Giants: mailbag debate McCarthy, Hudson, Banks e reforços para o elenco
Ed Valentine responde sobre a disputa de quarterbacks, o futuro de Deonte Banks, o jogo terrestre e os ajustes para enfrentar Jayden Daniels.
A campanha 3–1 dos Giants abriu novas discussões sobre as decisões de John Harbaugh. Na coluna de perguntas dos leitores do Big Blue View, Ed Valentine analisa reforços, contratos e a possibilidade de ampliar o papel de J.J. McCarthy.
As respostas sobre escolhas de elenco e cenários futuros representam a avaliação do jornalista, sem indicar decisões já tomadas pela franquia.
Por que não houve extra point após o touchdown de Banks?
Wayne Wright perguntou por que os Giants não tentaram o chute depois do touchdown de Deonte Banks no fim do jogo contra Arizona. Valentine explicou que a regra mudou em 2018: uma tentativa ao fim da partida deixa de ser exigida se não puder alterar o resultado.
Embora pontos marcados possam aparecer nos critérios de desempate, esse item está tão abaixo na sequência que não torna a tentativa obrigatória.
O início 3–1 aumenta a busca por reforços?
Dumpster Dan perguntou se a campanha e a perda de Brian Burns mudam a procura por ajuda na linha defensiva e na posição de cornerback.
Valentine acredita que a equipe continuará buscando oportunidades, mas deve evitar gastar muitos recursos em soluções curtas. Jovens com potencial para fazer diferença por vários anos seriam outra situação. A disputa aberta na NFC East, porém, aumenta a tentação de reforçar o elenco para aproveitar 2026.
Banks pode ganhar uma extensão?
Martin Hand perguntou sobre o contrato do cornerback. Antes da temporada, Valentine consideraria uma extensão improvável. Se Banks mantiver o desempenho e a evolução de atitude, o jornalista agora vê espaço para um acordo de mais alguns anos.
A projeção de franchise tag citada, do Over The Cap, é de US$ 23,119 milhões para cornerbacks. Valentine não imagina esse caminho, mas admite uma extensão. Ainda faltam 13 jogos, e qualquer conclusão permanece provisória.
Patrick Ricard deixou de ajudar o jogo terrestre?
DWopper2 questionou o uso do fullback e sugeriu combinações com dois corredores. Valentine explicou que formações com dois running backs igualmente candidatos a receber a bola são raras na NFL atual; a estrutura mais comum combina corredor e bloqueador.
O autor atribui as dificuldades principalmente à ausência de Jaxson Dart. Na estreia, o quarterback correu 11 vezes para 54 jardas, média de 4,9, e produziu o avanço mais longo do time no ano, de 22 jardas. Nenhum running back passou de 13 jardas em uma tentativa.
O ataque foi montado para explorar a mobilidade de Dart e criar jogadas explosivas. Cam Skattebo e Najee Harris são corredores de força; Tyrone Tracy é, para Valentine, a opção mais próxima de um jogador capaz de produzir avanços longos e pode precisar de mais chances.
Esse também é um argumento para usar McCarthy em situações específicas. Ele não é tão perigoso no chão quanto Dart, mas permite acionar partes do sistema pouco adequadas a Jameis Winston.
Por que dar a posição de center a Bryan Hudson?
Norm Weiss lembrou que 71% de uma enquete favoreceram Hudson e questionou se a avaliação seria diferente caso ele fosse a escolha de segunda rodada e John Michael Schmitz, o não selecionado. O leitor também observou que a linha defensiva de Arizona era menos forte que as anteriores e que o ataque ainda não abriu muitos espaços.
Valentine responde que espera a saída de Schmitz após a temporada. Como Hudson mostrou sinais de que pode assumir a função, considera necessário dar-lhe tempo suficiente para uma avaliação mais segura.
Por que não colocar McCarthy logo como titular?
Taj Siddiqi sugeriu testar o recém-chegado para saber se pode ser uma opção principal ou um reserva confiável. Valentine começa por lembrar que Dart continua sendo o projeto de futuro da franquia.
O jornalista questiona a certeza de que McCarthy seria melhor que Winston. O quarterback disputou dez jogos, mas estava atrás de Kyler Murray e Carson Wentz em Minnesota, onde a comissão é reconhecida pelo trabalho com a posição. O fato de os Vikings negociarem o jogador tão cedo exige cautela, na sua visão.
