Análise aponta seis problemas dos Falcons na derrota sob chuva para os Buccaneers
Penix, o jogo terrestre e a defesa contra a corrida estão entre os pontos criticados após a derrota de Atlanta em Tampa.
Os Falcons afundaram sob a chuva em Tampa, e a análise de Tre'Shon Diaz para o SB Nation não encontrou destaques positivos na semana 8. Em vez dos habituais altos e baixos, o autor apontou seis desempenhos preocupantes na derrota para os Buccaneers.
Michael Penix Jr.
Segundo Diaz, esta foi a pior versão de Penix. O quarterback tem começado devagar durante toda a temporada, mas não vinha cometendo tantos turnovers. É um passador que depende de ritmo: quando o perde, tem dificuldade para recuperá-lo; quando o encontra, está entre os mais eficientes.
O plano de jogo foi ruim e o tempo também, mas, na avaliação do autor, isso não justifica passes descuidados apoiado no pé de trás ou lançamentos em cobertura dupla ou tripla. Ele não espera que Penix volte a jogar tão mal, embora caiba ao quarterback impedir que isso aconteça.
Em uma publicação nas redes sociais, Diaz observou que Todd Bowles congestionou a linha de scrimmage e Penix voltou a sofrer contra essas formações. Um defensor posicionado no meio da cobertura atrapalhou o quarterback durante todo o jogo; ele teve dificuldades quando obrigado a se movimentar, sua mecânica piorou e as más decisões se acumularam. Para o analista, foi o pior jogo de sua carreira.
Matthew Bergeron
O guard recebeu uma extensão de contrato baseada em seu potencial, mas, na opinião de Diaz, não está correspondendo. Diferentemente de outros jogadores da linha, Bergeron não tem o físico típico de um bloqueador de esquema de corrida em zona externa. Suas características deveriam se adaptar aos conceitos de gap ou duo, mas o time não tem conseguido correr com sucesso atrás dele nessas jogadas.
Entre os homens de linha de Atlanta, ele não pode usar a diferença de tamanho apontada por muitos para explicar a desvantagem contra Tampa Bay, mas foi dominado repetidamente. Se não reagir, escreve Diaz, Bergeron será a primeira grande mancha no currículo de Cunningham: independentemente do que acontecer nesta temporada, o time está vinculado ao jogador até 2027.
Defesa contra a corrida
Os Falcons não permitiram uma única recepção, mas cederam 324 jardas terrestres. Os linebackers calouros sofreram durante toda a partida, e adversários estão explorando a agressividade do esquema defensivo com corridas em gap. Para Diaz, Jeff Ulbrich está sem respostas.
O coordenador aumentou o uso de movimentos diagonais da linha defensiva, em que os defensores se alinham em um espaço e atacam outro, mas a medida não resolve o problema. A defesa não sabe para onde a bola vai e tenta surpreender o ataque, sem sucesso. Além disso, em esquemas de gap, os bloqueadores normalmente fecham para dentro e podem absorver quem aparecer no novo espaço. As lesões na linha defensiva também cobraram seu preço e ajudam a explicar as dificuldades.
Das 324 jardas, 229 vieram após o contato, segundo dados citados pelo autor. O clima também influenciou esse número. Ao analisar as corridas explosivas de Tampa Bay, Diaz apontou movimentos ineficazes da linha, espaços enormes e bloqueadores chegando facilmente ao segundo nível. Os linebackers tiveram dificuldade para ler as jogadas e foram dominados pelos bloqueios; Xavier Watts atacou mal os espaços, e os tackles foram deficientes em toda a defesa.
Ataque terrestre
Para Diaz, os Falcons precisam produzir contra bons adversários se quiserem ser tratados como um time vencedor. O jogo terrestre foi neutralizado por quatro semanas seguidas, e Bijan Robinson não consegue compensar os bloqueios ruins toda semana.
O autor viu falta de confiança de Tommy Rees na decisão de começar lançando sob chuva intensa. Em sua avaliação, o coordenador não apresentou uma justificativa suficiente para abandonar a corrida tão cedo.
Depois da melhor semana do time com formações de múltiplos tight ends, Rees tentou fazer quase tudo com três wide receivers e um tight end, permitindo que Tampa Bay mantivesse cinco defensive backs em campo durante o jogo. Ele usou mais conceitos com bloqueadores se deslocando lateralmente, mas recorreu bem menos a corridas em gap e zona interna. Para Diaz, o ataque parece experimentar soluções sem direção, sem encontrar uma que funcione.
Em outra análise, o autor avaliou que o interior da linha ofensiva foi dominado. Atlanta não conseguiu correr em nenhuma direção e sofreu ainda mais pelo lado esquerdo. Diversos conceitos falharam, e os tackles perderam com frequência no ponto de contato. Diaz também elogiou Josiah Trotter, camisa 45, que, segundo ele, castigou os Falcons e venceu os bloqueadores do interior.
Xavier Watts
Diaz já havia destacado uma segunda temporada abaixo das expectativas para Watts, embora na semana anterior tivesse ponderado que o safety não estava realmente jogando mal. Contra Tampa Bay, porém, considerou sua atuação terrível e, assim como a de Penix, a pior pelo time.
Watts leu mal os ângulos e se posicionou incorretamente contra a corrida. Seus tackles em campo aberto também foram ruins e contribuíram para várias jogadas explosivas. O jovem safety deverá ter mais chances de atuar contra o passe na semana seguinte, e o autor espera que isso ajude a recuperar sua confiança.
Nick Folk
Na avaliação de Diaz, o capitão de 41 anos não será a solução para os problemas de longa data dos Falcons com kickers. O autor considera difícil usar o tempo como desculpa quando Chase McLaughlin acertou todas as suas tentativas pelo outro lado.
Segundo ele, Atlanta não confia em Folk para chutes de mais de 50 jardas e começa a perder a confiança também nas tentativas mais curtas. O kicker assinou por dois anos, mas os Falcons podem dispensá-lo ao fim da temporada sem prejuízo financeiro.
Para Diaz, a chuva não apaga as lições da partida: o planejamento de Atlanta foi falho, e a equipe caiu para o terceiro lugar. O próximo desafio também não seria fácil, com o ataque explosivo dos Bengals pela frente na Espanha.