Lions x Dolphins: análise aponta corrida de Miami e defesa como pontos decisivos
Prévia examina os números de Miami, o impacto de Ollie Gordon e os desafios da defesa antes do duelo com Detroit.
Após duas vitórias apertadas em casa contra rivais de divisão, os Lions viajam à Flórida para enfrentar os Dolphins na semana 9. Detroit chega com três vitórias consecutivas e uma defesa em evolução, enquanto Miami tenta reagir a uma campanha de 1-6.
Em análise para o SB Nation, Brandon Knapp aponta o jogo terrestre como o principal ponto forte dos Dolphins e a defesa como sua maior fraqueza. Confira o desempenho da equipe até a semana 8 e o que pode decidir o confronto.
A campanha de Miami
- Semana 1: derrota para os Raiders por 27 a 13
- Semana 2: derrota para os 49ers por 35 a 13
- Semana 3: derrota para os Chiefs por 24 a 10
- Semana 4: derrota para os Vikings por 15 a 10
- Semana 5: derrota para os Bengals por 31 a 24
- Semana 6: folga
- Semana 7: vitória sobre os Jets por 28 a 25
- Semana 8: derrota para os Patriots por 24 a 19
Ataque
Contratado para ser titular, Malik Willis não encontrou em Miami o mesmo elenco de apoio que tinha em Green Bay. Ele soma seis touchdowns e cinco interceptações pelo ar, com média de 181,1 jardas por jogo. Como corredor, ajudou com 225 jardas, três touchdowns e média de 6,3 jardas por tentativa.
O running back de segundo ano Ollie Gordon assumiu o posto após De'Von Achane romper o ligamento cruzado anterior na semana 3 e ficar fora da temporada. Gordon tem 408 jardas, média de 4,5 por corrida e quatro touchdowns terrestres, maior marca da equipe.
Pelo ar, o principal recebedor de Willis, Malik Washington, tem 31 recepções para 329 jardas. O tight end Greg Dulcich soma 22 recepções e 256 jardas. Caleb Douglas e Kevin Coleman dividem a liderança de touchdowns entre os recebedores, com dois cada; juntos, têm 21 recepções para 308 jardas.
A linha ofensiva também tem sofrido para proteger o quarterback. Segundo o PFF, sua nota de proteção ao passe é a segunda pior da liga, 53,6. Willis sofreu 21 sacks, a sétima maior marca da NFL. O bloqueio para corridas é um pouco melhor, mas ocupa apenas o 27º lugar, com nota 55,9. Para Knapp, Miami depende do jogo terrestre porque Willis não tem tempo nem armas suficientes para ameaçar os adversários pelo passe.
Defesa
A defesa dos Dolphins também aparece perto da parte inferior da liga em diversos indicadores. O time está empatado com o menor número de sacks da NFL, nove, dos quais quatro são do edge Chop Robinson.
Na secundária, o safety calouro Michael Taaffe lidera Miami com duas interceptações. Segundo o Next Gen Stats, a equipe permitiu o maior percentual de passes completos da liga, 76,9%, e está empatada na segunda posição em jogadas aéreas cedidas de pelo menos 40 jardas, com oito. Outro safety, Dante Trader, lidera o grupo com três passes desviados.
A defesa terrestre ocupa a 31ª posição nas notas do PFF, com 51. Ela permitiu apenas três corridas de mais de 20 jardas, a mais longa de 27, mas ainda precisa conter melhor os ataques adversários. Miami é o 26º colocado em tackles, com nota 48,2, e errou 47 tackles, a oitava maior marca da liga, segundo o PFF.
Lesões
Achane está na lista de lesionados, mas Miami conta com profundidade na posição. O calouro Kadyn Proctor, que atua como guard ou tackle, está no protocolo de concussão e é outro jogador importante a acompanhar.
Ponto forte: running backs
Quando Achane se lesionou, parecia que o ataque sofreria uma queda ainda maior. Gordon, porém, deu vida ao jogo terrestre. Achane não havia marcado touchdowns na temporada, enquanto Gordon ultrapassou Willis em touchdowns de corrida em suas três partidas como titular. Na avaliação de Knapp, a dupla poderá ser um destaque quando Achane retornar em 2027.
Uma publicação citada pelo autor destacou uma das melhores campanhas ofensivas de Miami na temporada, encerrada com touchdown de Gordon contra Minnesota, quando o placar ficou em 12 a 10 para os Vikings.
Com poucas opções no jogo aéreo, Miami também conta com as pernas de Willis. O quarterback não pode fazer tudo sozinho, e a presença de Gordon melhora as chances do ataque. Para o analista, se o jogo terrestre não funcionar, o ataque corre o risco de desmoronar; por enquanto, é ele que mantém o time competitivo.
Ponto fraco: defesa
Embora o ataque tenha mostrado alguma evolução nas três semanas anteriores à análise, a defesa continuava sofrendo tanto pelo chão quanto pelo ar. Knapp não a considera a pior da NFL, mas a coloca no grupo inferior da liga, sem muitos sinais de melhora. Miami forçou seis turnovers, empatado na terceira menor marca, segundo a ESPN.
A defesa terrestre está um degrau acima da defesa contra o passe, mas a secundária precisará de uma atuação excepcional diante dos Lions, na opinião do autor. Miami ofereceu resistência a Bengals e Chiefs, mas terá de fazer mais contra um dos melhores ataques que enfrentará.
Robinson está entre os melhores jogadores do elenco, enquanto o defensive tackle Kenneth Grant, ex-escolha de primeira rodada, ainda não correspondeu às expectativas do analista. Para ele, forçar turnovers e deixar o ataque com campos mais curtos seria a melhor forma de a defesa ajudar a equipe a pontuar.
O duelo: defesa terrestre de Detroit contra a corrida de Miami
Knapp não demonstra preocupação com a capacidade do ataque dos Lions de pontuar contra Miami. A defesa de Detroit, porém, tem sido irregular, especialmente contra a corrida, embora a secundária também tenha recebido críticas.
Contra os Vikings, Detroit perdeu jogadores importantes para conter o jogo terrestre. O linebacker Jack Campbell ajuda nessa área, enquanto Jimmy Rolder foi colocado na lista de lesionados. D.J. Wonnum, um dos líderes do time em sacks, e o safety Brian Branch deixaram a partida com concussões após uma colisão. Branch também contribui contra a corrida ao fechar espaços no segundo nível.
Se Miami correr bem, o jogo pode ser mais equilibrado do que o esperado. Além de Gordon, Detroit precisa conter Willis e evitar que ele escape do pocket. Entre os quarterbacks móveis já enfrentados pelos Lions, Josh Allen, dos Bills, causou o maior estrago pelo chão, com 69 jardas. Willis deve ser outro grande desafio para os sete jogadores do front defensivo.
Na linha de apostas citada pela análise, Detroit era favorito por sete pontos para o jogo de domingo.