Jets x Chiefs: cinco pontos para acompanhar no confronto
Defesa contra o jogo terrestre, distribuição das jogadas ofensivas e times especiais estão entre os temas da análise.
O New York Jets chega ao confronto fora de casa com o Kansas City Chiefs com campanha de duas vitórias e seis derrotas. Depois de jogos recentes que a equipe poderia ter vencido, a tarefa será surpreender um adversário amplamente favorito.
Em análise para a SNY, Lucas Hutcherson destacou cinco pontos para acompanhar no duelo.
Reação dos Chiefs
Kansas City começou a temporada com cinco vitórias, mas perdeu os dois jogos seguintes. A expectativa é que busque interromper a sequência no domingo. Para Hutcherson, as derrotas também tornam menos provável que os Chiefs subestimem os Jets.
O duelo servirá de teste para Nova York, que perdeu cinco de seus seis jogos por uma posse de bola.
Como conter o jogo terrestre?
Os defensive linemen David Onyemata e T'Vondre Sweat já estão na lista de lesionados, e Harrison Phillips preocupa após um problema no tornozelo impedi-lo de treinar na quarta-feira. Se Phillips não puder jogar, os Jets ficarão sem os três titulares da linha defensiva.
O cenário favorece os Chiefs, donos do quinto melhor ataque terrestre da NFL. Contratado na offseason, o MVP do Super Bowl Kenneth Walker soma 770 jardas, apenas dez atrás do líder da liga.
No último domingo, os Jets foram bem contra o jogo terrestre e limitaram os Raiders a menos de três jardas por carregada. Os reservas Darrell Jackson Jr., Jowon Briggs e Jack Heflin precisarão continuar resistindo, mesmo que Phillips jogue.
Distribuição das oportunidades no ataque
Na avaliação de Hutcherson, fazia tempo que os Jets não tinham tantas armas ofensivas, mas a equipe ainda busca o equilíbrio para envolver todos os jogadores.
Na semana passada, Nova York procurou acionar mais Garrett Wilson, e AD Mitchell teve 142 jardas, sua melhor marca na carreira, depois de não registrar recepção no jogo anterior. Por outro lado, Omar Cooper Jr. não recebeu nenhum passe em sua direção após duas partidas seguidas com 100 jardas, e o time foi criticado por abandonar as corridas no segundo tempo.
O problema tem aparecido durante o ano. Após uma atuação de 100 jardas contra os Lions, o tight end calouro Kenyon Sadiq somou apenas cinco recepções para 43 jardas nas cinco semanas seguintes. Jeremy Ruckert, que teve cinco recepções — seu recorde pessoal — e um touchdown naquele mesmo jogo, não recebeu outro passe em sua direção desde então.
A reação dos times especiais
Destaque em 2025, a unidade de times especiais dos Jets tem tido dificuldades em 2026. No último domingo, sofreu outro golpe quando Dylan Laube retornou um kickoff para touchdown de 95 jardas. A questão é se a unidade comandada por Chris Banjo poderá voltar a causar o impacto da temporada passada.
O jogo de chutes pode ser uma vantagem para os Jets. Harrison Butker, normalmente confiável, errou seis field goals, e seu aproveitamento de 67% na temporada é, com folga, o pior de sua carreira. A pressão aumentou depois que os Chiefs adicionaram Justin Tucker ao elenco de treinamento para disputar espaço com ele.
A seca de interceptações continua
Na semana 4, uma interceptação de Minkah Fitzpatrick sobre Tyson Bagent encerrou uma sequência de 21 jogos dos Jets sem interceptar um passe. A equipe conseguiu outras três interceptações naquela partida, mas todas foram anuladas por faltas. Naquele momento, parecia um sinal de melhora na capacidade de produzir jogadas na bola.
Desde então, porém, passaram-se quatro jogos sem outra interceptação. Incluindo a de Fitzpatrick, os Jets têm apenas uma em 25 partidas sob o comando de Aaron Glenn. Para Hutcherson, aquela jogada começa a parecer uma exceção, em vez de um sinal de que as interceptações se tornariam mais frequentes.