Há também adaptação: não seria razoável esperar uma boa atuação se ele conhecesse apenas uma pequena parte do sistema — os 30% citados na resposta são uma hipótese, não uma medição — e quase não tivesse treinado com Malik Nabers, Isaiah Likely e Darnell Mooney.
Winston é capitão, integra o conselho de liderança e tem forte apoio no vestiário, algo incomum para quem iniciou o ano como reserva. Valentine alerta que uma mudança sem justificativa clara pode dividir o grupo.
Um pacote curto de jogadas faria sentido?
Joel Friedberg sugeriu uma pequena seleção de zone reads, corridas e passes para McCarthy em situações de poucas jardas. Valentine informou que os Giants já tinham um pacote preparado contra Arizona e manterão essa opção diante de Washington.
A mobilidade do jovem amplia possibilidades, mas a comissão precisa evitar que sua entrada torne a chamada previsível.
Lesões graves deveriam gerar alívio no teto salarial?
Michael Spina perguntou sobre uma exceção para atletas que perdem a temporada. Valentine explicou que a NFL trabalha com um teto salarial rígido e que não existe uma liberação automática do custo contratual só porque o jogador se lesionou.
Na leitura do colunista, atletas e clubes assumem riscos diferentes ao assinar, razão pela qual as equipes preservam espaço para reposições. Ele também questiona se seria adequado dar a um time que perde uma estrela a possibilidade de contratar outra com alívio extraordinário.
Os árbitros demoram a encerrar jogadas com disputa de bola?
John Foti manifestou desconforto com lances em que vários defensores seguram o portador enquanto outros tentam arrancar a bola. Valentine concorda que, às vezes, o apito demora demais quando a jogada se transforma em uma aglomeração.
Ele distingue isso do golpe direcionado à bola, conhecido como peanut punch, e cita Jevon Holland como um jogador eficiente nessa técnica.
Quais são os grandes “e se?” recentes dos Giants?
Matt Totaro perguntou por cenários alternativos ligados a lesões. Valentine disse não ter uma preferência nessa categoria e propôs outras duas hipóteses: uma reformulação que também afastasse Jerry Reese e Eli Manning quando terminou a passagem de Tom Coughlin, após a temporada de 2015; e a possibilidade de Justin Herbert ter entrado no draft de 2019.
Nesse segundo caso, o jornalista acredita que Dave Gettleman teria feito um grande esforço para selecioná-lo. São exercícios de imaginação do autor, não negociações que ocorreram.
Como está a rotina de recuperação de Dart?
Francis Castros perguntou sobre presença nas instalações, reuniões, contato com McCarthy e jogos. Valentine explicou que os jornalistas não têm acesso direto ao quarterback neste momento e provavelmente só voltarão a entrevistá-lo oficialmente ao fim da temporada.
O autor acredita que ele participe do ambiente e da reabilitação conforme puder, mas não apresentou uma rotina confirmada. A ida aos jogos depende da capacidade física e da segurança. Embora não estivesse presente na sexta-feira, Valentine relatou ter ouvido de colegas que Dart foi visto nas instalações pela primeira vez desde a cirurgia.
Quanto McCarthy já aprendeu do ataque?
Michael Spezio perguntou sobre a evolução além dos elogios públicos e comparou as possibilidades do jogador às estreias de Dart e Jalon Daniels.
Valentine reforça que McCarthy chegou há pouco mais de uma semana a uma equipe que treina desde abril. Não conhece todo o sistema, e os snaps com os titulares pertencem a Winston, que também precisa dessa preparação depois de passar primavera e verão como reserva.
Dart trabalhou com a primeira unidade desde abril até se lesionar. Daniels também esteve com Tampa Bay desde abril, um tempo importante antes de sua boa atuação de quinta-feira. O jornalista admite que McCarthy possa começar jogos em algum momento, mas não vê evidência suficiente para a urgência defendida por parte da torcida.
A defesa deve repetir as blitzes contra Arizona?
Doug Mollin perguntou quanto a comissão deve impor seu estilo e quanto precisa se adaptar a Jayden Daniels. Valentine explica que todo sistema tem uma base, mas precisa variar conforme o adversário.
Pressionar intensamente Jacoby Brissett, um quarterback menos móvel, é diferente de fazer o mesmo com Daniels e deixar cobertura individual atrás da blitz. Se a pressão não chegar a tempo, o quarterback de Washington pode explorar grandes espaços correndo.
Na avaliação do autor, a defesa deve mostrar leituras diferentes, variar o uso dos atletas e ajustar sua identidade às forças de cada adversário, incluindo Terry McLaurin e as demais opções dos Commanders.