Além de Bachmeier: seis destaques da vitória de BYU sobre Notre Dame
Rex, Kasper, Mitchell, Uluave, Glasker e Damuni tiveram papéis decisivos no triunfo por 28 a 24 sobre o então número 2 do ranking universitário.
Bear Bachmeier foi o principal nome da vitória de BYU por 28 a 24 sobre Notre Dame, mas o resultado também dependeu de contribuições decisivas em diferentes setores. O time de número 8 do ranking superou o então número 2 no sábado, 17 de outubro, no LaVell Edwards Stadium, em uma das partidas mais marcantes da história do programa.
Na análise de Nick Lee, o desempenho de Bachmeier pode fortalecer sua candidatura ao Heisman Trophy, seja com um convite à cerimônia, seja com a possibilidade de se tornar o segundo vencedor da história de BYU. É uma projeção sobre a disputa pelo prêmio, ainda em andamento.
O comentarista Kirk Herbstreit destacou que o quarterback foi o primeiro jogador da FBS nos últimos 30 anos a lançar, receber e correr para touchdown na mesma partida contra um adversário entre os cinco primeiros do ranking da Associated Press.
Lee considera merecidos os elogios ao quarterback, mas selecionou outros seis jogadores que tiveram papel central na vitória dos Cougars sobre os Fighting Irish.
Preston Rex dá variedade ao jogo terrestre
BYU conseguiu superar Notre Dame em jardas terrestres mesmo sem LJ Martin, atual vencedor do prêmio de melhor jogador ofensivo da Big 12. Para Lee, esse era um cenário difícil de imaginar antes da partida, diante da qualidade da defesa adversária contra a corrida.
O coordenador ofensivo Aaron Roderick encontrou alternativas. Bachmeier contribuiu com 45 jardas em 14 corridas e dois touchdowns terrestres.
Rex completou o trabalho com dez corridas para 66 jardas, média de 6,6 por tentativa. Teve dois avanços de pelo menos dez jardas e conquistou três primeiras descidas.
Sua produção obrigou a defesa de Notre Dame a considerar uma ameaça além das corridas de Bachmeier. Essa variedade ajudou o ataque a sustentar o jogo terrestre durante uma partida em que o corredor mais conhecido estava ausente.
Kyler Kasper decide recebendo e lançando
Kasper participou de uma das jogadas mais criativas da noite: recebeu um passe para trás de Bachmeier e devolveu a bola pelo alto ao quarterback, que marcou o touchdown como recebedor.
O lançamento preciso do wide receiver de aproximadamente 1,98 metro foi apenas uma parte de sua contribuição. Em sua função habitual, Kasper recebeu seis dos oito passes lançados em sua direção para 66 jardas.
Quatro dessas seis recepções resultaram em primeiras descidas. Para Lee, isso fez dele uma das opções mais confiáveis de Bachmeier nas situações importantes, combinando o alcance de um recebedor alto com capacidade de manter campanhas.
O desempenho também reforçou o valor da contratação feita pelo técnico Kalani Sitake: Kasper chegou de Oregon pelo portal de transferências do futebol americano universitário.
Bruce Mitchell protege e abre caminho para o touchdown
O center, que já recebeu reconhecimento entre os melhores da Big 12, teve uma de suas melhores partidas por BYU na avaliação do colunista. Segundo o Pro Football Focus, foi o jogador da linha ofensiva com a maior nota dos Cougars no confronto.
Em 38 snaps de proteção de passe, Mitchell não permitiu uma pressão sequer. O quarterback não sofreu sack ou hit por uma falha atribuída ao center nesse recorte.
Mitchell também foi decisivo no passe de Kasper para Bachmeier. Depois de se deslocar para fora do interior da linha, fez um bloqueio que abriu o caminho para o quarterback avançar até a end zone após a recepção.
O lance deu visibilidade a uma contribuição que, como Lee observa, costuma receber menos reconhecimento do que a produção dos jogadores com a bola.
Cade Uluave lidera os tackles e as pressões
Uluave chegou de California após receber honrarias na ACC e assumiu uma responsabilidade importante: ajudar a substituir Jack Kelly, que deixou BYU para jogar na NFL.
Para Lee, Uluave se tornou uma das principais contratações da intertemporada e acrescentou liderança de veterano ao vestiário de Sitake. Contra Notre Dame, esse impacto apareceu na produção defensiva.
Ele liderou BYU com nove tackles e acrescentou um tackle para perda de jardas. Também foi a principal fonte de pressão ao quarterback, com cinco pressões, de acordo com o levantamento.
Assim, sua atuação foi além das tarefas tradicionais de um linebacker que joga recuado: Uluave apareceu em diferentes regiões do campo e também interferiu diretamente na proteção de passe adversária.
Isaiah Glasker volta e recebe a melhor nota da defesa
A presença de Glasker era uma dúvida durante a semana. Ele havia se machucado contra TCU e perdido o confronto seguinte com Iowa State, mas voltou para enfrentar Notre Dame e teve um impacto imediato.
Foram seis tackles e três passes defendidos. Segundo o PFF, Glasker terminou com a maior nota entre os defensores de BYU na partida.
Lee considera que a combinação com Uluave pode formar a melhor dupla de linebackers da Big 12. A atuação no sábado mostrou o peso dos dois no resultado, especialmente diante da incerteza sobre a condição de Glasker antes do jogo.
Raider Damuni limita o jogo aéreo
Damuni também retornou de lesão, sofrida contra Utah Tech, e reforçou a defesa. Na avaliação de Lee, voltou sem perder ritmo e apresentou uma de suas melhores atuações.
O safety liderou o time com seis “stops”, métrica do PFF para tackles em jogadas consideradas malsucedidas para o ataque. Foi o dobro do total do defensor de BYU mais próximo nesse critério.
Na cobertura, o quarterback CJ Carr lançou seis passes em sua direção, e Damuni permitiu apenas três recepções para 12 jardas. A eficiência ajudou a limitar o ataque aéreo dos Fighting Irish durante boa parte da partida.
Contra o wide receiver Micah Gilbert, Damuni não permitiu nenhuma recepção quando os dois estiveram em confronto direto. Também registrou um passe defendido, completando uma contribuição importante para a vitória por 28 a 24.