Colts chegam à Semana 5 com dúvidas sobre Jones, explosão e defesa
Análise avalia a reação de Indianapolis, o impacto da ausência de Alec Pierce e os riscos de uma possível troca por Marvin Harrison Jr.
Os Colts passaram de 0–2 para 2–2, mas ainda são difíceis de avaliar. As derrotas iniciais vieram contra Ravens e Chiefs, dois adversários fortes. As vitórias foram sobre os Texans sem Nico Collins e os Commanders com o terceiro quarterback.
Mesmo com turnovers de Daniel Jones e poucas jogadas explosivas, Indianapolis lidera a NFL em eficiência terrestre medida por EPA, a estimativa de pontos acrescentados pelas jogadas. A coluna do Colts Film Room apresenta cinco reflexões antes da visita a Pittsburgh.
1. Jones pode melhorar
O autor reconhece o peso emocional das reações durante os jogos, mas considera ilógico colocar Jones no banco agora. Carlie Irsay-Gordon já aumentou publicamente a pressão sobre a direção e a comissão técnica, que comprometeram US$ 90 milhões por dois anos com o quarterback.
Na avaliação da coluna, a equipe não salvaria os empregos trocando o jogador recém-contratado por Anthony Richardson, que já havia perdido a posição. Jones mostrou capacidade de jogar melhor; o mau início não precisa definir toda a temporada.
O principal problema são as perdas de bola. Interceptações e fumbles o acompanham desde New York, reapareceram no fim de 2025 e continuam em 2026. Os strip-sacks sofridos diante de Odafe Oweh e Will Anderson Jr. são apontados como erros inaceitáveis que pesam na avaliação de seu desempenho.
2. A ausência de Alec Pierce muda o ataque
O contrato de Pierce foi criticado por seu valor. A coluna atribui parte do custo à demora da direção para renovar com jogadores em ascensão e à dificuldade de equilibrar as negociações dele e de Jones. Em campo, porém, sua ausência cria um problema claro.
Nas quatro primeiras partidas, os Colts tiveram 43 jogadas de pelo menos dez jardas e 14 de pelo menos 20. Ambos são o segundo menor total para esse início de temporada na gestão de Chris Ballard.
O ataque de Shane Steichen depende de jogadas que mudem rapidamente a posição de campo, reduzindo a quantidade de snaps necessária para pontuar e a exposição a turnovers, sacks e perdas de jardas. Essa filosofia ajudou a motivar tanto a escolha de Richardson quanto o investimento em Pierce.
Sem a ameaça profunda, a equipe precisa sustentar os drives com alta taxa de sucesso. Também enfrenta mais Cover 3: a proporção passou de 24% nas quatro primeiras semanas de 2025 para 33% em 2026.
3. O que Tyler Warren oferece
Warren continua sendo um bom jogador, embora sua produção possa frustrar quem esperava maior volume no fantasy. A análise o descreve como um atleta explosivo em linha reta, forte no bloqueio e no ponto da recepção, mas com uma árvore de rotas mais limitada.
Ele não cria separação nas mudanças de direção como os tight ends mais versáteis citados na coluna. Sua força é especialmente útil na red zone; no meio do campo, coberturas mais compactas dificultam quebrar tackles quando o adversário não teme o passe longo.
Apesar de um drop incomum semanas antes, o autor elogia suas mãos e sugere combinar suas rotas mais eficientes com ações que ameacem a corrida. Warren não é o problema do ataque, mas dificilmente será toda a solução.
4. A defesa ainda precisa de um teste
Depois de um começo ruim contra Kansas City e Baltimore, a defesa reagiu diante de ataques desfalcados. Os Steelers oferecem um desafio um pouco maior e uma oportunidade de medir se houve evolução real.
A unidade ainda está encontrando sua identidade. Para a coluna, uma grande defesa não surge de repente: será necessário resolver problemas e sustentar o desempenho contra adversários mais completos.
5. Uma troca atraente como história, arriscada como decisão
Relatos de interesse dos Colts em Marvin Harrison Jr. tornaram mais concreta uma especulação que o autor inicialmente julgava improvável. Ele gosta da história, mas discorda da ideia de permitir que um general manager pressionado compre reforços para corrigir falhas do próprio elenco.
O custo poderia ser pequeno, e o recebedor poderia ajudar no presente e no futuro, independentemente da situação de Ballard. Ainda assim, a coluna critica o processo de abrir mão de ativos em um mercado favorável aos vendedores e cita AD Mitchell como uma alternativa que poderia ter permanecido no elenco.
Uma vitória em Pittsburgh levaria Indianapolis acima de 50% de aproveitamento. O autor espera uma temporada de jogos disputados e entende que, se houver classificação aos playoffs, ela dependerá de resistência mental e de conquistar cada vitória, sem subestimar adversários.