Opinião: decisões de Adam Peters ampliam a cobrança nos Commanders
Mark Tyler questiona escolhas de draft, trocas, veteranos e uso do teto salarial de Washington. A coluna também examina o problema na posição de center.
A contratação de Adam Peters pelos Commanders gerou entusiasmo. Ele havia trabalhado como scout em Patriots e Broncos, equipes campeãs durante suas passagens, e aprendido como executivo sob John Lynch em San Francisco. Para muitos torcedores, Josh Harris havia escolhido um gestor com forte formação no futebol americano.
Dois anos e meio depois, Mark Tyler questiona essa avaliação. Em sua coluna de opinião, ele argumenta que a cobrança pela trajetória de Washington deve atingir o general manager, além do treinador Dan Quinn.
A escolha de Dan Quinn
Tyler afirma que Ben Johnson e Mike Macdonald estavam à frente de Quinn na preferência de Peters; Macdonald acabou em Seattle. O colunista não apresenta uma ordem completa de candidatos e usa essa leitura para criticar a contratação.
Na sua avaliação, a campanha de 2024 teve uma dose de sorte, seguida por resultados medianos e pouco desenvolvimento dos jogadores. Ele também questiona a cautela dos protocolos de retorno das lesões. São julgamentos do autor sobre a gestão esportiva, não conclusões médicas.
Para Tyler, sem uma reação nos três quartos restantes da temporada, Quinn pode esgotar sua oportunidade em Washington, com parte da responsabilidade recaindo sobre Peters.
O rendimento das escolhas de draft
A proposta de construir pelo draft e complementar o elenco com free agents depende de acertar nas escolhas. A coluna faz o seguinte balanço da turma de 2024:
- Jayden Daniels: grande escolha na segunda posição geral, mas precisa permanecer saudável e em campo.
- Johnny Newton: está na injured reserve; Tyler destaca apenas uma boa atuação contra reservas de Dallas em 2025.
- Mike Sainristil: perdeu espaço para um jogador contratado fora do mercado principal de free agents.
- Ben Sinnott: tem 17 recepções para 148 jardas e dois touchdowns na carreira. Em 2026, Brandon Coleman tem o mesmo número de recepções e mais jardas recebidas.
- Luke McCaffrey: ficou inativo em três dos quatro jogos de 2026.
- Jordan Magee: voltou à injured reserve.
- Dominique Hampton: já deixou a equipe.
- Javontae Jean-Baptiste: atua como reserva na posição de edge.
Sobre a classe de 2025, o autor reconhece que ainda é cedo para um veredito. Josh Conerly é o right tackle titular e mostra evolução; Trey Amos enfrenta problemas físicos; Jaylin Lane está na injured reserve e contribuiu principalmente nos times especiais; Kain Medrano é linebacker reserva; e Bill Croskey-Merritt, running back titular, parece ter regredido em relação a 2025 na avaliação da coluna.
A turma de 2026 mostra sinais promissores, mas também é cedo para julgá-la. Um movimento já chama atenção: o running back Kaytron “FatMan” Allen, escolhido na sexta rodada, foi dispensado na quinta-feira e, segundo Adam Schefter, reivindicado pelos Dolphins.
O custo das trocas
Para adquirir Marshon Lattimore, Washington entregou escolhas de terceira, quarta e sexta rodadas de 2025 e recebeu uma de quinta. Tyler reconhece a tentativa de resolver uma necessidade, mas considera que o risco de declínio e lesões do defensor foi mal calculado.
Laremy Tunsil custou escolhas de terceira e sétima rodadas de 2025, além de segunda e quarta de 2026; Washington recebeu uma de quarta rodada de 2025. Nesse caso, Tyler aprovou a troca por um tackle de alto nível e entende que a lesão na pré-temporada foi um revés sem o mesmo histórico de alertas de Lattimore.
Deebo Samuel chegou por uma escolha de quinta rodada de 2025. A coluna vê um resultado intermediário e aponta US$ 12,4 milhões de dead cap, valor que continua contando no teto salarial em 2026.
