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Análise

Três razões para a vitória dos Jaguars sobre os Ravens

Defesa, jogada decisiva de Trevor Lawrence e atuação conjunta das unidades explicam o triunfo por 33 a 10, segundo análise.

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BALTIMORE, MARYLAND - NOVEMBER 05: Trevor Lawrence #16 of the Jacksonville Jaguars shouts to Chris Rodriguez Jr. #24 against the Baltimore Ravens during the second quarter of the game at M&T Bank Stadium on November 05, 2026 in Baltimore, Maryland. (Photo by Scott Taetsch/Getty Images) | Getty Images
BALTIMORE, MARYLAND - NOVEMBER 05: Trevor Lawrence #16 of the Jacksonville Jaguars shouts to Chris Rodriguez Jr. #24 against the Baltimore Ravens during the second quarter of the game at M&T Bank Stadium on November 05, 2026 in Baltimore, Maryland. (Photo by Scott Taetsch/Getty Images) | Getty ImagesCrédito: Scott Taetsch/Getty Images

O Jacksonville Jaguars deu continuidade à sua campanha de destaque em 2026 ao vencer o Baltimore Ravens por 33 a 10 na quinta-feira, no M&T Bank Stadium. Sob chuva forte, Trevor Lawrence e o ataque fizeram o suficiente para pontuar, enquanto mais uma grande atuação defensiva fez a diferença.

Jacksonville chegou a seis vitórias e duas derrotas, ampliando a liderança da AFC South, enquanto Baltimore sofreu sua quarta derrota consecutiva. Em análise para a SB Nation, Simon Carroll apontou três razões que se destacaram no triunfo dos Jaguars.

A defesa dificultou a vida de Baltimore

A defesa de Jacksonville tem se tornado uma das unidades mais confiáveis da NFL, na avaliação de Carroll. O time entrou na semana 9 em segundo lugar na liga em pontos cedidos e confirmou a reputação ao limitar Baltimore a 227 jardas totais, dez first downs e dez pontos.

Os Ravens converteram apenas quatro de 14 terceiras descidas. Jacksonville forçou três turnovers, incluindo interceptações de Montaric Brown e Jourdan Lewis. A de Brown veio na primeira posse de Baltimore no segundo tempo e colocou os Jaguars em posição de ampliar a vantagem. Lewis recuperou outra posse no quarto período, e as duas interceptações ajudaram o time a acrescentar field goals.

Houve também uma disputa importante nas linhas. Apesar de perder o defensive tackle DaVon Hamilton pelo restante da temporada no início da semana, Jacksonville limitou Derrick Henry a 57 jardas em 17 corridas, média de 3,4 jardas por tentativa contra um dos running backs mais produtivos de sua geração.

A corrida de 65 jardas de Justice Hill para touchdown no fim do quarto período prejudicou os números finais da defesa. Até então, porém, Baltimore havia marcado apenas três pontos na primeira campanha e passado as nove posses ofensivas seguintes sem pontuar.

Os Ravens não contaram com Lamar Jackson e Tyler Huntley, mas, para o autor, isso não diminui a execução de Jacksonville: a defesa pressionou, recuperou a bola e impediu que o ataque adversário ganhasse ritmo. A atuação reforçou a impressão de que a unidade pode ser uma força real ao longo da temporada.

Trevor Lawrence apareceu no momento decisivo

Lawrence não precisou de números espetaculares para deixar sua marca. Ele completou 16 de 26 passes para 242 jardas e um touchdown, teve passer rating de 105,0 e distribuiu a bola entre oito recebedores.

Sua contribuição mais importante veio pouco antes do intervalo. Com os Jaguars vencendo por 10 a 3, o quarterback liderou uma campanha de quatro jogadas e 80 jardas. O destaque foi um passe de 50 jardas para touchdown de Parker Washington, que superou o marcador e encontrou espaço atrás da secundária de Baltimore.

A jogada levou Jacksonville ao intervalo com vantagem de 17 a 3, em vez de permitir que os Ravens permanecessem a uma posse de distância e pudessem ganhar impulso na volta.

Lawrence foi especialmente eficiente nos passes longos. Segundo o Next Gen Stats, ele completou oito de dez tentativas que percorreram pelo menos dez jardas pelo ar, somando 193 jardas e um touchdown. O aproveitamento de 80% nesses passes foi seu segundo melhor na temporada.

Para Carroll, o desempenho é um sinal positivo para um quarterback cada vez mais confortável no comando do ataque. Sem precisar buscar números altos no segundo tempo, Lawrence administrou o jogo enquanto a defesa e os times especiais faziam sua parte. Os Jaguars ficam mais difíceis de vencer quando ele produz jogadas grandes sem forçar situações, avaliou o jornalista.

As unidades trabalharam em conjunto

Talvez o aspecto mais animador da vitória tenha sido a forma como as unidades de Jacksonville trabalharam juntas, na avaliação de Carroll. O time não precisou que Lawrence lançasse para 350 jardas nem que a defesa marcasse um touchdown para salvar o ataque. Em vez disso, criou posições favoráveis e aproveitou as oportunidades.

A primeira campanha foi um exemplo: na segunda jogada ofensiva, Lawrence encontrou o tight end Nate Boerkircher para um ganho de 52 jardas, preparando o touchdown terrestre de uma jarda de Bhayshul Tuten.

O ataque continuou avançando, e Cam Little converteu suas quatro tentativas de field goal. Jacksonville terminou com 319 jardas totais, média de 5,7 por jogada, e pontuou em sete campanhas.

A defesa ajudou repetidamente a manter o controle. A interceptação de Brown preparou um field goal no início do segundo tempo, e a de Lewis no quarto período proporcionou outro campo curto. Uma recuperação de fumble pelo linebacker Jalen McLeod após o kickoff seguinte também ajudou a encaminhar a vitória: Chris Rodriguez Jr. correu duas jardas para touchdown e abriu 33 a 3.

Na avaliação do autor, foi uma atuação sólida em condições difíceis. A chuva complicou a vida dos dois ataques, mas Jacksonville evitou erros custosos que poderiam recolocar Baltimore no jogo. Sem precisar dominar uma categoria estatística específica, os Jaguars cumpriram suas funções, aproveitaram os erros adversários e deram poucas oportunidades de reação — uma fórmula que, segundo Carroll, vence jogos em novembro e dezembro.

O balanço

Desafios mais difíceis virão, e Jacksonville precisará manter o nível contra adversários mais saudáveis e perigosos. Ainda assim, as vitórias consecutivas sobre Indianapolis Colts e Baltimore Ravens deram evidências de que o time merece ser levado a sério, segundo Carroll.

O jornalista considera que Lawrence vive uma das melhores fases da carreira, a defesa produz resultados com regularidade e os demais jogadores cumprem seu papel. Com campanha de 6-2, os Jaguars constroem uma vantagem expressiva na AFC South e começam a parecer uma equipe capaz de causar impacto nos playoffs.

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