Análise: quem os Dolphins podem negociar ou buscar antes do prazo de trocas
Austin Jackson, Joshua Uche e Zach Sieler lideram a lista de possíveis saídas; Brian Thomas Jr., Jauan Jennings, Solomon Thomas e Jerry Jeudy aparecem como alvos especulativos para Miami.
Com o prazo de trocas da NFL marcado para 10 de novembro, os Miami Dolphins podem decidir entre negociar veteranos para ampliar o capital de Draft ou aproveitar o mercado para buscar jogadores com valor em baixa. O gerente-geral Jon-Eric Sullivan já aceitou uma troca de longo prazo: na última offseason, enviou Jaylen Waddle aos Denver Broncos por escolhas de Draft. Agora, com Miami em 0–5, outros nomes aparecem em listas de possíveis negociações.
Uma análise publicada por Jim Reed reúne especulações de diferentes veículos. Austin Jackson, Joshua Uche e Zach Sieler são os três jogadores dos Dolphins citados com maior frequência, mas não há confirmação de que a equipe esteja negociando qualquer um deles.
Quem pode sair de Miami
Austin Jackson
O right tackle está no último ano de contrato e tem salário-base baixo, combinação que pode torná-lo um aluguel acessível pelo restante da temporada. Análises da Sports Illustrated e da CBS Sports apontam a demanda por tackles titulares; a Heavy também destaca que equipes com problemas na linha ofensiva poderiam usá-lo imediatamente.
O texto cita os Philadelphia Eagles entre os times que enfrentam baixas na linha e os Jacksonville Jaguars como possível interessado, já que não contavam com Anton Harrison naquele momento. Se a diretoria quiser transformar um jogador em escolha de Draft sem desmontar a defesa, Jackson é apresentado como uma das saídas mais diretas.
Joshua Uche
Uche chegou a registrar 11,5 sacks em uma temporada, em 2022. A Bleacher Report sugeriu que uma escolha de rodada tardia poderia valer o reforço para a pressão ao quarterback, citando o Baltimore Ravens como possível destino. A ESPN também observa que transformar a contratação do veterano em uma escolha útil pode fazer sentido para uma equipe em reconstrução.
Há, porém, um argumento para mantê-lo: Uche tem jogado bem e ainda pode contribuir quando Miami voltar a competir. A decisão depende do valor que Sullivan atribui à continuidade da defesa contra o retorno de uma escolha futura.
Zach Sieler
Sieler é descrito como o principal ativo de troca dos Dolphins e, ao mesmo tempo, o veterano mais difícil de substituir. Aos 31 anos, segundo o elenco oficial de Miami, ele continua sendo uma peça importante na linha defensiva. A Athlon Sports aponta que a ausência de valores garantidos após 2026 pode levar o clube a considerar uma dispensa na offseason; um concorrente que precise de ajuda pelo meio da linha poderia oferecer uma escolha de Draft.
O cálculo de teto salarial do Spotrac, reproduzido na análise atribui custos de dead cap à possível saída de Sieler: US$ 10 milhões em 2026 e mais de US$ 24 milhões em 2027. Para Jackson, a estimativa é de US$ 4,5 milhões e US$ 14 milhões, respectivamente; para Uche, cerca de US$ 600 mil em 2026. São projeções ligadas ao momento e ao formato de uma eventual troca, não decisões ou valores já realizados.
Outras opções de venda
Willie Gay Jr. poderia perder espaço porque outros linebackers têm recebido a maior parte dos snaps, segundo uma análise da FanSided. Jalen Tolbert também aparece como candidato: a avaliação é que o recebedor talvez não esteja sendo usado da melhor forma em Miami, mas poderia servir como opção de rotação em outro ataque. Já Zayne Anderson tem um quadro misto nos números citados: aparece em 30º entre safeties na nota do PFF, embora tenha permitido apenas duas recepções na temporada.
Miami também pode buscar reforços
Mesmo em reconstrução, os Dolphins poderiam tentar adquirir jogadores jovens cujo valor caiu em outras equipes. O espaço disponível no teto salarial de 2026 — pouco mais de US$ 6 milhões segundo a estimativa do Spotrac citada no texto — limita esse plano. Os nomes abaixo são sugestões de mercado, sem indicação de negociações confirmadas.
Brian Thomas Jr.
O recebedor dos [Jacksonville Jaguars] tem 24 anos e está sob contrato de calouro, com opção de quinto ano por ter sido escolhido na primeira rodada. Em seu ano de estreia, somou cerca de 1.200 jardas e dez touchdowns e foi selecionado para o Pro Bowl. A análise considera que seu potencial e o tempo de contrato poderiam custar uma escolha de segundo dia do Draft de 2027 — um preço alto, mas ainda inferior ao de uma estrela estabelecida.
Jauan Jennings
Jennings assinou um contrato de um ano e US$ 8 milhões com o Minnesota Vikings, mas, até a publicação da análise, tinha apenas duas recepções para nove jardas em Minnesota. Nas duas temporadas anteriores com o San Francisco 49ers, porém, acumulou cerca de 1.600 jardas e 15 touchdowns. O coordenador ofensivo de Miami, Bobby Slowik, já conhece o recebedor; a estimativa citada é de que o custo salarial restante ficaria perto de US$ 2 milhões.
Solomon Thomas
O defensive tackle do Tennessee Titans soma 18,5 sacks e 145 tackles em dez temporadas. A proposta seria apostar em um veterano por baixo custo — entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões de salário, além de uma compensação de troca pequena — para reforçar uma linha que pode perder Uche. A própria análise admite que Thomas talvez já não esteja no auge.
Jerry Jeudy
O recebedor dos Cleveland Browns tem 27 anos e, no recorte apresentado, registrava 12 recepções para 150 jardas, a quinta maior marca do time. Uma escolha de terceiro dia poderia bastar, segundo a projeção, e Miami teria cerca de US$ 1 milhão a pagar no restante da temporada. O contrato traz ainda US$ 22,9 milhões não garantidos em 2027, valor que precisaria ser renegociado para viabilizar a operação.
Sullivan pode vender, comprar ou combinar as duas estratégias. A troca de Waddle mostra que a diretoria está disposta a abrir mão de talento imediato por escolhas futuras; a decisão até 10 de novembro indicará se essa orientação continua valendo para os demais veteranos do elenco.