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Análise

Eagles x Jaguars em Londres: defesa de Jacksonville e duelo das linhas são destaques

Em entrevista ao Bleeding Green Nation, Gus Logue analisa a evolução dos Jaguars, o jogo terrestre e os confrontos com os Eagles na Semana 5.

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Liam Coen, treinador do Jacksonville Jaguars, fala à imprensa após um treino conjunto em Metairie, em 13 de agosto de 2026.
Liam Coen, treinador do Jacksonville Jaguars, fala à imprensa após um treino conjunto em Metairie, em 13 de agosto de 2026.Crédito: Tyler Kaufman/Getty Images

Philadelphia Eagles e Jacksonville Jaguars se enfrentam em Londres na Semana 5, em um momento de mudanças na linha ofensiva de Philadelphia: Lane Johnson anunciou a aposentadoria e Cam Jurgens foi negociado.

Para antecipar o confronto, o Bleeding Green Nation ouviu Gus Logue, do Big Cat Country, sobre a evolução de Jacksonville, sua defesa e os duelos que podem definir a partida. As avaliações e o palpite abaixo são do entrevistado.

1. O que mudou com Liam Coen?

Os Jaguars têm campanha de 16-5 na era Liam Coen. Logue considera que o treinador respondeu à dúvida que existia na contratação: além de chamar boas jogadas, seria capaz de construir uma cultura vencedora?

Ele cita a vitória por cinco pontos em Cincinnati como sinal de crescimento. Na Semana 2 da temporada anterior, Jacksonville havia permitido uma virada comandada por Jake Browning no mesmo estádio.

Coen disse aos jogadores após o novo encontro que ainda havia aspectos a corrigir, mas que a cultura e a resistência da equipe prevaleceram. O treinador contrastou o resultado com a experiência ruim da visita anterior.

Outro momento importante foi a derrota para Houston na Semana 10 de 2025, quando Davis Mills comandou uma reação no segundo tempo. Jacksonville respondeu com oito vitórias seguidas, conquistou a divisão e recebeu um jogo de playoffs, antes de perder por pouco para os Bills de Josh Allen na rodada de wild card.

Segundo Logue, os Jaguars são o segundo melhor time desta temporada, atrás dos 49ers, em saldo de pontos, DVOA e FPI da ESPN. Ele também destaca a relação entre Coen e Trevor Lawrence, o trabalho de montagem da comissão e a conexão do treinador com o elenco.

O entrevistado coloca Coen ao lado de Tom Coughlin entre os maiores líderes da história da franquia e projeta que o coordenador defensivo Anthony Campanile poderá se tornar treinador principal em um ou dois anos.

2. Por que a defesa tem sofrido tão poucos pontos?

A unidade de Campanile cedeu o segundo menor total de pontos da NFL nesta temporada. Para Logue, a base desse desempenho é a defesa contra a corrida.

Josh Hines-Allen e Travon Walker controlam as extremidades, direcionando as corridas para o nose tackle DaVon Hamilton e o linebacker Foye Oluokun. Arik Armstead, Matt Dickerson, Danny Striggow, Dennis Gardeck e Ventrell Miller também são citados como contribuições importantes do front seven.

A filosofia, segundo a entrevista, combina parar as corridas, limitar jogadas explosivas e recuperar a posse. A chegada de Travis Hunter ampliou os recursos da secundária.

Jacksonville não permitiu que um corredor atingisse 75 jardas terrestres em 22 jogos, a quarta melhor sequência de uma equipe na era do Super Bowl. Desde o início da temporada anterior, lidera a liga com 28 interceptações e divide a primeira posição com 39 recuperações de posse. A defesa conseguiu ao menos uma recuperação em dez partidas consecutivas.

Logue reconhece que ainda é possível reduzir os passes explosivos. Ele elogia Campanile por combinar estruturas de cobertura semelhantes às de Vic Fangio com pacotes de pressão que lembram Brian Flores em situações de terceira descida longa.

3. Quais jogadores menos conhecidos merecem atenção?

No ataque, Logue destaca o recebedor novato Josh Cameron, de Baylor. Seus bloqueios e a segurança nas recepções renderam um papel parcial, mesmo em um grupo com três titulares considerados fortes.

Cameron participou de 19, 10, 23 e 22 snaps nas quatro primeiras partidas e passou a receber espaço que antes pertencia a Brian Thomas Jr. O entrevistado aponta bloqueios no jogo terrestre e recepções difíceis na red zone como exemplos de seu impacto.

Na defesa, o nome é o safety de segundo ano Rayuan Lane III. Eric Murray sofreu uma concussão, enquanto Caleb Ransaw, que disputou 33, sete e 19 snaps defensivos nas três primeiras semanas, foi colocado na lista de lesionados com um problema no joelho.

Lane deverá ganhar espaço em formações com seis defensive backs e pode começar contra Philadelphia se Murray, ausente do treino de quarta-feira, não atuar. Escolhido na posição 200 do draft anterior, o ex-jogador de Navy fez o tackle que encerrou o jogo em uma quarta descida na última rodada.

4. Onde cada equipe pode levar vantagem?

Para Logue, Jacksonville pode explorar o meio do campo pelo passe. Ele aponta o momento de Cooper DeJean e as lesões de Zack Baun e Jihaad Campbell como fatores que tornam a defesa dos Eagles vulnerável nessa região.

Segundo dados da Sports Info Solutions citados na entrevista, Lawrence lidera a NFL em passer rating, com 138,6, e em jardas líquidas ajustadas por tentativa, com 11,1, nos passes entre as marcas internas do campo. Parker Washington, Jakobi Meyers e Brenton Strange são os principais nomes destacados nas rotas para o meio.

A vantagem de Philadelphia aparece no confronto dos defensive tackles Jalen Carter e Jordan Davis com Emmanuel Pregnon, Robert Hainsey e Ezra Cleveland, no interior da linha de Jacksonville.

Os Jaguars resistiram a jogadores fortes dessa posição contra Patriots e Bengals, mas Logue considera a linha ofensiva a principal vulnerabilidade para uma campanha longa nos playoffs. O grupo aparecia entre os cinco piores em grande parte dos rankings de pré-temporada e tem sido valorizado pelo esquema, pelas chamadas e pela movimentação de Lawrence no pocket.

5. Qual é o palpite do entrevistado?

Logue prevê vitória dos Jaguars por 34 a 21. Ele afirmou que já havia feito esse palpite em maio, quando o calendário foi divulgado, antes dos atuais desfalques dos Eagles.

Na sua avaliação, as saídas de Jeff Stoutland, A.J. Brown e Jaelan Phillips na mesma intertemporada eram perdas relevantes. Ele considera a defesa terrestre de Jacksonville bem preparada para limitar Saquon Barkley e vê a combinação Lawrence-Coen como um fator que compensa parte da vantagem de Philadelphia em talento geral do elenco.

Quando a pergunta foi feita, os Eagles eram apontados como azarões por 6,5 pontos em campo neutro. Uma nota do texto original informa que a linha depois passou a 7,5 pontos.

A entrevista com as respostas sobre os Eagles está disponível no Big Cat Country.

Fonte: Yahoo Sports — NFL.

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