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Análise

Ataque dos Eagles regride, mas Reuben Frank pede tempo para Mannion

Coluna analisa a queda ofensiva, o legado de Lane Johnson, as alternativas de corrida e estatísticas históricas em dez observações sobre Philadelphia.

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Montagem com Sean Mannion e Lane Johnson, dos Eagles.
Montagem com Sean Mannion e Lane Johnson, dos Eagles.

Os Eagles começaram a temporada com 12 ex-Pro Bowlers no elenco de 53 jogadores: Zack Baun, Quinyon Mitchell, Cooper DeJean, Jonathan Greenard, Jalen Carter, Saquon Barkley, Lane Johnson, Cam Jurgens, Jalen Hurts, Andy Dalton, Landon Dickerson e Jake Elliott.

Na Semana 5, Johnson se aposentou, Jurgens foi trocado, Dalton foi dispensado e seis integrantes desse grupo tiveram lesões. Hurts, DeJean e Elliott eram os três que não haviam passado por nenhuma dessas situações. Esse é o cenário da coluna de dez observações de Reuben Frank.

1. Ainda é cedo para uma conclusão sobre Sean Mannion

Frank considera legítimo questionar a escolha do coordenador ofensivo, mas acha precipitado dar uma resposta definitiva. Mannion está sem quatro jogadores de linha, um recebedor de destaque e dois running backs, enquanto acaba de recuperar seu tight end. O coordenador evita usar as lesões como desculpa, embora elas limitem as opções.

A preocupação do colunista é não identificar a proposta do ataque. O discurso da preparação sobre jogar sob o center e usar play-action não se traduziu no padrão esperado. Frank questiona quanto da estrutura é de Mannion e quanto continua sendo de Nick Sirianni.

Também houve regressão clara entre as duas primeiras e as duas últimas partidas:

Indicador por jogo Duas primeiras semanas Duas semanas seguintes
Pontos 24 13,5
Jardas 330 210
Conversão de terceiras descidas 53% 9,5%
Jardas por jogada 5,3 4,0

As marcas iniciais colocavam o time na metade superior da NFL. No recorte seguinte, os Eagles ficaram no fim da liga nesses indicadores; em pontuação, eram 30º. Frank ressalta a amostra pequena e diz que uma atuação de 390 jardas e 30 pontos contra Jacksonville, apresentada como hipótese, aliviaria a preocupação.

Se o ataque continuar nesse nível depois da recuperação dos titulares, a cobrança sobre Mannion terá outro peso. Por enquanto, o autor pede tempo, mas também sinais rápidos de melhora.

2. Quatro carreiras inteiras em Philadelphia

Por mais de 30 anos, Mike Quick foi o último Eagle a chegar ao Pro Bowl e depois se aposentar tendo defendido apenas a franquia. Nos últimos anos, Jason Kelce, Fletcher Cox, Brandon Graham e Lane Johnson se juntaram a esse grupo.

Desde 1960, Frank também cita Roynell Young, Wally Henry, Frank LeMaster e Jerry Sisemore entre os jogadores que fizeram Pro Bowl e encerraram a carreira sem atuar por outro clube.

3. Onde Lane Johnson entra entre os maiores Eagles

Na classificação pessoal de Frank, apenas Reggie White e Chuck Bednarik ficam indiscutivelmente à frente de Johnson. O tackle combina reconhecimento individual com conquistas coletivas: ele, Bednarik e Pete Pihos são os únicos Eagles com seis Pro Bowls e dois títulos pela equipe.

O top 10 proposto pelo colunista é: Reggie White, Chuck Bednarik, Pete Pihos, Lane Johnson, Brian Dawkins, Jason Kelce, Al Wistert, Steve Van Buren, Eric Allen e Jason Peters.

Na faixa seguinte, ele inclui Pete Retzlaff, Donovan McNabb, LeSean McCoy, Brian Westbrook, Mike Quick, Harold Carmichael, Fletcher Cox, Seth Joyner, Malcolm Jenkins e Troy Vincent. Em uma brincadeira, deixa Andy Dalton abaixo desse grupo.

4. “Qual dos dois Super Bowls?”

Frank lembra uma conversa no vestiário no início da temporada de 2025, meses depois do título do Super Bowl LIX em New Orleans. Johnson começou a falar da primeira conquista e parou, rindo, ao perceber que precisava especificar a qual Super Bowl se referia.

Para o jornalista, o episódio sintetizou a dimensão de dois títulos em oito anos, ambos com o tackle como peça importante.

5. Como dividir as corridas sem Barkley

Com Saquon Barkley ainda fora por pelo menos mais uma semana devido à lesão na parte posterior da coxa e Tank Bigsby na lista de lesionados, com cirurgia prevista por lesão na musculatura central, Will Shipley e Dameon Pierce devem liderar o backfield em Londres.

Frank vê Shipley como um corredor intenso, bom recebedor e bloqueador, mas considera Pierce mais preparado para uma carga elevada. Pierce teve 14 jogos com pelo menos 15 corridas pelos Texans, sete deles com 20 ou mais. Nas dez partidas com mais de 15 tentativas, sua média foi de 98 jardas e 4,6 por corrida.

Shipley nunca teve mais de dez corridas em um jogo. Nas cinco partidas em que passou de cinco tentativas, ficou abaixo de quatro jardas por carregada. O colunista imagina Pierce nas primeiras e segundas descidas e Shipley em boa parte das terceiras, sem tratar essa divisão como uma decisão da comissão.