A aposta em veteranos em 2025
Tyler havia apelidado o general manager de “AARP Adam”, em referência à preferência por jogadores mais velhos em contratos curtos. Seu balanço das renovações inclui:
- Bobby Wagner: dificuldades contra corridas pelo lado de fora e na cobertura, na avaliação do autor.
- Zach Ertz: encerrou a temporada na injured reserve.
- John Bates: bom bloqueador como tight end.
- Noah Brown: disputou quatro jogos antes de ir para a injured reserve.
- Jeremy McNichols: corredor resistente, mas sem grande impacto individual segundo a coluna.
- Josh Johnson: precisou começar duas partidas.
- Chris Moore: assinou um contrato de reserva/futuro e acabou titular em cinco jogos.
Entre os free agents sem restrição, Will Harris foi dispensado após o primeiro ano de um contrato de dois; Eddie Goldman ofereceu pouco impacto, segundo Tyler; Jonathan Jones se machucou e voltou como titular por necessidade; Deatrich Wise foi para a injured reserve depois de se lesionar no segundo jogo; Jacob Martin teve 14 titularidades e 5,5 sacks; e Von Miller liderou a equipe com nove sacks.
As contratações posteriores de Preston Smith e Robbie Chosen renderam, respectivamente, meio sack em 13 jogos e cinco recepções em três partidas. Para o colunista, havia espaço salarial para procurar jogadores mais jovens, e a concentração em veteranos não produziu o resultado esperado.
O problema na posição de center
Tyler retoma uma análise de Scott Bair sobre o plano para Nick Allegretti. O jogador lesionou a panturrilha no primeiro treino do camp, em 29 de julho, voltou em 18 de agosto e agravou o problema no dia seguinte. Só retornou às atividades quando a preparação para a temporada regular começou.
Nesse intervalo, Daniels recebeu snaps de Julien Good-Jones e do novato Matt Gulbin. Allegretti começou a temporada como center, mas a experiência durou duas semanas. Com Sam Cosmi fora por concussão, ele foi deslocado para right guard, e Lucas Patrick assumiu o centro da linha.
Washington venceu Seattle, embora Tyler considere ruim a atuação de Allegretti como guard e positiva a de Patrick como center. Contra os Colts, na semana seguinte, Gulbin começou no lugar de Allegretti. Sua atuação também foi criticada, e o pedido de parte da torcida para uma substituição no intervalo não foi atendido.
O autor atribui o problema à montagem do elenco por Peters. Washington havia dispensado Tyler Biadasz, absorvendo US$ 8 milhões de dead cap, e não conseguiu contratar Tyler Linderbaum após demonstrar interesse. Peters e Quinn apostaram na inteligência e na competitividade de Allegretti como comunicador da linha; quatro semanas depois, ele estava no banco.
O contrato de Terry McLaurin
Tyler reconhece que apoiou a renovação de McLaurin e desejava uma solução rápida durante o verão de 2025. Agora, usando explicitamente a vantagem de avaliar o passado, questiona se negociar o recebedor por uma escolha de segunda rodada teria sido melhor.
Esse é um cenário hipotético do colunista, sem relato de oferta concreta. Sua preocupação é comprometer dinheiro de topo de mercado com um recebedor na faixa dos 30 anos, especialmente diante dos problemas físicos recentes.
Espaço salarial sem resolver as necessidades
Washington entrou na temporada regular de 2026 com mais de US$ 27 milhões disponíveis no teto, segundo a coluna. Tyler admite que uma futura extensão de Daniels exige planejamento, mas considera insuficiente a agressividade para reforçar center, wide receiver e cornerback.
Ele usa três comparações: Linderbaum, de 26 anos, ocupa US$ 14 milhões no teto de 2026; Tariq Woolen assinou com Philadelphia por um ano e US$ 12 milhões; e Kenneth Walker tem impacto de US$ 5,6 milhões no teto dos Chiefs.
O autor reconhece que dinheiro, sozinho, não garante que um free agent queira jogar em Washington. Ainda assim, questiona se a pressão concentrada em Quinn deveria recair com mais força sobre Peters, responsável pelas escolhas e pelos recursos do elenco.