transformar passes longos na direção lateral em recepções sem avanço.

Mesmo nas opções de segurança, o autor prefere receivers a três ou quatro jardas além da linha ou perto da distância necessária para renovar a posse.

A secundária é a principal preocupação defensiva

O fim do jogo contra Cal expôs faltas e grandes ganhos pelo passe. Schneider discorda do critério de uma marcação e lembra que um contato forte em Luke Reynolds, numa oportunidade de touchdown de Virginia Tech, não foi punido. Ainda assim, considera que as falhas da arbitragem não eliminam os problemas de cobertura dos Hokies.

A marcação frequentemente oferece espaço demais. Na cobertura individual, defensores também deixam de virar a cabeça para localizar a bola, permitindo recepções ou faltas.

O autor reconhece a pouca experiência conjunta inicial, mas entende que essa explicação perdeu força depois de quatro jogos. Viu regressão entre os confrontos com Boston College e California.

Pressionar mais o quarterback pode ajudar, mas a secundária também precisa melhorar sua própria execução. Adversários restantes, incluindo Virginia, têm quarterbacks e receivers capazes de explorar essas limitações.

Ajustes ofensivos precisam durar

Schneider questiona a insistência na ideia de estabelecer a corrida a qualquer custo. Como contraste, cita a campanha de Cal de 75 jardas até o touchdown sem correr com a bola e o avanço de Virginia Tech do meio do campo até a linha de sete jardas quando restavam 18 segundos.

Seu argumento é que pontuar com eficiência vale mais do que apenas controlar o tempo de posse. O ataque já mostrou capacidade de jogar rápido e avançar pelo ar, abrindo espaço para as corridas como complemento.

A cobrança final é que a comissão preserve os ajustes que funcionam, sem voltar imediatamente às corridas interrompidas e aos passes laterais improdutivos.

Georgia Tech é o próximo teste

Os Hokies receberão Georgia Tech no Lane Stadium no sábado, com início previsto para 15h30 no horário local, durante o homecoming. A previsão citada pelo autor é de tempo fresco e com vento.

Georgia Tech começou a temporada de forma irregular, mas vem de uma vitória expressiva sobre Duke. Na avaliação de Schneider, Virginia Tech tem vários problemas a corrigir, e o confronto está aberto.

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