Pierce teve apenas 14 corridas em 2025, entre Texans e Chiefs. Sua última grande carga veio no encerramento da temporada de 2024: 19 tentativas para 176 jardas contra os Titans, em Nashville, incluindo um touchdown de 92 jardas. Ele soma três touchdowns terrestres de pelo menos 50 jardas na carreira.

Na única atuação da pré-temporada citada, contra os Bengals, foram quatro corridas e 44 jardas. Shipley também mostrou explosão com uma corrida de 55 jardas na final da NFC. Carson Steele pode ter espaço, mas qualquer opção enfrentará a terceira melhor defesa terrestre da NFL, a dos Jaguars.

6. O passe interceptado de Andy Dalton

Se Dalton não voltar a jogar pelos Eagles depois da dispensa de sexta-feira, poderá encerrar a passagem como o primeiro quarterback da franquia a tentar exatamente um passe e vê-lo interceptado.

Outros cinco jogadores tiveram um único passe tentado e interceptado, mas não eram quarterbacks: Lee Woodruff em 1933, Rick Lackman em 1935, Hank Baskett em 2006, DeSean Jackson em 2008 e Jake Elliott em 2019.

Koy Detmer teve um passe e uma interceptação em uma temporada, em 2000, no fim da vitória por 41 a 14 sobre Dallas no jogo conhecido como Pickle Juice Game. Esse recorte de temporada é diferente de uma passagem inteira pela franquia.

7. A produção de talentos de Paulsboro

Com pouco menos de 300 alunos, a escola de Paulsboro, em Gloucester County, New Jersey, tem uma tradição incomum de jogadores profissionais. Brayshul Tuten, running back dos Jaguars com média de 4,6 jardas por corrida em sua segunda temporada, é o nome mais recente citado.

O safety Kevin Ross, ex-Temple e escolha de sétima rodada dos Chiefs, disputou 14 temporadas, foi titular em 191 jogos, interceptou 38 passes e fez dois Pro Bowls. Flipper Anderson, segunda rodada dos Rams em 1988, acumulou 5.357 jardas e 28 touchdowns em dez temporadas, com média de 20,1 jardas por recepção — a quarta maior da história e a maior dos últimos 50 anos, no recorte da coluna.

Alex Silvestro, não selecionado após Rutgers, atuou pelos Patriots em 2011. Isaac Redman, não selecionado de Bowie State, jogou cinco temporadas pelos Steelers, teve média de 4,1 jardas por corrida e chegou ao Super Bowl.

Gerald Hodges foi escolhido pelos Vikings na quarta rodada de 2013, após Penn State, e jogou seis temporadas. Julien Davenport, quarta rodada dos Texans em 2017, após Bucknell, teve cinco temporadas na NFL.

A escola também formou Glenn Howard, linebacker de Philadelphia e Baltimore Stars, campeão uma vez da USFL e participante de outra final. Ele depois treinou Paulsboro por 35 anos, ganhou 14 títulos de South Jersey Group 1 e se aposentou após 2021. O campo recebeu seu nome no ano passado. Frank acrescenta uma curiosidade: o estádio fica do outro lado da rua, já em Greenwich Township.

8. A marca de Jalen Hurts sem interceptações

Contra os Rams, Hurts chegou ao 28º jogo da carreira com pelo menos dois passes para touchdown e nenhuma interceptação. Só quatro quarterbacks tiveram mais partidas assim em suas primeiras 86 apresentações como titular: Patrick Mahomes, com 35; Aaron Rodgers, 31; Russell Wilson, 30; e Justin Herbert, 29.

Hurts está quatro jogos atrás de Donovan McNabb, que conseguiu esse tipo de atuação 32 vezes em 11 temporadas pelos Eagles.

9. Menos de três jardas por jogada

Em 64 jogos da NFL disputados até aquele momento, Philadelphia foi o único time a terminar uma partida com média inferior a três jardas por jogada: 2,97 contra os Rams. A segunda pior marca era 3,21 dos Cardinals na derrota por 31 a 7 para os Seahawks na Semana 2.

Foi a menor média dos Eagles desde 2,88 na derrota por 16 a 3 para os Giants em 2007, e a menor em casa desde 2,79 na derrota por 42 a 0 para Seattle em 2005, no jogo em que a franquia aposentou o número de Reggie White.

10. Mike Ditka também foi um Eagle

O treinador campeão com os Bears em 1985, que morreu na sexta-feira aos 86 anos, também passou por Philadelphia como jogador. Os Eagles o adquiriram antes da temporada de 1967, depois de cinco Pro Bowls e cinco seleções All-Pro com Chicago, duas no primeiro time.

Foram duas temporadas prejudicadas por lesões: 39 recepções, 385 jardas e quatro touchdowns. Depois, ele encerrou a carreira com quatro anos nos Cowboys. Após ter 14 jogos de pelo menos 100 jardas pelos Bears, nunca passou de 52 em uma partida pelos Eagles.

Ditka não falou com a imprensa de Philadelphia durante toda a segunda temporada. Em uma entrevista publicada no Inquirer em 8 de novembro de 1968, declarou se considerar em declínio e disse que não daria mais entrevistas porque não respeitava a maneira como os jornalistas locais o retratavam.

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