Broncos x Panthers: corridas, estreia de Onyedim e evolução de Nix em foco
Análise destaca a divisão entre Dobbins e Coleman, as lesões na defesa de Denver e o desafio para o quarterback.
O Denver Broncos pode conquistar sua sétima vitória na temporada e a quinta consecutiva no domingo, diante do Carolina Panthers. Christopher Hart, do SB Nation, destacou três questões para acompanhar no confronto da Semana 9.
Quem liderará as corridas de Denver?
Hart considera o jogo terrestre uma chave para vencer Carolina, cuja defesa contra corridas está entre as cinco piores da NFL. Sem RJ Harvey, o trio de corredores dos Broncos ficou reduzido a J.K. Dobbins e ao calouro Jonah Coleman.
Dobbins praticamente não entrou em campo no segundo tempo contra os Chiefs. Coleman dominou o tempo de jogo nessa etapa, somou 104 jardas totais e um touchdown e fez várias jogadas importantes na vitória.
Questionado na quarta-feira sobre um possível controle da carga de Dobbins, o técnico Sean Payton sugeriu que a ausência do corredor no segundo tempo preocupava mais a imprensa e os torcedores do que a equipe.
“Ele é uma parte enorme do que fazemos. A cada semana, muitas vezes observamos qual running back está em melhor momento. Mas ele tem sido fantástico. Para responder à pergunta: não, isso não é um assunto urgente para nós aqui. Pode ser para vocês, mas não para nós. Estamos bem. Estamos satisfeitos com o revezamento”, afirmou Payton.
Dobbins tinha 94 corridas para 306 jardas e três touchdowns na temporada. Sua média de 3,3 jardas por tentativa era a segunda pior entre running backs da NFL com pelo menos 90 corridas. Embora a amostra de Coleman seja limitada, Hart considera que o calouro vive o melhor momento do grupo e deveria receber mais oportunidades.
Payton já disse que é mais fácil planejar um jogo com dois running backs do que com três. O autor quer saber se as corridas serão divididas de maneira equilibrada ou se um dos dois assumirá o papel principal contra Carolina.
Tyler Onyedim fará sua estreia na temporada?
A vitória sobre os Chiefs teve um custo: o cornerback Kris Abrams-Draine, o safety Brandon Jones e o defensive lineman Eyioma Uwazurike saíram lesionados e talvez não enfrentem os Panthers. Nenhum deles participou do treino de quarta-feira.
A ausência de Uwazurike seria uma perda para Denver. Ele tem papel importante na rotação da linha defensiva e é o terceiro jogador do grupo em snaps, atrás de Zach Allen e Malcolm Roach. Por outro lado, sua eventual ausência poderia abrir caminho para a estreia na temporada do calouro Tyler Onyedim, escolhido na terceira rodada.
Onyedim ficou fora de todos os jogos até então por decisão técnica, em grande parte pela profundidade do elenco na posição. Hart não espera muitos snaps, mas gostaria de vê-lo receber suas primeiras oportunidades. Denver já precisou recorrer a reservas diversas vezes nas últimas temporadas; se Onyedim jogar, o autor espera ver sinais de seu potencial na estreia em temporada regular na NFL.
Bo Nix manterá a evolução?
Denver pode chegar à folga com campanha de 7–2. Hart considera isso um feito, dada a inconsistência ofensiva e a dificuldade dos adversários enfrentados na primeira metade da temporada.
Segundo o analista, a evolução do ataque provavelmente determinará até onde a equipe pode chegar. Ele ainda não vê um ataque de nível de Super Bowl, mas destaca o progresso de Bo Nix nas duas semanas anteriores, mesmo sem grandes números individuais.
A defesa terrestre dos Panthers inspira dúvidas, mas a equipe chega ao duelo entre as dez melhores em vários indicadores contra o passe, incluindo percentual de passes completos permitido, jardas aéreas por jogo, jardas por tentativa e touchdowns. Hart diz ter se surpreendido com esses números diante da falta de jogadores de destaque na secundária.
Por outro lado, Carolina teve dificuldades para pressionar quarterbacks: seus 11 sacks o colocavam entre os cinco piores times da liga. A secundária também sofria com lesões e poderia ficar sem um de seus titulares pelo lado externo.
Esses problemas podem dar a Nix e ao ataque aéreo de Denver uma oportunidade. Se a linha ofensiva protegê-lo e lhe der tempo para lançar, Hart acredita que o quarterback poderá ter uma de suas melhores partidas. Nas duas temporadas anteriores, as coisas começaram a encaixar para ele perto da metade do calendário; o autor espera uma atuação que sinalize avanços no restante do ano.