Giants x Eagles: três questões para o confronto da semana 9
Liderança da divisão, opções no jogo terrestre e desempenho de J.J. McCarthy estão entre os temas da análise.
O New York Giants visita o Philadelphia Eagles no domingo, no Lincoln Financial Field, estádio que tem sido um cenário difícil para a equipe de Nova York há mais de uma década.
Em 2026, porém, os papéis se inverteram: os Giants lideram a divisão, enquanto os Eagles chegam ao confronto na última posição da NFC East, após seis derrotas consecutivas. Ed Valentine, da SB Nation, analisa três questões para o duelo da semana 9.
Quem dita o ritmo agora?
Os Giants não vencem os Eagles no Lincoln Financial Field desde o triunfo por 15 a 7 em 27 de outubro de 2013. Philadelphia conquistou a NFC East em três das últimas quatro temporadas, disputou dois Super Bowls e venceu um. Já os Giants tiveram campanha de 11-38 entre 2023 e 2025.
Na metade desta temporada, no entanto, o cenário mudou. Os Giants lideram a divisão com campanha de 4-2-1, tentam reforçar o elenco para aumentar suas chances de ir aos playoffs e são favoritos nas apostas. Os Eagles, por sua vez, tentam encontrar uma forma de se recuperar.
Para Valentine, a mudança é impressionante. A questão é se os Giants conseguirão fazer sua parte: na avaliação do autor, boas equipes vencem jogos assim.
Quem vai carregar a bola?
Tyrone Tracy está na lista de lesionados por um problema no posterior da coxa. Cam Skattebo não treinou na segunda-feira devido a uma lesão na mesma região, e o técnico John Harbaugh disse que sua situação será avaliada “dia a dia até o jogo”. Até a publicação da análise, os Giants não haviam concluído uma troca por Jonathan Taylor, Derrick Henry, Tony Pollard, Breece Hall ou qualquer outro running back. Najee Harris procura uma nova oportunidade.
Devin Singletary, que soma 18 corridas na temporada, pode ser o único integrante do grupo original de running backs dos Giants disponível no domingo. Gregory Desrosiers, contratado do elenco de treinos do Los Angeles Chargers, fará seu primeiro jogo na NFL. Phil Mafah, do elenco de treinos, tem cinco corridas na liga. Eric Gray, dispensado no corte para o elenco de 53 jogadores, acabou de ser recontratado para o elenco de treinos. Ele sofreu seis fumbles em 81 toques na carreira, número que, na opinião de Valentine, não inspira confiança.
J.J. McCarthy conseguirá manter o ritmo?
J.J. McCarthy disputou cinco quartos em excelente nível desde que substituiu Jameis Winston no último período da derrota para o New Orleans Saints na semana 6. Seu desempenho levou torcedores e integrantes da imprensa a imaginar uma disputa com Jaxson Dart pela posição de quarterback dos Giants na próxima temporada.
Ainda há um longo caminho pela frente, porém, e McCarthy precisa provar muita coisa antes de colocar os Giants diante dessa decisão, avalia Valentine.
O quarterback conseguirá continuar impressionando e demonstrar que pode ser titular na NFL? Conseguirá fazer o Minnesota Vikings se arrepender de liberá-lo no início da temporada em troca de uma escolha de quinta rodada? Essas respostas ainda estão por vir.
McCarthy tem campanha de 7-4 como titular, com cinco vitórias consecutivas. Segundo Valentine, um fator comum a esses jogos é que, assim como em sua campanha campeã nacional por Michigan, ele nunca precisou assumir responsabilidades excessivas.
Na vitória sobre o Houston Texans na semana 7, McCarthy completou 20 de 28 passes. Foi seu maior número de tentativas em uma vitória como quarterback da NFL; as 252 jardas aéreas também foram sua melhor marca na carreira.
Apenas duas vezes ele tentou 30 passes ou mais em um jogo. Nas duas partidas, ambas derrotas, completou 36 de 74 tentativas — aproveitamento de 48,6% —, com dois passes para touchdown e quatro interceptações.
Para Valentine, as equipes da NFL descobrirão como os Giants usam McCarthy e organizam seu ataque aéreo. Ao analisar os mapas de passes do quarterback no Next Gen Stats, o autor concluiu que ele não gosta de lançar pelo meio do campo. Contra Houston, 27 de seus 28 passes foram para fora das marcas internas do campo, a maioria para além dos números. Os mapas de suas 11 partidas como titular na NFL mostram a mesma tendência.
O que acontecerá quando os adversários começarem a direcionar o jogo aéreo dos Giants para o meio do campo, onde McCarthy não quer lançar? E quando colocarem mais jogadores perto da linha de scrimmage e o obrigarem a vencer lançando 35 vezes ou mais?
Na avaliação de Valentine, a capacidade de McCarthy de lidar com essas situações mostrará o quanto ele realmente evoluiu como quarterback na NFL.